Elias Figueroa

Zagueiro
838 Jogos Oficiais
13 Títulos Oficiais
42 Gols Marcados
Elias Figueroa Chile - Valparaíso
Nascimento 24 de outubro de 1946
Falecimento -
Apelidos Don Elias
Carreira Início: (1964) Union La Calera
Término: (1982) Colo Colo
Características Altura: 1,86 m
Destro
Posição / Outras posições Zagueiro
bola de ouro

1972, 1976

Bola de prata

1972, 1974, 1975, 1976

Perfil / Estilo do jogador

Elias Figueroa, ou apenas Don Elias, como ficou conhecido por conta de sua classe em campo, foi um zagueiro vigoroso e de muita qualidade técnica na hora de desarmar os adversários. Durante a carreira, ele jamais foi expulso, justamente por não precisar fazer faltas duras na hora de roubar a bola. Tanto que o próprio jogador dizia que a área era a casa dele e só entrava quem ele queria. Ao longo da carreira, o chileno também ficou conhecido por ser um líder nato dentro dos gramados, tanto que foi capitão em todas as equipes por onde passou e inclusive, na seleção chilena.

Categoria de base

Data Clube    
1962-1964 Santiago Wanderers    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1964-1965 Union La Calera 30 0
1965-1966 Santiago Wanderers 54 0
1967-1971 Peñarol 214 7
1971-1976 Internacional 336 27
1977-1980 Palestino 118 6
1981 Fort Lauderdale Strikers 22 0
1981-1983 Colo Colo 17 0

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1966-1982 Chile 47 2

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Peñarol Campeonato Uruguaio 1967, 1968
Peñarol Recopa dos Campeões Intercontinentais 1969
Internacional Campeonato Gaúcho: 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976
Internacional Campeonato Brasileiro 1975, 1976
Palestino Copa do Chile 1977
Palestino Campeonato Chileno 1978

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
FIFA World Player 1975, 1976 Internacional
Equipe das estrelas em Copa do Mundo FIFA 1974 Seleção Chilena
Futebolista sul-americano do ano - El Mundo 1974, 1975, 1976 Internacional
Bola de Prata - Revista Placar 1972, 1974, 1975, 1976 Internacional
Bola de Ouro- Revista Placar 1972, 1976 Internacional
Prêmio ao melhor Jogador do Campeonato Uruguaio 1967, 1968 Peñarol
Prêmio ao melhor Jogador do Campeonato Chileno 1981 Colo Colo
FIFA 100 2004

Desempenho

0,501
Média
Gols por jogo
0,72
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
5
Passe
3
Controle de Bola
3
Drible
2
Velocidade
3
Técnica
5
Finalização
2
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
5

Biografia

Don Elias Figueroa: um dos melhores zagueiros da história e ídolo no Peñarol e Internacional

Elias Figueroa: um dos maiores zagueiros de todos os tempos.

Quem acompanhou o futebol nos anos 1970 pode se considerar um verdadeiro sortudo. Até porque, naquele período, era possível acompanhar toda a classe do chileno Elias Figueroa dentro de campo. Don Elias, como ficou popularmente conhecido, era um zagueiro vigoroso e raçudo, mas que também tinha muita qualidade técnica nos desarmes e boa saída de jogo.

Sua carreira começou no Santiago Wanderers do Chile em 1964. Dois anos depois, o jogador se transferiu para o poderoso Peñarol do Uruguai, onde se tornou um dos maiores ídolos da história. Por lá, ele conquistou dois títulos do Campeonato Uruguaio e bateu na trave ao tentar a conquista da Libertadores, ficando com o vice-campeonato em 1970.

No ano seguinte, Figueroa acertou sua ida para o Internacional, mais uma equipe onde se tornaria um dos maiores ídolos da história. No Colorado, o zagueiro foi bicampeão brasileiro e hexacampeão gaúcho. Além de ter sido eleito três vezes o melhor jogador da América, duas vezes Bola de Ouro e quatro vezes Bola de Prata da Revista Placar.

Na seleção chilena, o jogador atuou em 3 Copas do Mundo, nos anos de 1966, 1974 e 1982. Contudo, em nenhuma de suas participações, o chileno sequer conseguiu passar pela fase de grupos junto com o seu escrete.

Conhecido pelo seu perfil de liderança, Figueroa foi capitão em todas as equipes por onde passou, inclusive, na seleção chilena. Além disso, o jogador era conhecido por ser um verdadeiro cavalheiro em campo, jamais sendo expulso durante a carreira. Por conta desse cavalheirismo, ele recebeu o apelido de Don Elias, até mesmo por nem precisar fazer faltas muito duras para roubar a bola dos adversários.

Não à toa, o chileno proferiu a seguinte frase: “A área é minha casa. Só entra nela, quem eu quiser”.

Infância, histórico e inspirações

Elias Ricardo Figueroa Brander nasceu no dia 25 de outubro de 1946, na cidade de Valparaíso no Chile. Na sua infância, entre os dois e sete anos de idade, ele conviveu com diversos problemas do coração e asma, fazendo com que fosse impossível jogar futebol. Pouco depois, aos 11 anos de idade, o jovem garoto teve poliomielite, e passou um período sem andar, tendo que reaprender, até mesmo, a dar pequenos passos no chão.

Contudo, desde cedo Figueroa era persistente e já recuperado, ele começou a fazer o que tanto gostava, treinando futebol na pequena cidade de Quilpé, aos 14 anos. No ano seguinte, como meia-direita, o jovem jogador foi fazer um teste no Santiago Wanderers e logo passou, mas com uma condição, desde que aceitasse atuar como zagueiro.

Figueroa aceitou e não deu outra, em sua nova posição, ele chamou a atenção de todos que estiveram presentes em um amistoso entre Brasil e o time júnior do Santiago Wanderers. Até mesmo jogadores como Pelé, Didi, Garrincha e Nilton Santos ficaram impressionados com o talento do jovem jogador. Esses que inclusive, se sagrariam bicampeões mundiais ainda naquele ano de 1962, em pleno território chileno.

1964-66 – Início no Chile: Unión La Calera e Santiago Wanderers

Mesmo com um início promissor, Elias Figueroa ainda não tinha espaço no time principal do Santiago Wanderers. Na época, a equipe contava com o zagueiro Raúl Sanchez, que era imprescindível na posição.

Dessa forma, Figueroa foi emprestado para o Unión La Calera em 1964, ano em que estreou como jogador profissional. Contudo, não demorou para que se destacasse em meio aos profissionais, sendo chamado até mesmo de Don Elias, com apenas 17 anos, por conta de sua classe e precisão nos desarmes.

Sendo assim, não teve jeito, e o zagueiro foi chamado de volta para vestir as cores do Santiago Wanderers já em 1965. Tal destaque ainda lhe rendeu a sua primeira convocação para a seleção chilena já na temporada seguinte, quando estava prestes a completar 18 anos de idade. Para melhorar, o jogador foi convocado para representar o escrete chileno na Copa do Mundo daquele ano, ainda por cima como titular.

Contudo, sua seleção sequer passou da primeira fase do mundial, mas mesmo assim, a atuação de Figueroa chamou a atenção do mundo, e do poderoso Peñarol, que o contratou no início de 1967. Por conta disso, o zagueiro teve que se despedir do Santiago Wanderers após 54 partidas e nenhum gol anotado.

1967-71 – Peñarol: Elias Figueroa se apresenta ao mundo

Elias Figueroa foi contratado pelo Peñarol no início de 1967, quando tinha apenas 17 anos. O clube uruguaio venceu a concorrência de outras equipes do futebol sul-americano para contar com o jogador que se destacou na última Copa do Mundo. A época ele chegava para atuar na equipe atual campeã da Libertadores da América e que contava com grandes craques como Mazurkiewicz, Alberto Spencer, Néstor Gonçalves e Pedro Rocha.

Logo em seu primeiro ano, Figueroa tomou conta da posição de titular e participou do título do forte Campeonato Uruguaio de 1967, superando equipes como Nacional, Cerro e Racing. Na temporada seguinte, não foi diferente, e o zagueiro faturou mais uma vez o título nacional, sendo eleito também o melhor jogador do futebol uruguaio, feito que repetiria em 1971.

Já no ano de 1969, mais um título, a conquista da Recopa dos Campeões Interncontinentais, superando equipes como Real Madrid, Santos e Milan. Só faltou mesmo ao jogador o título da Libertadores de 1970, que foi perdido para o forte time do Estudiantes da Argentina.

Figueroa permaneceu no Peñarol até 1971, quando foi contratado pelo Internacional, que na época estava começando a montar uma forte equipe. Sendo assim, o jogador deixava o clube uruguaio como ídolo, despertando diversos sentimentos dos torcedores no momento de sua partida. Alguns se revoltaram, enquanto outros choraram em sua despedida no aeroporto.

O chileno atuou com a camisa do Peñarol em 214 partidas com 7 gols anotados.

1971-76 – Internacional: Elias Figueroa conquista o bi-brasileiro e hexa gaúcho

Elias Figueroa é um dos maiores ídolos da história do Internacional.

Após se destacar no vice da Libertadores de 1970, Elias Figueroa despertou a atenção do Real Madrid, equipe que ele já havia enfrentado em 1969, pela Recopa dos Campeões Intercontinentais. Contudo, o zagueiro disse não ao clube espanhol e preferiu acertar sua transferência para o Internacional, justamente por considerar o futebol brasileiro o melhor do mundo na época.

Na ocasião, os colorados fizeram todos os esforços possíveis para trazer o jogador a fim de desbancar o Grêmio que também estava montando um forte elenco. Para se ter uma ideia, os tricolores contrataram o zagueiro Ancheta, que havia sido tricampeão uruguaio com o Nacional.

Não demorou muito para que Figueroa tomasse conta da vaga de titular do Internacional e pouco depois assumisse a condição de capitão. Como se não bastasse, foi ele quem ajudou o Internacional a montar o seu poderoso elenco dos anos 1970. Quando Paulo Roberto Falcão era apenas um garoto franzino, o chileno pediu para que dessem mais oportunidades ao jovem jogador.

O “gol iluminado” na final do Brasileirão de 1975

Além de Falcão, Figueroa atuou ao lado de grandes ídolos do Internacional, como o goleiro Manga, Valdomiro, Dadá Maravilha, Paulo César Carpegiani, Lula, Caçapava, dentre outros. Junto com esses craques, o chileno faturou o Campeonato Brasileiro de 1975, deixando para trás, na semifinal, o forte Fluminense da Máquina Tricolor.

Contudo, foi na grande decisão contra o Cruzeiro que Figueroa brilhou, anotando um dos gols mais importantes da história colorada, se não o mais importante. Na final em jogo único, no estádio Beira-Rio, o jogo estava empatado em 0 a 0 e esse placar teimava em não mudar. Foi então que Valdomiro cobrou falta na área e curiosamente a bola foi parar na cabeça de Figueroa no único facho de luz no estádio em tempo nublado. Não deu outra e o zagueiro mandou a bola na rede, no famoso gol “iluminado”.

No Inter, Figuero empilha títulos e prêmios individuais

Além de conquistar o Campeonato Brasileiro de 1975, Figueroa levantou a taça de campeão brasileiro de 1976. Esse título se uniu aos seus seis títulos gaúchos, conquistados entre os anos de 1971 e 1976.

Essas conquistas mostravam o amplo domínio do Internacional naquela época, principalmente em território gaúcho. O reflexo disso é que enquanto esteve no time colorado, Figueroa atuou em 17 grenais e perdeu apenas um.

Individualmente, o jogador foi eleito Bola de Ouro pela Revista Placar nos anos de 1972 e 1976, além ter ficado com a Bola de Prata nos anos de 1972, 1974, 1975 e 1976. Como se não bastasse, ele ainda foi eleito pelo jornal venezualo El Mundo, o melhor jogador sul-americano nos anos de 1974, 1975 e 1976. Todas essas conquistas individuais e títulos coroaram a sua passagem mais vitoriosa no futebol.

Figueroa se despediu do Internacional no início de 1977, quando acertou sua ida ao Palestino do Chile. Na época, ele estava com saudades de sua família e optou por voltar a sua terra natal justamente por esse motivo. Sendo assim, o jogador se despediu do Internacional após 336 jogos e 27 gols anotados.

1977-1981: Volta ao Chile para jogar no Palestino

De volta para casa, Elias Figueroa acertou sua transferência com o modesto Palestino, time que até então não era muito conhecido no cenário do futebol. Contudo, esse não foi um empecilho para que o jogador continuasse brigando por títulos, tanto que ele faturou o título da Copa do Chile de 1977 logo de cara.

Na temporada seguinte, foi a vez de Figueroa conquistar o seu primeiro título de Campeonato Chileno, algo que ele não havia conseguido em sua primeira passagem no futebol do país. Em meio à campanha do título, o zagueiro ajudou sua equipe a bater o maior recorde da história do campeonato, com 44 jogos de invencibilidade.

Já no ano de 1981, Figueroa acertou sua ida com o Fort Lauderdale Strikers dos Estados Unidos e despediu do Palestino. Sendo assim, ele deixou a equipe chilena após 118 jogos com 6 gols anotados.

1981 – Aventura nos EUA: joga no Fort Laudardale Strikers ao lado de grandes craques

Breve passagem pelo futebol dos Estados Unidos.

Seguindo o exemplo dos craques Carlos Alberto Torres, Pelé e Beckenbauer, Elias Figueroa foi se aventurar no futebol dos Estados Unidos em 1981. Na época, ele acertou sua ida para o Fort Laudardale Strikers, para atuar ao lado dos craques Teófilo Cubillas e Gerd Muller.

Contudo, mesmo sob muita expectativa, a passagem de Figueroa pela equipe dos Estados Unidos não teve muito brilho. O máximo que ele conseguiu em solo estadunidense foi chegar à semifinal da North American Soccer League (NASL). Mas, seu time foi eliminado para o forte New York Cosmos, que na época contava com o carques Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Johan Neeskens.

Após uma temporada apenas na terra do Tio Sam, o zagueiro retornou ao Chile e dessa forma, se despediu do Fort Laudardale Strikers após 22 partidas sem balançar as redes.

1982 – Retorno ao Chile para atuar no Colo-Colo visando boa preparação para Copa de 1982

Após sua passagem pelo futebol dos Estados Unidos, Elias Figueroa foi repatriado pelo futebol chileno para atuar em um dos maiores times do país, o Colo Colo, ainda em 1981. Na época, o gigante clube fez um apelo na televisão para trazer o jogador, o que causou uma certa comoção nacional.

Além disso, uma ida ao Colo Colo era vista com bons olhos por Figueroa, já que ele estava se preparando para aquela que seria a sua última Copa do Mundo, em 1982.  Sem contar que muito provavelmente, a sua preparação no futebol dos Estados Unidos não seria interessante para o jogador, pois o futebol chileno era mais competitivo.

A passagem de Figueroa no Colo Colo durou apenas uma temporada, com apenas 17 partidas realizadas, nenhum gol anotado e sem conquistas de títulos. Mas, mesmo em pouco tempo, o jogador foi eleito o melhor do Campeonato Chileno, por tamanha importância no futebol do país e desempenho nas partidas. Pouco depois, o zagueiro se despediria dos gramados, sendo que o Colo Colo serua a sua última equipe como profissional.

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

Don Elias nos dias de hoje.

Elias Figueroa se despediu oficialmente do futebol com a camisa do Colo Colo, em janeiro de 1983, aos 35 anos de idade, por achar que já não possuía as mesmas condições de jogo de antigamente. Na ocasião, sua última partida foi em um clássico contra a Universidad Chile, válido pelo Campeonato Chileno, que mais tarde viria a ser conquistado pelo próprio Colo Colo, mas já sem a presença de Don Elias.

Em Março de 1984, um ano depois de anunciar sua aposentadoria oficialmente, Figueroa foi homenageado pela seleção chilena em uma partida de despedida. Mais de 70 mil espectadores abarrotaram o estádio Nacional para assistir o escrete chileno contra a seleção do Resto do Mundo.

Após se aposentar, o zagueiro recebeu diversas homenagens, sendo considerado pela FIFA o oitavo maior jogador sul-americano de todos os tempos. No maior templo do futebol, o Maracanã, o jogador também tem as suas pegadas marcadas, honra que é cedida apenas para os mais históricos jogadores. Já no Internacional, clube onde mais foi vitorioso, o zagueiro é homenageado constantemente em eventos organizados pelo time colorado.

Aproveitando-se de sua experiência enquanto jogador, Figueroa também arriscou carreira como técnico. Em 1994, ele retornou ao Palestino para assumir sua nova função e por lá permaneceu até 1996, sem conquistar nenhum título. No mesmo ano, o chileno assumiu o Internacional, mas não obteve o mesmo brilho que um dia tivera como jogador e permaneceu por apenas alguns meses no Colorado.

Hoje, Figueroa é famoso por sua vinícola, projeto que começou em 1975, quando ainda era jogador do Internacional. Atualmente, ele comanda todos os seus negócios em Viña Del Mar, província onde reside no momento.

Elias Figueroa na seleção chilena

Figueroa na seleção chilena.

Elias Figueroa estreou com a camisa da seleção chilena em 1966, com apenas 17 anos de idade. Na ocasião, ele enfrentou a União Soviética, em amistoso que o escrete chileno foi derrotado por 2 a 0.

Já em seus primeiros amistosos, o jogador agradou o seu então treinador Luís Álamos e garantiu vaga como titular na Copa do Mundo de 1966. Contudo, na competição, Figueroa sequer passou da fase de grupos com sua seleção, mesmo sendo considerado o maior destaque de seu escrete.

Don Elias só voltou a atuar em uma Copa do Mundo com a camisa do Chile oito anos depois, em 1974, já que sua seleção ficou de fora da Copa de 1970. Na competição, mais uma decepção e eliminação ainda na primeira fase de grupos. Contudo, Figueroa se destacou e foi eleito para a seleção de melhores jogadores da Copa, ao lado de Franz Beckenbauer, que o considerava como um dos melhores do mundo tamanho talento demonstrado.

Já no ano de 1979, o jogador nunca esteve tão perto de conquistar um título sob as cores de sua seleção. No Torneio Sul-americano daquele ano, o escrete chileno chegou até a grande final da competição, mas parou diante da seleção paraguaia.

A despedida oficial de Figueroa na seleção chilena ocorreu após a Copa do Mundo de 1982, a sua última com o escrete, aos 35 anos de idade. Naquela edição da competição, o zagueiro atuou como capitão e mais uma vez não passou da primeira fase de grupos com o selecionado chileno. Porém, ele entrou para história ao ser o primeiro jogador chileno a jogar três Copas do Mundo.

Figueroa atuou na seleção chilena por 16 anos e em 47 partidas oficiais, com dois gols anotados.

Figueroa: maior zagueiro da história?

Nos anos de 1975 e 1976, Don Elias Figueroa recebeu o prêmio FIFA World Player, que na época era dado ao futebolista que mais se destacava no futebol mundial. Esse prêmio só não tinha o mesmo peso da Bola de Ouro da Revista France Football, mas tinha a sua relevância no meio do futebol.

Por conta disso, e também por suas brilhantes atuações e títulos, Figueroa é considerado o maior zagueiro de todos os tempos por muitos que acompanharam sua carreira. Contudo, ao longo da história, outros zagueiros também podem receber essa alcunha, como Franz Beckenbauer, Franco Baresi, Daniel Passarella, Paolo Maldini, dentre outros. Todos esses se destacaram por sua técnica aprimorada dentro de campo e foram muito vitoriosos por onde passaram.

2 Comments

  1. Arbi Fischborn disse:

    Tenho em meus acervos toda a vida futebolística deste extraordinário Elias Figueroa, El Gran Capitàn. Assim, acrescento a esta matéria, uma síntese, em 20 tópicos, desta lenda do futebol mundial:
    20 anos de carreira; 865 jogos, 40 gols (no Inter 336 j e 26 g); jogou em quatro países; campeão chileno e melhor jogador; campeão brasileiro e melhor jogador; campeão uruguaio e melhor jogador; multi-campeão pelo Inter; três bolas de prata e uma de ouro; três vezes o melhor jogador da América do Sul; participante de três copas do mundo; melhor zagueiro central da Copa/74; melhor jogador do Chile de todos os tempos; integrante da melhor seleção chilena de todos os tempos; integrante da Seleção da América do Sul do século XX; integrante da Seleção Gaúcha; integrante do melhor time do Inter de todos os tempos; distinguido com a Ordem de Cavaleiro do Rio Branco,BR; Embaixador de Porto Alegre na Copa/2014; membro da Calçada da Fama do Maracanã; um estádio chileno (padrão Fifa) leva o seu nome. Grande liderança, capacidade orgânica, defendia, apoiava e finalizava (com grande impulsão para cabecear). (Arbi Fischborn, em 27.04.22)

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