Real Madrid

92 Títulos Oficiais
252 Milhões de Torcedores
Real MadridMadrid - Espanha
Fundação 05 de março de 1902
Estádio / Capacidade Santiago Bernabéu / 81.044
Apelidos Blancos, Merengue, Galáticos, Rey de copas
Principais rivais Barcelona, Atlético de Madrid
Apelido da torcida Madrilista, Madrilenho
Mascote Cachorro
UEFA Champions League

1955–56, 1956–57, 1957–58, 1958–59, 1959–60, 1965–66, 1997–98, 1999–00, 2001–02, 2013–14, 2015–16, 2016–17, 2017–18

Mundial de Clubes

1960, 1998, 2002, 2014, 2016, 2017, 2018

Títulos conquistados pelo clube

Títulos Mundiais

Competição Títulos Temporada
Torneio Intercontinental 3 1960, 1998, 2002
Mundial de Clubes 4 2002, 2014, 2016, 2017, 2018

Títulos Continentais

Competição Títulos Temporada
Liga dos Campeões 13 1955–56, 1956–57, 1957–58, 1958–59, 1959–60, 1965–66, 1997–98, 1999–00, 2001–02, 2013–14, 2015–16, 2016–17, 2017–18
Liga Europa da UEFA 2 1984–85, 1985–86
Supercopa da UEFA 4 2002, 2014, 2016, 2017
Copa Latina 2 1955, 1957

Títulos Nacionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato Espanhol 34 1931–32, 1932–33, 1953–54, 1954–55, 1956–57, 1957–58, 1960–61, 1961–62, 1962–63, 1963–64, 1964–65, 1966–67, 1967–68, 1968–69, 1971–72, 1974–75, 1975–76, 1977–78, 1978–79, 1979–80, 1985–86, 1986–87, 1987–88, 1988–89, 1989–90, 1994–95, 1996–97, 2000–01, 2002–03, 2006–07, 2007–08, 2011–12, 2016–17 e 2019–20
Copa do Rei 19 1904–05, 1905–06, 1906–07, 1907–08, 1916–17, 1933–34, 1935–36, 1945–46, 1946–47, 1961–62, 1969–70, 1973–74, 1974–75, 1979–80, 1981–82, 1988–89, 1992–93, 2010–11, 2013–14
Supercopa da Espanha 11 1988, 1989, 1990, 1993, 1997, 2001, 2003, 2008, 2012, 2017, 2019–20
Copa da Liga Espanhola 1 1984-85
Copa Eva Duarte 1 1946–47

História

Índice

Real Madrid: a maior hegemonia do mundo

O Real Madrid é o time de maior soberania mundial.

Quando pensamos em hegemonia no futebol mundial, o primeiro time que nos vem à cabeça, sem sombra de dúvidas, é o Real Madrid. Até porque, os blancos são recordistas em títulos nacionais, da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes. O clube só não é o recordista em conquistas da Copa do Rei, sendo o terceiro maior vencedor.

O caminho de glórias do clube teve inicio no final dos anos 1950, quando enfileirou 5 títulos da Liga dos Campeões. Todos eles conquistados sob a liderança de um dos seus maiores ídolos, o argentino Alfredo Di Stéfano.

Nas décadas seguintes, os blancos mantiveram sua hegemonia no cenário nacional até os anos 1990, período em que o rival Barcelona começou a fazer frente. Mas, mesmo dominando o futebol local, o Real Madrid amargou um período ruim no cenário europeu, onde só voltou a ter relevância no final da década de 1990.

Naquele período, o clube colecionou mais dois títulos da Liga dos Campeões para logo depois chegar à era dos galácticos no início dos anos 2000. Jogadores como Ronaldo, Zinedine Zidane, David Beckham e Luís Figo formaram uma das mais badaladas gerações do Real Madrid, mas sem muitas conquistas de títulos. Porém, ambos abriram caminho para uma nova geração de galácticos da equipe, que comandada por Cristiano Ronaldo, conquistou três títulos da Liga dos Campeões na década de 2010.

Além de faturar muitos títulos em sua história, o Real Madrid ostenta o orgulho de jamais ter sido rebaixado, ao lado de Athletic Club e Barcelona. Sendo que este último é o seu maior rival da história e com quem protagoniza o famoso El Clássico.

Com tantas conquistas, o Real Madrid se tornou um dos mais ricos e mais valiosos clubes do mundo, além de contar com uma das maiores torcidas.

Real Madrid: fundação

Real Madrid no período de sua fundação.

Em 1897, um grupo de estudantes da escola Institución Libre de Enseñanza formou uma equipe chamada Foot-Ball Sky. Mas, três anos depois, o clube passou por uma séria crise financeira e não conseguiu se manter de pé. Dessa forma, outro clube foi fundado, dessa vez, com o nome de Madrid Foot-Ball Club, em que o primeiro presidente foi Julián Palácios.

Porém, a fundação da equipe só foi oficializada em março de 1902, após a formação de um conselho presidido por Juan Padrós, ao lado de seu irmão Carlos Padrós. Na ocasião, o rei Afonso VIII foi quem deu o tão sonhado aval para que o clube fosse criado oficialmente.

Ainda no mesmo ano, Carlos Padrós ajudou na criação do Campeonato Espanhol e de quebra ainda fundou o extinto Campeonato Madrilenho em 1905. Como não se não bastasse, ele foi também um dos fundadores da entidade máxima que rege o futebol, a FIFA.

A partir de sua fundação, o Real Madrid adotou as cores brancas em seu uniforme, o que lhe rendeu anos mais tarde, o apelido de merengue. Na ocasião, o locutor Matias Prats Cañete foi quem popularizou essa alcunha durante os anos 1950 e 1960 em meios às suas narrações. Porém, existem alguns relatos de que o time madrilenho já era chamado dessa maneira em seus primeiros anos de atividade.

Símbolo, escudo e cores: significado

O primeiro símbolo adotado pelo Real Madrid foi em 1902, após a fundação oficial do clube. Nesse primeiro escudo, uma mescla das letras M, C e F foi adotada em alusão as iniciais do nome do time.

Em 1908, algumas alterações foram feitas no símbolo da equipe, com a presença do brasão da cidade em volto das iniciais M, C e F. Anos mais tarde, em 1920, o clube recebeu o seu famoso título “Real” pelo rei da Espanha Alfonso XIII e a partir dali passou a adotar a coroa real em cima de seu escudo.

Logo depois, em 1931, o símbolo da equipe passou por mais uma transformação e perdeu a sua coroa. Isso ocorreu justamente por causa da revolução espanhola, que resultou na deposição do rei e proibiu qualquer alusão à monarquia. Mas tal adorno voltaria a ser utilizado em 1941 e mais uma vez por motivações políticas. Após a consolidação do regime do ditador Francisco Franco, o emblema do Real Madrid passou a receber a forma a qual conhecemos hoje em dia.

Dessa forma, as iniciais do nome do clube passaram ser escritas em dourado, com uma faixa roxa logo atrás, sendo adornadas por um circulo dourado e por sua famosa coroa real. No final dos anos 1990 até os dias atuais, o símbolo da equipe passou por sutis mudanças, mas nada que alterasse sua essência.

Hino oficial “Hala Madrid y Nada Más”: significado

O primeiro hino oficial do Real Madrid foi criado em 1903, um ano após a fundação do clube, com o título de “Pasodoble”. Porém, o hino mais conhecido da equipe foi lançado em 1952, com o famoso refrão “Hala Madrid”. Naquela época, tal letra foi criada justamente em homenagem aos 50 anos do time merengue.

Já no ano de 2014, o hino “Hala Madrid y Nada Más” foi lançado em homenagem à décima conquista do clube na Liga dos Campeões. A letra composta por Manuel Jabois, com melodia do artista de origem marroquina Red One, foi cantada pelo então treinador Carlo Ancelotti e por todos os jogadores do clube.

1902-1940: Primeiras décadas do clube

Em 1902, com a fundação oficial do Real Madrid e também do Campeonato Espanhol, os merengues tiveram a oportunidade de disputar seu primeiro torneio oficial. Naquela época, o clube ainda não tinha o seu estádio oficial e viveu como andarilho atuando nas primeiras décadas em estádios alugados.

Ainda naquele mesmo ano, os merengues disputaram o seu primeiro clássico contra o Barcelona, justamente na semifinal do Campeonato Espanhol. Na ocasião, os catalães venceram com tranquilidade pelo placar de 3 a 1.

Após esse revés, o clube veio a conquistar o seu primeiro título oficial em 1905, ao faturar a Taça do Rei da Espanha. Naquela conquista, os blancos venceram o Athletic Bilbao na grande decisão, com gol decisivo do atacante e artilheiro Manuel Prast. Além dele, outros jogadores foram importantes durante o título, como o atacante francês Pedro Parages e o zagueiro e capitão José Berraondo.

Ambos, inclusive, participaram de mais três conquistas do clube da mesma competição. Assim, o Real Madrid conquistou pela primeira em sua história um tetracampeonato seguido da Copa do Rei, entre 1905 e 1908, ficando com o troféu original do torneio.  Naquela época, a Copa do Rei era a principal competição nacional, haja visto que a La Liga seria disputada pela primeira vez somente em 1929.

Com esses títulos, o Real Madrid começou a projetar o seu nome no cenário nacional do futebol. Sendo assim, o clube passou a brigar também pelo Campeonato Espanhol, que nas primeiras décadas era dominado pelo Athletic Bilbao. Até que em 1931, o time merengue conquistou o seu primeiro título da competição com a famosa “melhor defesa do mundo” formada por Zamora, Ciriaco e Quincoces.

1931-1932: Primeiro título da La Liga veio de forma invicta

Na temporada 1931-32, foi realizada a quarta edição da denominada La Liga, que nos anos anteriores era chamada apenas de Campeonato Espanhol. Naquela competição, o Real Madrid vinha como um dos favoritos, após tantos anos brigando pelo título.

Com uma defesa sólida e um ataque objetivo, o time comandado pelo inglês Robert Firth foi campeão espanhol de maneira invicta. Em 18 partidas, o Real Madrid conquistou 10 vitórias e obteve 8 empates, marcando 37 gols e tomando apenas 15.

Ostentando a famosa “melhor defesa do mundo” de Zamora, Ciriaco e Quincoces, os merengues também contaram com um forte time do meio para frente. Os meio-campistas Luís Regueiro, Juan Hilário, Leoncito foram os principais responsáveis por municiar um forte ataque composto por Manuel Olivares, Jaime Lazcano e Luis Olaso. Sendo que Olivares foi o terceiro maior artilheiro da competição e o maior artilheiro dos blancos. com 11 gols.

Década de 1940: Real Madrid emerge como potência

Se o Real Madrid já era considerado uma forte equipe no cenário nacional, a partir da década de 1940 o clube emergiu como grande potência mundial. Tanto que a distância entre o futebol dos merengues e seus rivais do Barcelona era algo discrepante.

Na semifinal da Copa Generalíssimo (nome da Copa do Rei no período da ditadura de Francisco Franco) de 1943, o time madrilenho aplicou a maior goleada do El Clássico. Na ocasião, o clube venceu os seus rivais por impressionantes 11 a 1, após terem perdido por 3 a 0 no jogo de ida. A partir dali, criou-se uma das maiores rivalidades do futebol mundial.

Dois anos depois dessa goleada, um outro acontecimento que mudaria a história do Real Madrid teve inicio. A era de Santiago Bernabéu como presidente do clube estava começando para alavancar o time merengue. Tanto que durante a sua gestão, que teve fim em 1978, o clube viveu um dos períodos mais emblemático de toda a sua existência.

A controversa relação do Real Madrid com o governo franquista

Após a Guerra Civil Espanhola entre 1936 e 1939, o general Francisco Franco tomou o poder e a sua ascensão como chefe de estado impactou na história do Real Madrid. Até porque, segundo muitos jornalistas da época, Franco manteve muitas relações com o clube madrilenho, usando de sua influência politica para ajudar os blancos.

De acordo com o documentário “O Madrid real: A lenda negra da glória branca” produzido por Carles Torras, não fosse a influência de Franco, o Real Madrid seria apenas um clube modesto no cenário europeu. Fato é que após ascensão do ditador, os merengues cresceram de maneira exponencial, conquistando uma sequencia impressionante de títulos. Durante a ditadura, o clube encerrou o seu jejum de conquistas faturando 14 títulos espanhóis e mais 6 taças europeias.

Inclusive, foi apurado que Francisco Franco ajudou o Real Madrid na construção do Santiago Bernabéu e na contratação do argentino Alfredo Di Stéfano. Na ocasião, o jogador estava perto de acertar com o Barcelona, porém com a influência do general, o negócio foi desfeito e o time merengue foi quem fechou tal contratação. Inclusive, esse fato foi a gota d’agua para que o ódio de separatistas se aflorasse em cima do clube madrilenho.

Todos esses esforços de Franco foram feitos justamente com o objetivo de usar da popularidade do futebol para aumentar sua influência e poder na Espanha. Algo que deu certo até 1973, período em que seu governo caiu e o país voltou a viver um regime monárquico.

1947: inauguração do gigante Santiago Bernabéu

O estádio Santiago Bernabéu foi inaugurado no dia 14 de dezembro de 1947, com o nome de estádio Chamarín. Sua primeira partida realizada foi um confronto amistoso entre Real Madrid e Belenenses de Portugal, com vitória merengue por 3 a 1. Na ocasião, o atacante Sabino Barinaga foi quem marcou o primeiro gol do duelo e consequentemente o primeiro gol da história do estádio.

Em janeiro de 1955, o estádio passou por uma série de reformas e assim o conselho do clube decidiu também mudar seu nome. Dessa forma, o estádio passou a se chamar Santiago Bernabéu, como uma maneira de homenagear o então presidente do clube. Ele que foi um dos principais responsáveis pela construção dessa histórica casa do Real Madrid, um dos maiores e mais importantes estádios do futebol mundial.

Década de 1950: começo da hegemonia de quase 40 anos

Poderoso elenco dos anos 1950.

Com a chegada de Santiago Bernabéu como presidente do Real Madrid nos anos 1940, o clube passou a viver uma nova fase. O resultado dessa nova era do time merengue começou a aparecer na temporada 1953-54, com a conquista do título espanhol, que encerrou um jejum de mais de 20 anos sem conquistas da competição.

Esse título deu inicio a um caminho repleto de conquistas para o Real Madrid. Até porque, nas décadas seguintes, o clube passou a colecionar taças como nunca antes em sua história, tanto no cenário nacional quanto no europeu. Dentro do território espanhol, a equipe saiu de 3 conquistas nacionais em 1953 para 25 na década de 1990. Já na Europa, os merengues conquistaram os 5 títulos das primeiras edições da Liga dos Campeões.

Dessa forma, o Real Madrid se tornou o time mais hegemônico da Europa e ainda deixou para trás os seus principais rivais Barcelona, Atlético de Madrid e Athletic Bilbao. Tudo isso graças a um elenco comandado pelos principais craques da época, o argentino Alfredo Di Stéfano e o húngaro Ferenc Puskas.

Di Stéfano chegou em 1953, através de uma conturbada transferência, em que o Real Madrid atravessou as negociações entre River Plate e Barcelona. Já Puskas chegou ao clube espanhol em 1958, após indicação do técnico Emil Östreiche, seu também treinador no período em que esteve no futebol húngaro.

1955-1960: O pentacampeonato da Liga dos Campeões e o reinado na europa

A primeira edição da Liga dos Campeões ocorreu na temporada 1955-56, sendo na época nomeada como Taça dos Campeões Europeus. Por conta de seu grande elenco, o Real Madrid se sagrou o grande campeão da competição, ao vencer o Stade de Reims da França em placar apertado por 4 a 3. Naquela decisão, Alfredo Di Stéfano foi o grande destaque, assim como em todo o torneio.

Na temporada seguinte, o clube manteve o seu forte elenco e faturou mais uma vez a competição europeia. Dessa vez, além de contar com o brilho de Di Stéfano, os blancos contaram com o futebol do ponta Francisco Gento. Inclusive, os dois gols anotados na final do torneio contra a Fiorentina, saíram dos pés dos dois jogadores.

Ainda em seu caminho de conquistas europeias, os merengues faturaram o seu terceiro título em 1957-58. Dessa vez, contra o forte time do Milan, com grande atuação de Di Stéfano, Gento e do atacante Héctor Rial, o Real Madrid venceu pelo placar de 3 a 2.

Já a temporada de 1958-59 ficou marcada pela chegada do húngaro Ferenc Puskas, que desembarcou no Real Madrid para qualificar ainda mais a equipe. Ao lado de Gento e Di Stéfano, o jogador comandou a brilhante campanha do quarto título europeu, conquistado novamente em cima do Stade de Reims, dessa vez pelo placar de 2 a 0.

A quinta conquista consecutiva aconteceu em 1959-60 e pode-se dizer que foi uma das mais fáceis da história do Real Madrid. Com um time recheado de estrelas, os blancos aplicaram uma goleada acachapante na grande decisão contra o Eintracht Frankfurt pelo placar de 7 a 3. Nesse jogo decisivo, Alfredo Di Stéfano anotou 3 gols, enquanto Ferenc Puskas anotou os outros 4 tentos.

Além de Di Stéfano e Puskas, Real Madrid contava com elenco cheio de estrelas

Sem sombra de dúvidas, Alfredo Di Stéfano foi uma das grandes estrelas do Real Madrid durante os 5 títulos europeus. Porem, não foi apenas ele que brilhou com a camisa merengue no período dessas conquistas, já que o clube contava com um elenco recheado de craques.

No período de suas 5 conquistas europeias, o Real Madrid contou com o seguinte time base: Juan Alonso (Rogelio Domínguez); Marquitos, José Santamaria (José Iglesias) e Rafael Lesmes; Juan Santisteban, Miguel Muñoz e José Maria Zárraga; Raymond Kopa (Canário), Di Stéfano, Héctor Rial (Ferenc Puskas) e Francisco Gento. Já os treinadores que comandaram esse elenco foram José Villalonga, Luis Carniglia e Miguel Muñoz.

Parte desse elenco estrelado, o atacante Canário entrou para a história como um dos primeiros brasileiros a vestir a camisa do clube merengue. Além disso, ele se tornou uma lenda por ter sido o primeiro jogador brasileiro a faturar um título de Liga dos Campeões.

Menos feliz que Canário, o craque brasileiro Didi, bi-campeão pela seleção em 1958 e 1962, também teve rápida passagem pelo Real Madrid entre 1959 e 1960, inclusive integrando o elenco campeão europeu na temporada 1959-1960. Sua passagem, porém, foi discreta,  e predominantemente no banco de reservas.

Década de 1960-1990: Domínio na Espanha, mas pouca relevância Europeia

Elenco campeão da Liga dos Campeões 1965-66.

Após o seu pentacampeonato seguido da Liga dos Campeões, o Real Madrid passou por algumas instabilidades no cenário europeu. O clube voltou a vencer a competição na temporada 1965-66, mas posteriormente ficou mais de 30 anos sem conquistar o torneio. Sendo que no intervalo entre os anos 1960 e 1990 conquistou apenas um título europeu. Por outro lado, a equipe conseguiu faturar o bicampeonato da Liga Europa, competição secundária do velho continente.

Porém, mesmo com pouca relevância na principal competição europeia, o clube obteve um amplo domínio no cenário nacional. Principalmente entre os anos 1960 e 1965 e anos 1985 e 1990, quando faturou dois pentacampeonatos espanhóis. Somando essas conquistas, o Real Madrid faturou 26 títulos nacionais, sendo eles 19 títulos espanhóis e mais 7 títulos da Copa do Rei.

A maioria dessas conquistas não seriam possíveis sem a presença de um ex-jogador da equipe no comando técnico. Miguel Muñoz esteve à frente dos blancos durante quase 15 anos, mais precisamente entre 1960 e 1974, sendo o mais longevo treinador da equipe. No período de seu comando, o clube conquistou 8 títulos espanhóis, 2 títulos da Copa do Rei, dois títulos da Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes.

Nessa alçada de jogadores que se tornaram técnicos pelo clube, o maior de todos os tempos do Real Madrid também esteve presente no banco de reservas. Alfredo Di Stéfano comandou os merengues em duas breves passagens, entre 1982 e 1984 e depois entre 1990 e 1991.

Além de muitos altos e baixos no cenário do futebol, o Real Madrid viveu um episódio triste de sua história em 1978. O falecimento de Santiago Bernabéu marcou o fim de uma era do clube, após 35 anos de uma presidência bem sucedida.

1960: Real Madrid vence o primeiro campeonato mundial de clubes

Mesmo conquistando a Liga dos Campeões desde 1955, o Real só participou do Mundial de Clubes em 1960. Até porque, a competição só foi idealizada naquele ano, sendo nomeada como Torneio Intercontinental.

Em dois jogos contra o Peñarol, os comandados do técnico de Miguel Nuñez conquistaram o título com tranquilidade. No primeiro jogo, realizado no Estádio Centenário em Montevidéu, empate em 0 a 0. Mas, no duelo de volta, no Santiago Bernabéu, os merengues venceram com facilidade pelo placar de 5 a 1.

Como não poderia ser diferente, Puskas, Di Stéfano e Gento foram os grandes destaques na vitória do Real Madrid. Enquanto o húngaro anotou dois gols, os demais anotaram um gol cada.

1965-66: Último título da Liga dos Campeões antes da grande seca

Após a conquista do pentacampeonato da Liga dos Campeões entre os anos de 1955 e 1960, o Real Madrid voltaria conquistar a competição em 1965-66. Com elenco bastante modificado em relação às 5 primeiras conquistas, o clube só manteve o atacante Franscisco Gento em seu elenco.

Dessa forma, o time dirigido por Miguel Nuñez durante a competição foi o seguinte: José Araquistáin; Manuel Sanchís Martínez, Ignacio Zoco, Pedro de Felipe e Pachín; Manuel Velázquez, Pirri; Francisco Gento, Ramón Grosso, Amancio Amaro e Fernando Serena. Inclusive, Gento era tão importante na equipe, que ostentava a braçadeira de capitão.

Em seu caminho rumo ao título, os blancos passaram por Feyenoord da Holanda, Kilmarnock da Escócia e Anderletch da Bélgica até chegar à semifinal. Contra a poderosa Inter de Milão, o time merengue venceu o jogo de ida em casa por 1 a 0 e empatou em 1 a 1 na volta.

Na grande final, realizada em jogo único em Bruxelas na Bélgica, o Real Madrid encarou o Partizan da Sérvia. Em um duelo muito disputado, os sérvios abriram o placar aos 10 minutos do segundo tempo. Porém, os atacantes Amancio Amaro e Fernando Serena viraram o jogo para os merengues nos instantes finais da partida.

Essa geração campeã com o Real Madrid naquele período ficou conhecida como “geração yé-yé”. Tudo por causa da música “She loves you” dos Beatles, a banda mais popular daquela época.

1985-1990: “La Quinta del Buitre” traz pentacampeonato espanhol e 2 europeus com jogadores da base

Em meio ao seu período de hegemonia no futebol espanhol, o Real Madrid viveu uma de suas melhores fases na metade da década de 1980. Durante 1985 e 1990, o clube faturou o seu segundo pentacampeonato espanhol da história e de bandeja ainda conquistou dois títulos da Liga Europa em 1984-1985 e 1985-1986. O único destaque negativo foi para os títulos perdidos da Liga dos Campeões, em que os merengues chegaram a três semifinais nesse meio tempo.

Esses títulos conquistados e essas campanhas realizadas pelo Real Madrid só foram possíveis graças a geração conhecida como “La Quinta del Buitre”. Tal geração era formada por jogadores da base da equipe e foi comandada por Emilio Butragueno, o jogador mais carismático do grupo, que era conhecido como Buitre.

Para se ter uma ideia, oito jogadores que faziam parte desse grupo vieram das categorias de base do Real Madrid. Essa que pode ser considerada uma das gerações mais bem sucedidas da história da base do clube. Tudo isso graças a Alfredo Di Stéfano, que enquanto treinador em sua passagem entre 1982 e 1984, lapidou a maioria desses jogadores.

Dentre esses jogadores revelados pela La Fábrica (categorias de base do real Madrid) Emilio Butragueño, Chendo, Manolo Sanchís, Ricardo Gallego, Míchel, Sebastián Losada, Miguel Pardeza e Rafael Martín Vázquez foram os grandes destaques. Ambos se juntaram aos veteranos Juanito Valdano e Santillana e contaram com o protagonismo do atacante mexicano Hugo Sanchez.

Década de 1990: A perda do protagonismo para o Barcelona

Após 40 anos de domínio no futebol espanhol, o Real Madrid começou a perder sua hegemonia no inicio dos anos 1990 para o seu maior rival. Até porque, naquele período, o clube catalão começou a entrar em uma era de conquistas nacionais e internacionais.

Tanto que nesse período o time culé conquistou 6 títulos do Campeonato Espanhol, incluindo um tetracampeonato seguindo, enquanto o Real Madrid conquistou apenas dois. Além disso, os merengues tiveram que assistir os seus rivais conquistarem, pela primeira vez, o título da Liga dos Campeões da temporada 1991-92 com o dram team comandado por Cruyff.

Porém, não demorou muito para que os merengues reconquistassem a sua hegemonia no cenário do futebol europeu. Sendo que no final dos anos 1990, o clube faturou dois títulos da Liga dos Campeões em um período de três anos. Ambos foram conquistados nas temporadas 1997-98 e 1999-2000 e coroaram uma nova geração em Madrid.

1997-98 e 1999-2000: Real Madrid conquista dois títulos da Liga dos Campeões

Conquista da Liga dos Campeões 1997-98.

Entre os anos 1960 e 1990, o Real Madrid amargou um período de seca de títulos da Liga dos Campeões. Porém, esse jejum viria se quebrar em 1997-98, sendo que em seguida, o clube voltaria a levantar mais uma taça europeia na temporada 1999-00.

Para conquistar o título da Liga dos Campeões da temporada 1997-98, os blancos contaram com elenco repleto de craques. Naquela época, ascenderam na equipe o lateral esquerdo Roberto Carlos, o meia argentino Fernando Redondo, o atacante sérvio Predrag Mijatović e os jovens Raúl Gonzalez e Fernando Morientes. Sem contar com a liderança da dupla de zaga formada por Manuel Sanchís e Fernando Hierro. Todos comandados pelo lendário treinador alemão Jupp Heynckes.

Na primeira fase, o Real Madrid passou em um grupo que contava com o Rosenborg da Noruega, Olympiakos e Porto. Logo depois, passou pelos alemães Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund nas fases quartas de finais e semifinais. Para logo depois, encarar a Juventus na final em Amsterdã e vencer com o gol solitário de Mijatović.

Como prêmio pela conquista da Liga dos Campeões, os blancos se classificaram para o mundial de clubes no final do ano. O adversário da vez foi o Vasco da Gama, que fez jogo duro contra o time merengue, mas não evitou a derrota por 2 a 1.

Já na conquista da Liga dos Campeões de 1999-00, os merengues passaram a contar com as novidades de Iker Cassilas no gol, Nikolas Anelka no ataque e Vicente Del Bosque no comando técnico. Junto com sua base do titulo anterior, o clube passou por um grupo que contava com Porto, Olympiakos e Molde da Noruega. Logo depois, eliminou Manchester United e Bayern Munich para chegar à final contra o Valencia. Na decisão, vitória por 3 a 0 em Paris e mais um título na conta.

Década de 2000: A era multimilionária dos Galácticos

Na virada do século, o Real Madrid estava prestes a viver uma das era mais marcantes de sua história, a famosa “era dos galácticos”. Com a eleição de Florentino Perez, o clube passou a trazer mais investimentos e dessa forma, pôde contratar os melhores jogadores do mundo no período de seu centenário, que ocorreria em 2002.

A primeira investida da equipe foi em Luís Figo, jogador que estava atuando no Barcelona. Em 2000, o português desembarcou em Madrid pela quantia de 60 milhões de euros. Na temporada seguinte, foi a vez de Zinedine Zidane ser contratado. Por um valor recorde a época, o francês deixou a Juventus rumo aos merengues pela bagatela de 75 milhões de euros.

Com os dois jogadores, o Real Madrid conseguiu conquistar o título da Liga dos Campeões da temporada 2001-02. Porém, essa seria a única conquista da competição pelo clube no período dos galácticos.

Pois, mesmo com a chegada de Ronaldo Fenômeno, Michael Owen e David Beckham nos anos seguintes, os merengues não conseguiram emplacar. Uma verdadeira decepção, para um clube que contava com três jogadores Bola de Ouro em seu elenco. No caso, Figo, Ronaldo e Zidane haviam conquistado tal premiação.

Nos anos seguintes, quem chegou foi o atacante Robinho, que não conseguiu melhorar o futebol apresentado pela equipe. Até porque, a crise no vestiário era considerada irreversível, por conta da guerra de ego dos jogadores. Inclusive, quem sentiu isso na pele foi o técnico Vanderlei Luxemburgo, que, contratado em 2005, foi rapidamente “fritado” por um elenco repleto de estrelas.

Então, após a chegada do técnico alemão Bernd Schuster em 2007, o time dos galácticos passou a ser desfeito. Um novo projeto com jogadores como Robben, Heinze, Sneijder, Drenthe, Saviola e Metzelder passou a ter início.

2001-2002: o único título da Liga dos Campeões da Era galácticos

No início de seu período dos galácticos, o Real Madrid conquistou o seu único título de Liga dos Campeões. Na temporada 2001-02, o clube faturou a competição europeia, sob a liderança técnica da dupla Zinedine Zidane e Luís Figo.

Ambos os jogadores comandaram um elenco que também contava com outras grandes estrelas do futebol mundial. Dessa forma, o time dirigido por Vicente del Bosque contava com a seguinte escalação base: César (Iker Casillas); Michel Salgado, Hierro, Iván Helguera e Roberto Carlos; Claude Maélélé, Luís Figo, Solari e Zidane; Raúl e Morientes.

Com essa equipe estrelada, os merengues não tiveram dificuldades em se classificar em primeiro lugar em um grupo que também contava com Roma, Lokomotiv Moscou e Anderletch. Nas quartas de finais, um confronto difícil, diante do poderoso Bayern Munich, o Real Madrid se classificou em placar apertado por 3 a 2 no agregado. Já na semifinal, diante do rival Barcelona, uma classificação tranquila, com vitória por 3 a 1 no agregado.

Na grande decisão, em jogo emocionante, os blancos conseguiram faturar o título ao vencer o Bayer Leverkusen por 2 a 1. Na ocasião, o Real Madrid abriu o placar com gol de Raúl aos 8 minutos da primeira etapa, mas logo na sequência o zagueiro Lúcio empatou. Então, no finalzinho do primeiro tempo, Zidane deu números finais ao jogo.

Década de 2010: Real Madrid de Zidane conquista o tri da Liga dos Campeões e duelo Messi x CR7

Nova era dos galácticos conta com Cristiano Ronaldo rival de Messi.

Após sua primeira era galáctica, o Real Madrid passou por uma fase de transição sob o comando do técnico alemão Bernd Schuster. Assim, entre os anos de 2007 e 2010, o clube enfrentou um período de instabilidade.

Por conta disso, o presidente Florentino Pérez resolveu investir mais uma vez em reforços de peso. Dessa forma, uma segunda era de galácticos teve inicio no Real Madrid ainda em 2009, com a chegada de Kaká ao clube. Já na temporada seguinte, os merengues trouxeram uma dupla de portugueses, como o técnico José Mourinho e o atacante Cristiano Ronaldo.

O jogador português chegava para assumir o protagonismo da equipe, algo que soube fazer muito bem. Inclusive, no período em que esteve no Real Madrid, Cristiano Ronaldo dividiu os holofotes do futebol mundial com Lionel Messi, jogador que também era considerado um dos melhores do mundo.

Logo depois, outros jogadores chegaram ao Real Madrid para completar o elenco galáctico. Como por exemplo, Karim Benzema, Gareth Bale, Toni Kroos e Luka Modric.

Em 2013, após a saída de Mourinho, os blancos trouxeram Carlo Ancelotti para o comando técnico e junto com ele, conquistaram o décimo título da Liga dos Campeões.  Anos depois, sob o comando de um velho conhecido, Zinedine Zidane, os merengues voltariam a conquistar o título europeu, dessa vez em três oportunidades consecutivas. Detalhe é que em meio a esses quatro títulos conquistados, dois foram em cima do rival Atlético de Madrid, mais precisamente nas temporadas 2013-14 e 2015-16.

Já no cenário nacional, o Real Madrid não obteve o mesmo domínio que havia conquistado na Europa.  Até porque, durante a década de 2010, o clube conquistou apenas três títulos espanhóis, enquanto os rivais do Barcelona conquistaram sete.

2013-2014: Carlo Ancelotti comanda o time na conquista na “La Décima”

O primeiro grande resultado da segunda era dos galácticos ocorreu na temporada 2013-14, quando o Real Madrid faturou a Liga dos Campeões. Na ocasião, o clube conquistava o seu décimo título da competição, sendo que tal título ficou popularmente conhecido como “La Décima”.

O time comandado por Carlo Ancelotti tinha Cristiano Ronaldo como o principal destaque, mas além dele, outros jogadores também brilharam. Iker Casillas, Sérgio Ramos, Raphael Varane, Di Maria, Marcelo, Modric, Benzema e Bale foram alguns dos nomes que se destacaram na competição.

Com esses jogadores, o Real Madrid se classificou na fase de grupos em primeiro lugar, deixando para trás Galatasaray, Juventus e Copenhague da Dinamarca. Nas oitavas de finais, os merengues passaram com tranquilidade pelo Schalke 04 da Alemanha, em placar agregado por 9 a 2. Já nas quartas de finais, um duelo difícil contra o Borussia Dortmund, em que os blancos venceram por 3 a 0 no jogo de ida e perderam por 2 a 0 na volta.

Após esse sufoco, os madrilenhos se classificaram com facilidade contra o Bayern Munich na semifinal, em placar agregado em 5 a 0. Na decisão, jogo emocionante contra o rival Atlético de Madrid, em que Sérgio Ramos anotou o gol de empate no minuto final do tempo regulamentar. Na prorrogação, com os adversários já cansados, Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo fecharam o confronto com goleada por 4 a 1.

Após vencer a Liga dos Campeões, o Real Madrid se classificou para o mundial de clubes no Marrocos. Na semifinal, o clube eliminou o Cruz Azul do México sem muitos problemas, em goleada por 4 a 0. Na decisão, mais uma vitória, dessa vez contra o San Lorenzo da Argentina por 2 a 0.

2014 a 2017: Era Zidane traz o tri-campeonato do Real Madrid na Liga dos Campeões

Real Madrid fechando o tricampeonato da Liga dos Campeões em 2017-18

Após conquistar a Liga dos Campeões em 2014, Carlo Ancelotti deixou o clube uma temporada depois, por não repetir o mesmo bom trabalho da conquista da La Décima. Para o seu lugar, um velho conhecido assumiu o clube, Zinedine Zidane, que voltava ao clube dessa vez em uma função diferente. Sob o seu comando, o Real Madrid conquistou o tricampeonato da Liga dos Campeões, apresentando um futebol consistente, quase que imbatível.

Em ambas as conquistas, o Real Madrid manteve praticamente o mesmo grupo de jogadores, selando uma das gerações mais marcantes de sua história. As novidades em relação à conquista da Lá Décima foram Kaylor Navas, Casemiro e Toni Kroos. Assim, o Real Madrid base do tricampeonato europeu foi o seguinte: Navas; Carvajal, Sérgio Ramos, Pepe (Varane), Marcelo; Casemiro, Modric, Kroos; Bale (Isco), Benzema e Cristiano Ronaldo.

O primeiro título desse tricampeonato aconteceu na temporada 2015-16, em mais uma final contra o Atlético de Madrid. Mas, diferente da última decisão, o duelo só foi resolvido nas penalidades, após empate em 1 a 1.

Na segunda conquista, em 2016-17, os merengues tiveram um pouco de dificuldade para se classificar para o mata-mata, ficando atrás do Borussia Dortmund.  Mas, após classificação na primeira fase, os merengues não tiveram problemas para chegar à final contra a Juventus. Na decisão, goleada por 4 a 1, com dois gols de Cristiano Ronaldo.

Já na terceira e última conquista, o jogo de destaque daquela campanha foi contra a Juventus nas quartas de finais, em que o Real Madrid reverteu um placar de 3 a 0. Na decisão do torneio, o jogo foi contra o Liverpool, com vitória merengue pelo placar de 3 a 1.

Time B: Real Madrid Castilla

Nos últimos anos de sua história, o Real Madrid se socorreu de sua categoria de base em determinados momentos. Dessa forma, o clube buscou importantes jogadores em sua equipe B, o Real Madrid de Castilla.

Essa equipe foi criada em 1996 e desde então vem sendo utilizada pelo Real Madrid para revelar jovens jogadores e dar mais rodagem a jovens promessas contratadas. Por lá passaram jogadores importantes da história do clube, como Iker Casillas, Rául Gonzalez , Guti, Casemiro e Estebán Cambiasso.

Por pertencer ao Real Madrid, o time de Castilla não pode ser promovido à primeira divisão da Espanha. Assim, a sua única função é realmente preparar os jogadores para o elenco principal dos merengues. Nem mesmo o estádio principal, Santiago Bernabéu, é utilizado pela equipe, que tem como sua casa o estádio Alfredo Di Stéfano.

Maiores ídolos do Real Madrid: quem são?

Para a grande maioria, Alfredo Di Stéfano é o maior ídolo do Real Madrid.

Ao longo de sua rica história, o Real Madrid conquistou os mais diversos títulos, sendo que em cada um deles, contou com o protagonismo de grandes jogadores. Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskas, Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane são os nomes mais citados quando se trata de protagonismo e como consequência idolatria da equipe.

Segundo o jornal “As”, o argentino Di Stéfano é considerado o maior ídolo da história do clube. Até porque, após sua chegada, o Real Madrid deixou de ser um time médio da Espanha e se tornou uma potência mundial. Tanto que com o jogador, o time merengue faturou logo de cara, 5 títulos da Liga dos Campeões.

Ainda de acordo com o jornal, Cristiano Ronaldo é o segundo maior ídolo do clube, seguido por Francisco Gento, Puskas, Zidane e Raúl.  Assim, como Dí Stéfano, cada um desses jogadores são os maiores vencedores da Liga dos Campeões com a camisa merengue.

 

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