Alfredo Di Stéfano

Atacante, Meio campista
681 Jogos Oficiais
25 Títulos Oficiais
498 Gols Marcados
Di Stéfano - Capa
Alfredo Di Stéfano Argentina - Buenos Aires
Nascimento 03 de julho de 1926
Falecimento 2014
Apelidos Flecha Loira / Don Alfredo
Carreira Início: (1945) River Plate
Término: (1966) Espanyol
Características Altura: 1,78 m
Destro
Posição / Outras posições Atacante / Centroavante
UEFA Champions League

1953-54
1954-55
1956-57
1957-58
1958-59
1959-60

Mundial de Clubes

1960

Melhor do Mundo/Bola de ouro

1957
1959

Perfil / Estilo do jogador

A carreira de Di Stéfano foi marcada pela facilidade de marcar gols e por suas qualidades físicas que tornavam fácil se sobressair sobre seus adversários. Era destro, tinha 1,78 de altura e era um dos atacantes mais rápidos de sua época. Sua agilidade com a bola nos pés e ao se posicionar facilitavam na hora de arrematar em gol, e por isso o craque era um goleador nato.

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1945-1949 River Plate 71 53
1946 Huracán (Empréstimo) 25 10
1949-1953 Milionários 102 90
1953-1964 Real Madrid 394 305
1964-1966 Espanyol 53 11

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1947 Argentina 6 6
1949 Colômbia 4 0
1957-1961 Espanha 30 23

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
River Plate Campeonato Argentino 1945, 1947
Milionários Campeonato Colombiano 1949, 1951, 1952
Millonarios Copa Colômbia 1953
Millonarios Pequena Taça do Mundo 1953
Real Madrid Campeonato Espanhol 1953–54, 1954–55, 1956–57, 1957–58, 1960–61, 1961–62, 1962–63, 1963–64
Real Madrid Liga dos Campeões 1955–56, 1956–57, 1957–58, 1958–59, 1959–60
Real Madrid Copa Latina 1955, 1957
Real Madrid Copa Intercontinental 1960
Real Madrid Pequena Taça do Mundo 1956
Copa del Rey Copa do Rey 1962

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa América 1947

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Bola de Ouro 1957, 1959 Real Madrid
Super Ballon d'or 1989 Real Madrid

Desempenho

0,73
Média
Gols por jogo
1,19
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
4
Passe
4
Controle de Bola
4
Drible
4
Velocidade
5
Técnica
5
Finalização
5
Condicionamento Físico
5
Fundamentos Defensivos
1

Biografia

Di Stéfano: ídolo de várias nações

Di Stefano representou grandes clubes em três nações diferente. Atuou nas seleções da Colômbia, Argentina e Espanha.

Para muitos, um dos maiores jogadores de todos os tempos, para o Real Madrid, o maior de toda história, assim ficou conhecido  Alfredo Di Stéfano no meio do futebol. La Saeta Rubia, ou a Flecha Loira como foi apelidado, foi o principal nome dos clubes por onde passou nas décadas de 1950 e 1960.

O craque conquistou diversos títulos em sua carreira, a maioria pelos merengues, onde fez mais sucesso. Pelo Real Madrid venceu 8 Campeonatos Espanhóis, 1 Copa do Rey, 5 Copa dos Campeões (conhecida hoje como Champions League) e 1 Copa Intercontinental. 

Pelo River Plate foram dois campeonatos Argentinos e pelo Milionários da Colômbia foram 3 Campeonatos Colombianos e 1 Copa da Colômbia. Ainda pelos colombianos, venceu a Pequena Taça do Mundo, feito repetido pelos merengues anos depois com Di Stéfano no elenco.

Ao todo em sua carreira atuou por cinco clubes diferentes, onde realizou 669 jogos marcando 483 gols. Tais números demonstram o sucesso que foi sua carreira, e seu período de maior destaque foi pelo Real Madrid, onde ajudou o clube a alcançar o maior patamar em seu país e na Europa.

Um fato curioso de sua carreira foi ter atuado por 3 seleções diferentes, o que na época era mais fácil de acontecer do que atualmente. Tanto por Argentina, Colômbia e Espanha não repetiu o mesmo sucesso que teve em seus clubes, e nunca disputou uma Copa do Mundo, talvez a única grande frustração de sua carreira.

Desde pequeno, Di Stéfano sonhava em ser aviador, mas por insistência de seu pai, que atuou pelo River Plate anos antes, mudou de ideia e foi para o futebol. Desde cedo marcou muitos gols em clubes menores, que o levaram ao River, onde foi aprovado nos testes e começou a construir sua brilhante carreira.

Um dos maiores da história, para muitos o número 1

Alfredo Di Stéfano é considerado por diversos meios de comunicação como um dos maiores jogadores da história do futebol. Constantemente o encontramos em rankings ou enquetes sobre os melhores jogadores em veículos de imprensa especializados, que colocam a Flecha Loira entre os três melhores de todos os tempos.

Não é por acaso que ele figura entre esse seleto grupo, pois foi um jogador que se destacou muito por onde passou. Elevou o patamar do Real Madrid no cenário mundial, onde o clube era apenas um coadjuvante na Espanha. Ajudou os merengues a conquistarem novamente o Campeonato Espanhol depois de anos de jejum e a partir daí só subiu o nível.

O craque não teve vida fácil quando atuava e a concorrência era das mais pesadas. Foi contemporâneo de jogadores que possuem um enorme peso na história do futebol, como Ferenc Puskas, Pelé, Eusébio, Gianni Rivera, Bobby Charlton, Francisco Gento, Just Fontaine e muitos outros craques da época.

Um grande craque colecionador de taças e prêmios

Di Stefano conquistou 5 Champions League com o Real.

Sua brilhante carreira nunca deixou de ser reconhecida e Alfredo Di Stéfano recebeu prêmios após se aposentar dos gramados. No ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) de maiores jogadores do século XX, a Flecha Loira ficou em quarto lugar atrás de Pelé, Cruijff e Beckenbauer respectivamente. É o único no mundo a ter recebido um prêmio especial da France Football, quando em 1989 ganhou o Super Ballon d’or, troféu que estampa as prateleiras do museu do Real Madrid.

O craque também faz parte de uma lista polêmica divulgada no centenário da FIFA. A federação pediu a Pelé que listasse 100 dos maiores atletas do futebol, metade na ativa e metade aposentados. Mas a lista recebeu muitas críticas de ex-jogadores que se recusaram a apoiar o projeto em virtude de ser uma ação política do então presidente da instituição Joseph Blatter. No entanto, Di Stéfano esteve presente na lista conhecida como FIFA 100.

Ao longo de sua carreira ganhou prêmios individuais de grande importância. As principais conquistas foram nos anos de 1957 e 1959 com a Bola de Ouro da France Football. Esteve na terceira colocação de melhor jogador sul-americano e em terceiro de melhor jogador europeu também do instituto, graças a sua dupla nacionalidade.

Foi eleito o Jogador do Ano na Espanha por se destacar em La Liga em quatro oportunidades, 1957, 1959, 1960 e 1964. Além disso foi 5 vezes artilheiro da competição que lhe renderam o troféu Pichichi. Foi artilheiro do Campeonato Colombiano 2 vezes e do Argentino uma vez.

 

Primeiros anos de Di Stéfano


Alfredo Di Stéfano Laulhé ,nasceu em Buenos Aires, no dia 4 de julho de 1925, viveu em bairros humildes na capital da Argentina. Sua família, de origem italiana, vivia da produção agrícola, então o jovem ajudava no duro trabalho, cuidando dos gados.

Seu pai já havia atuado como jogador de futebol no River Plate, nas décadas de 20 e 30, passando a influenciar o garoto a entrar no futebol. Com apenas 16 anos, o jovem Di Stéfano fez testes na mesma equipe e passou a jogar nas categorias de base do clube argentino.

 

Carreira em clubes começa na América do Sul


A Flecha Loira teve grande destaque nos clubes por onde passou, que o colocaram como um dos maiores jogadores da história. Atuou em 3 países diferentes, algo raro para a época e foi disputado por grandes clubes que almejavam contar com seu futebol.

Ao longo de sua carreira colecionou gol e grandes conquistas por onde passou, mas foi no Real Madrid em que alcançou a glória e a melhor fase de sua vida nos campos. Constantemente, é lembrado e homenageado por onde passou devido a suas atuações marcantes.

1945-1948: carreira na argentina inicío no River Plate e Huracán

Di Stefano começou a carreira no River Plate.

Após passar pelas categorias de base, o jogo Di Stéfano recebeu a oportunidade integrar o elenco principal do River Plate.

No entanto, fez apenas uma partida na equipe que conquistou o campeonato Argentino de 1945 e foi cedido por empréstimo para o Huracán na temporada seguinte devido à falta de espaço no poderoso elenco do River naquela época. No clube do Parque Patrícios marcou seus primeiros gols como profissional e ajudou ao clube a conquistar a nona posição no Campeonato de 1946, um ótimo feito para um clube mediano.

De volta a Nuñez, na temporada seguinte, surgiram oportunidades no elenco da equipe após a saída de jogadores importantes. Foi o grande destaque de nova campanha que terminou com o título dos Millonarios de Buenos Aires. Fez 27 gols, mesmo se revezando entre o serviço militar no qual prestava e partidas do clube.

Deixou o clube rumo à Colômbia para jogar no Millonarios, clube homônimo do apelido do River Plate, após recebe uma proposta tentadora em uma liga promissora e com grandes craques que haviam se mudado ao país.

1949-1953 – Milionários: com Di Stéfano, time colombiano encanta o mundo

Di Stefano conseguiu cinco titulos com o Milionários.

Uma briga política entre os atletas da Liga Argentina com a federação do país por conta de benefícios para os jogadores e seus familiares, terminou em greve que ocasionou na não disputa do campeonato em 1949.

Com isso Alfredo Di Stéfano foi à Colômbia atuar no Millonarios, ao lado de seu grande ídolo Perdenera, no qual disse que foi o maior de todos os tempos, e outros grandes jogadores do período. A liga do país atraiu outros grandes jogadores para outros times, e se tornou o principal campeonato do mundo.

Logo conquistou o destaque dos tempos de River, e conquistou 3 Campeonatos da Colombianos e foi artilheiro em duas temporadas. Se tornou o maior goleador do clube colombiano com 267 em 292 partidas e levou o clube para o título da Pequena Taça do Mundo de 1953 em um dos períodos mais vitoriosos da história do clube.

Na comemoração do cinquentenário do Real Madrid, o Millonarios foi convidado para a disputa de um amistoso contra os merengues. Foi o grande destaque com dois gols marcados que chamaram a atenção do Madrid e do Barcelona que travaram uma disputa para contar com o futebol do Saeta Rubia.

 

1953-1964 – Real Madrid: ajuda a botar o clube no topo do mundo


Di Stefano chegou ao Real Madrid em 1953

A chegada de Alfredo Di Stéfano a Espanha foi um pouco conturbada. O jogador se viu em meio a uma disputa entre Barcelona e Real Madrid, que desencadeou uma grande rivalidade entre os clubes. A história do jogador em Madrid se confunde com a do clube da capital espanhola, até então os merengues vinham de um jejum de títulos nacionais e eram considerados medianos.

O Barcelona e o Athletic Bilbao dominavam o cenário espanhol naquele período e o Real Madrid, por conta de uma expansão nacionalista começou a receber mais atenção por parte do público espanhol e do governo. Assim, o clube começou a investir pesado em seu elenco e conseguiu atrair grandes estrelas da época.

Di Stéfano foi o primeiro grande astro, e provavelmente, o maior jogador da história do clube. Logo em sua primeira temporada, anotou 29 gols e ajudou o clube a conquistar seu terceiro título espanhol, e no ano seguinte repetiria a dose com o bicampeonato nacional.

Di Stéfano conquista a Europa

Di Stefano conquistando mais um titulo da Champions.

O segundo título deu direito ao clube disputar a primeira Copa dos Campeões da Europa, atual Champions League, na qual o Real Madrid saiu vencedor do torneio que se tornaria o mais importante campeonato de clubes do continente.

O título na primeira edição abriu a porteira para uma série de conquistas da Europa. Ao todo, foram cinco títulos da competição, de maneira consecutiva que colocaram o Real Madrid no mais alto patamar dos clubes no mundo, e com a Flecha Loira como grande protagonista.

A idolatria em Madrid se estendeu pela Espanha, que reconheceu seu potencial e deu muita projeção para o clube. Di Stéfano teve seu talento e serviços prestados pelo clube reconhecidos ao longo dos anos. Uma das formas, foi nomear o segundo estádio do clube, onde a primeira equipe de base do clube manda suas partidas, o Real Madrid Castilla.

O estádio Alfredo Di Stéfano foi inaugurado em 2006, e possui capacidade para 6.000 pessoas. É um campo moderno que está dentro da estrutura da Cidade Desportiva do Real, complexo que abriga instalações do clube merengue.

 

O craque quase foi parar no Barcelona


De sonho, Di Stefano passou a ser rival do Barcelona.

A história de Di Stéfano na Espanha gerou a primeira grande turbulência e desencadeou uma das maiores rivalidades do futebol mundial, entre Real Madrid e Barcelona. Enquanto esteve na Colômbia, chamou a atenção dos dois clubes, mas por conta de questões políticas com a FIFA, os jogadores da Liga Pirata da Colômbia deveriam deixar o país e retornar aos seus clubes anteriores.

Di Stéfano retornaria ao River, mas apenas para ser vendido. O Barcelona negociou metade do passe do jogador diretamente com o clube argentino, faltando a parte que pertencia ao Millonarios, mas para não pagar o que os colombianos exigiam, decidiram esperar o contrato expirar. Foi aí que o Real Madrid entrou em cena e pagou pela outra metade do passe do argentino.

A Flecha Loira chegou a treinar e disputou amistosos com a camisa dos culés na pré-temporada, mas o impasse estava criado e um representante da Real Federação de Futebol da Espanha impôs como solução que o jogador atuasse por ambas as equipes em anos alternados. 

O Barcelona foi contra esse acordo e desistiu de tentar contar com o craque, que definiu o rival como o maior inimigo de Madrid. Os culés acusam até hoje seus maiores rivais de terem roubado a Flecha Loira do Camp Nou, inclusive acusando o governo do ditador Francisco Franco de intervir no imbróglio.

 

1957 e 1959 – Di Stéfano conquista o prêmio Bola de Ouro


Di Stefano conquistou duas Bolas de Ouro.

Não foi só depois de encerrar a carreira que DI Stéfano foi reconhecido por conta de seu futebol. Venceu duas vezes a Bola de Ouro concedida pela prestigiada revista francesa France Football. Em 1957 veio a primeira delas, em uma temporada irretocável pelos blancos, conquistou o título do Campeonato Espanhol e a Copa dos Campeões da Europa, sendo o artilheiro máximo do campeonato nacional e marcando um gol na final continental contra a Fiorentina.

No ano de 1959 repetiu a dose com nova Bola de Ouro. Novamente conquistou a Copa dos Campões, onde inclusive marcou um gol na final contra o Reims da França. Foi artilheiro do Campeonato Espanhol de novo, mas dessa vez o título ficou com o grande rival Barcelona. Como dois anos antes, a votação para a Bola de Ouro teve números massivos que deram o prêmio ao Flecha Loira.

 

1964-1966 – Espanyol: Di Stéfano muda de time, mas continua arquirival do Barcelona


Depois de conquistar suas maiores glórias de sua carreira, Di Stéfano finalmente se mudou para Barcelona, mas para defender outro grande rival , o Espanyol. O craque já não tinha mais a mesma forma física dos anos que o consagraram, mesmo assim queria provar que ainda poderia contribuir para onde jogasse.

Saiu de Madrid porque tinha sede de jogar, mas com 38 anos a comissão técnica que limitar suas ações em campo, que o deixaram descontente e o levaram para o Espanyol. Sua passagem no rival local do Barcelona exacerbou sua rivalidade com os blaugrana dos tempos da capital espanhola.

Com a idade avançada e declínio físico, suas atuações não foram as mesmas dos anos dourados, mas o craque não deixou de marcar seus costumeiros gols. Foram 14 tentos nos dois anos com a camisa blanquiazul, até encerrar sua brilhante carreira aos 40 anos, voltando a Madrid apenas para realizar um amistoso de despedida, contra o Celtic da Escócia.

 

Argentino ou Espanhol? A estrela que atuou por três seleções diferentes


Um detalhe curioso da carreira de Di Stéfano, é o fato dele ter defendido a camisa de três seleções diferentes. Na época a FIFA não tinha muitas restrições para atletas atuarem por mais de uma seleção como funciona hoje em dia.

Atuou por Argentina, Colômbia e Espanha, na primeira por ser seu país de origem. Na segunda, por estar instalado no país e por conta de conflitos políticos que existiam na Associação de Futebol Argentina. E pela Espanha por conta da identificação que criou no país ao defender o Real Madrid. Apesar de defender 3 países, nunca disputou uma fase final de competição importante, principalmente uma Copa do Mundo, mas isso não diminuí o brilho de sua carreira.

Seleção argentina e Seleção Colombiana em poucas partidas

Di Stefano nasceu na Argentina e por lá não jogou tanto.

A trajetória de Di Stéfano em seleções começou quando ele desponta pelo River Plate. Isso chamou a atenção do treinador e ex-jogador Guillermo Stábile que o treinou durante o período em que craque esteve no Huracán.

Não teve muito brilho com a camisa albiceleste, mesmo assim esteve no elenco campeão do Campeonato Sul-Americano de 1947. Não foi titular na campanha, mas marcou 6 gols em 6 jogos pelo escrete argentino.

Em 1949, estreou pela Colômbia onde atuava pelo Millonarios. No entanto, a Colômbia não podia realizar partidas oficiais por conta das contratações ilícitas de clubes do país que levaram diversas estrelas para atuarem na Liga Pirata. Foram apenas 4 partidas e nenhum gol marcado.

Na Seleção espanhola, pouco brilho

Consolidado em Madrid, foi convocado para fazer parte da Seleção Espanhola no ano de 1957 pela primeira vez. Defendendo as cores vermelhas da Fúria, não conquistou resultados expressivos com a equipe até o ano de 1961, quando realizou sua última partida pelo escrete.

Embora tivesse companheiros de Madrid, junto a craques do Barcelona ao seu lado na seleção, como Francisco Gento, Luís Suárez e Lazlo Kubala, este último naturalizado assim como Di Stéfano, não conseguiram ir longe nas qualificatórias para o Mundial de 1958, e para a Eurocopa de 1960.

Anos depois, o craque teve a chance de atuar em uma Copa do Mundo, no Chile em 1962. La Saeta Rubia foi fundamental na campanha das eliminatórias que levaram a Espanha à Copa, e teria a oportunidade de fazer dupla com seu companheiro Ferenc Puskas pela Fúria. Mas, por conta de uma lesão que o tirou da primeira fase da competição, e pelo fato da Espanha não se classificar à fase decisiva, nunca disputou uma partida de Copa do Mundo.

Depois, não foi mais aproveitado pela comissão técnica, e por conta de uma proibição da FIFA após o mundial, onde estrangeiros não poderiam mais defender outras seleções, nunca mais vestiu a camisa da Espanha ou de outra seleção.

 

Pós aposentadoria: carreira como técnico


Di Stefano treinando o Real Madrid.

Depois de aposentado, Di Stéfano nunca deixou de estar perto do campo, e um ano após parar de jogar começou a carreira como treinador no modesto Elche da Espanha. Foi na Espanha que obteve seus melhores resultados como treinador, em duas passagens pelo Valência, onde conquistou um Campeonato Espanhol em 1971 e a Recopa e a Supercopa Europeia na temporada 1979/80.

Ainda pela Espanha treinou o Real Madrid, onde é o grande ídolo histórico. Mas sua passagem pela comissão técnica dos blancos não foi muito boa. Teve chance de conquistar títulos, mas a equipe fracassou em todas as disputas nas duas temporadas que dirigiu o elenco merengue. Saiu de Madrid e voltou a Valência em 1986, mas foi rebaixado com o clube em um momento difícil do time.  Em seguida, superou as dificuldades e venceu a segunda divisão para levar o clube de volta à Elite.

Voltou a dirigir o Real Madrid, mas de forma interina no ano de 1990, onde conquistou o único título como técnico da equipe, a Supercopa da Espanha em cima do maior rival Barcelona. No meio das duas primeiras passagens pelo Valência teve experiência em Portugal, onde comandou o Sporting Club de Portugal por poucos dias em 1974.

Como treinador em clubes argentinos

Na Argentina conquistou seu primeiro título como treinador em 1969, onde comandou o Boca Juniors, maior rival de seu primeiro clube da carreira, o River Plate. Em 1981, depois de dirigir alguns clubes na Europa, voltou a Argentina para comandar o River, onde também conquistou um campeonato nacional como treinador. 

Di Stéfano sempre foi muito querido por onde passou, tinha facilidade para reformular equipes envelhecidas e impor um estilo de jogo ofensivo. Mas sua carreira como técnico não decolou da mesma forma como quando atuava dentro das 4 linhas, e nunca obteve o mesmo sucesso ou trouxe grandes inovações técnicas.

2000-2014: Di Stéfano como presidente honorário do Real Madrid

O reconhecimento do Real Madrid com Di Stéfano continuou até os momentos finais de sua vida. Em 2000, os merengues o nomearam como Presidente de Honra do clube, função na qual exerceu até o final de sua vida.

Alfredo Di Stéfano esteve sempre presente nos momentos mais importantes do clube no período, participando de festejos e apresentação de jogadores recém contratados. Era figura frequentemente de eventos das grandes estrelas que costumeiramente vestem a camisa branca de Madrid.

 

Pelé vs Di Stefano


Di Stefano em amistoso contra Santos encontra Pelé.

Embora dois dos maiores jogadores de toda história do futebol serem contemporâneos, eles realizaram apenas uma partida frente a frente. Pelé e Di Stéfano se encontraram em campo apenas em uma oportunidade, onde o brasileiro despontava como um grande jogador e o argentino/espanhol com 33 anos consolidado e maior jogador dos anos anteriores.

A partida realizada em Madrid entre os donos da casa , receberam o Santos de Pelé em uma partida amistosa que homenageava Miguel Muñoz que estava se aposentando nos merengues.

O único embate ente eles, teve o Madrid vencedor do jogo por 5 a 3, com Pelé marcando um gol para o Santos. Mas o mais simbólico da partida foi Di Stéfano, o atual rei do futebol passar a coroa para seu sucessor, Pelé. Mais tarde o argentino entrou em declínio e se aposentou ao final da década de 1960, enquanto o brasileiro se consolidou até encerrar a carreira na década de 1970.

 

Zidane: um dos jogadores que mais se parece com o estilo de Di Stefano?


Outro grande craque, que também atuou de forma brilhante pelo Real Madrid, é constantemente comparado com Alfredo Di Stéfano. Zinedine Zidane foi um dos maiores jogadores das décadas de 1990 e 2000, e encontrou o auge de sua carreira atuando pelos merengues, a exemplo do Flecha Loira.

Embora atuassem em posições diferentes, algumas características do futebol de ambos eram parecidas. Zidane era muito ágil com a bola no pé e dava passes de alto grau de dificuldade com tranquilidade. Já Di Stéfano, era considerado um grande jogador coletivo que atuava em prol da equipe. Fazia gols ou deixava seus companheiros em reais condições de marcar, assim como o francês.

Zidane foi um grande jogador do clube e atua como um dos melhores e mais vitoriosos técnicos dos merengues, mas mesmo assim a idolatria por Di Stéfano segue a mesma. O argentino é reconhecido no clube como o maior jogador de todos os tempos, mesmo sem o sucesso como treinador que Zidane possui.

 

O adeus da Flecha Loira: falecimento de Di Stéfano


O adeus de uma lenda: Alfredo Di Stefano.

Em julho de 2014, Alfredo Di Stéfano estava em um restaurante próximo ao Santiago Bernabeu, mas logo ao sair do estabelecimento, sofreu um ataque cardíaco. O socorro chegou o mais rápido possível e o ídolo do Real Madrid foi atendido às pressas.

No dia seguinte, seu quadro era estável, inclusive recebeu a visita do presidente do Real Madrid Florentino Pérez. A expectativa de sua melhora, era muito positiva. Porém no final da tarde daquele triste domingo, Alfredo Di Stéfano deixava os torcedores merengues aos prantos, com seu falecimento.

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