Adriano Imperador

Atacante, Centroavante
428 Jogos Oficiais
15 Títulos Oficiais
201 Gols Marcados
Adriano Brasil - Rio de Janeiro
Nascimento 16 de fevereiro de 1982
Falecimento -
Apelidos Didico, Imperador
Carreira Início: (2000) Flamengo
Término: (2016) Miami United
Características Altura: 1,89
Canhoto
Posição / Outras posições Centroavante
bola de ouro

2009

Perfil / Estilo do jogador

De muita imposição física, com 1,89 m, Adriano Imperador era um atacante completo, com muito faro de gol e presença de área, além de muita impulsão e qualidade técnica. Dono de uma canhota potente, o jogador também conseguia fazer gols de diversas faixas do campo utilizand sua potente perna esquerda. Seu cabeceio também era algo a se destacar, pois o craque brasileiro era capaz de levar vantagem sobre diversos zagueiros do futebol mundial. Já na reta final de carreira, com problemas físicos e relacionados ao alcoolismo, Didico, como ficou carinhosamente conhecido na infância, começou a ganhar peso e conviver com lesões que atrapalharam seu reinado.

Categoria de base

Data Clube    
1991 Flamengo    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
2000-2001/ 2009-2010 Flamengo 92 45
2001-2009 Internazionale 177 74
2002 Fiorentina 15 6
2002-2004 Parma 45 26
2008 São Paulo 28 17
2010-2011 Roma 8 0
2014 Atlhético Paranaense 4 1
2016 Miami United 1 1

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
2000-2010 Brasil 50 29

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Flamengo Campeonato Carioca 2000, 2001
Flamengo Copa dos Campeões 2001
Flamengo Campeonato Brasileiro 2009
Internazionale Copa da Itália 2004-05, 2005-06
Internazionale Supercopa da Itália 2005, 2006
Internazionale Campeonato Italiano 2005–06, 2006–07, 2007–08, 2008–09
Corinthians Campeonato Brasileiro 2011
Miami United Sunshine Conference 2016

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa América 2004
Copa das Confederações 2005

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Melhor jogador da Copa América 2004 Seleção Brasileira
Melhor jogador da Copa das Confederações FIFA 2005 Seleção Brasileira
Artilheiro do ano (IFFHS) 2005 Internazionale
Bola de Prata da Revista Placar 2009 Flamengo
Bola de Ouro da Revista Placar 2009 Flamengo
Artilheiro Copa América 2004 Seleção Brasileira
Artilheiro Copa das Confederações FIFA 2005 Seleção Brasileira
Artilheiro do Campeonato Brasileiro 2009 Flamengo

Desempenho

0,46
Média
Gols por jogo
0,93
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
5
Passe
3
Controle de Bola
4
Drible
3
Velocidade
4
Técnica
4
Finalização
5
Condicionamento Físico
3
Fundamentos Defensivos
1

Biografia

Adriano Imperador: talento bruto, curto império

Adriano Imperador: um dos maiores atacante do futebol brasileiro que teve curto império.

Ao longo de sua carreira, Adriano “o Imperador”, como ficou conhecido, se destacou por ter sido um jogador de muita imposição física, com seu 1,89 m, além de contar com apurado faro de gol. Mas, se engana quem pensa que o atacante contava apenas com a força. Muito pelo contrário, pois ele também contava com qualidade técnica impressionante e uma explosão capaz de deixar qualquer zagueiro para trás. Sem contar que sua canhota era extremamente afiada, capaz de executar chutes indefensáveis de qualquer distância. 

Adriano começou sua trajetória como jogador profissional no início do ano 2000 com a camisa do Flamengo, equipe para a qual ele retornaria em 2009 para ser campeão brasileiro e um dos maiores ídolos da história. Nesse meio tempo, o atacante também escreveu uma bela história com a camisa da Internazionale de Milão, onde conquistou um tetracampeonato italiano e obteve o auge de sua carreira, ficando entre os 10 melhores jogadores do mundo. 

Foi também nesse período de Inter de Milão, que Adriano mais destacou com a camisa da seleção brasileira, principalmente entre os anos de 2004 e 2006. Nesse meio tempo, o atacante conquistou a Copa América de 2004 – quando fez gol histórico contra a Argentina – e a Copa das Confederações de 2005. Porém, só não conquistou a Copa do Mundo de 2006, decepcionando no famoso “Quadrado Mágico” ao lado de Ronaldo, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. 

Depois do mundial de 2006, Adriano viu seu império ruir, mesmo colecionando alguns bons momentos com as camisas de São Paulo e Flamengo. Problemas de alcoolismo e depressão atrapalharam o jogador, que teve que encerrar sua carreira precocemente, aos 34 anos de idade. 

Infância, histórico e inspirações 

Adriano Leite Ribeiro nasceu no dia 17 de fevereiro de 1989, na cidade do Rio de Janeiro. Já na infância, antes de conquistar o seu o império em Milão, Adriano recebeu o seu próprio título de nobreza em seu lugar favorito no mundo, a Vila Cruzeiro, comunidade conhecida por ser uma das mais violentas da Cidade Maravilhosa. O pequeno garoto era chamado carinhosamente de Didico, apelido criado pela variação de seu nome, no qual ele é chamado até hoje e que o torna um rei na Vila Cruzeiro. 

Foi justamente em seu bairro de infância que Adriano começou a bater bola junto com a molecada da rua. Até que em 1991, com apenas nove anos, sua família conseguiu juntar dinheiro para que ele pudesse atuar na escolinha de futebol do Flamengo, primeiramente no futsal. Contudo, por pouco, o jovem jogador não foi dispensado pelo clube, ficando apenas, porque um dos avaliadores mudou de ideia e pediu que ele ficasse. Decisão mais do que acertada, pois Didico deu um verdadeiro show com a pelota nos pés. 

Com tamanho destaque nas quadras, não demorou muito para que fosse deslocado para o campo, começando como lateral-esquerdo. Foi nessa posição que o Imperador Adriano jogou até o último ano de sua categoria de base, onde conquistou o vice-campeonato da Copa BH em 1999. 

Surge o jovem Adriano no Flamengo

Durante o seu período de categorias de base, Adriano foi um exímio lateral-esquerdo, de muita velocidade e qualidade técnica. Por conta disso, o jogador chamou a atenção de Carlos Alberto Torres(o “Capita”), capitão do tri-mundial do Brasil e treinador da base rubro-negra na época, que o colocou para atuar como atacante. 

Sendo assim, Adriano foi promovido para o time principal do Flamengo como atacante, estreando no Torneio Rio-São Paulo em fevereiro de 2000, em partida contra o Botafogo, com apenas 18 anos. Já naquele ano, o jogador começou a se destacar, mostrando muita habilidade, e acima de tudo, faro de gol, que os levaram à seleção brasileira pela primeira vez. 

Por tamanho destaque, não demorou para o atacante chamar a atenção de equipes estrangeiras. Foi então, que em 2001, a Inter de Milão acertou a sua contratação junto ao Flamengo. 

Destaque inicial na Inter de Milão e empréstimo para a Fiorentina

Imperador na Fiorentina.

Adriano foi contratado pela Internazionale por pouco mais de 13 milhões de euros e estreou diante do Real Madrid no torneio amistoso Santiago Bernabéu. Foi logo em sua estreia que o jogador fez questão de deixar seu cartão de visitas, ao marcar um belo gol de perna esquerda da entrada da grande área, em vitória de sua equipe por 2 a 1. 

O atacante ainda balançou as redes em mais três oportunidades em sua primeira passagem pela Inter, sendo duas delas em amistosos, e a outra contra o Venezia, na série A italiana. Mas, mesmo anotando gols, foi emprestado para a Fiorentina, a fim de adquirir mais experiência, pois na época ainda tinha 19 anos. 

Na Viola, Adriano começou a se transformar em Imperador, até porque, foi lá onde ele passou a se destacar com uma boa sequência de jogos e gols. Para se ter uma ideia, em apenas seis meses de Fiorentina, o jogador anotou 6 gols em apenas 15 partidas, sendo a principal estrela da equipe, mesmo com o rebaixamento para a segunda divisão. 

Venda para o Parma

Passagem bem sucedida de Adriano Imperador no Parma.

Após se destacar na Fiorentina, Adriano chamou a atenção do Parma, que na época dispunha de boa situação financeira por conta da parceria com a Parmalat. E como a Internazionale contava com um ataque recheado de bons jogadores como Ronaldo Fenômeno, Recoba e Vieri, aceitou vender 50% do passe do jovem atacante para a equipe parmesã pela quantia de 19 milhões de reais. 

No Parma, Adriano fez sucesso, ficando cada vez mais próximo do título de Imperador, antes mesmo de receber o apelido. Na equipe, o atacante anotou 26 gols em 45 partidas ao longo de duas temporadas. Formou ainda icônica dupla de ataque com o romeno Adrian Mutu. 

Ao observar que seu antigo jogador estava se destacando em território italiano, a Inter de Milão, que tinha a prioridade na compra do atacante, o recontratou pelo tripo do valor de sua venda para o próprio Parma. Na época, o Chelsea chegou a sondá-lo e ofereceu 100 milhões de euros, mas Adriano preferiu a Inter, por gratidão ao presidente Massimo Moratti, que o tratou muito bem quando o contratou. 

Enfim Adriano tem passagem de Imperador pela Internazionale

Enfim Adriano conquistaria a sua alcunha de Imperador em solo italiano, e quis o destino que fosse na Internazionale, equipe que um dia o negociou por acreditar não precisar de seus serviços. Diferentemente de sua primeira passagem, o atacante se tornou referência de uma forte equipe, recheada de bons jogadores, como os argentinos Javier Zanetti, Esteban Cambiasso, Samuel e Verón, além do português Luís Figo e do sueco Zlatan Ibrahimovic. 

A estreia de Adriano em sua volta à Inter de Milão ocorreu em 2004, com o atacante desandando a fazer gols logo no ano de sua reestreia, com impressionantes 15 tentos em 16 partidas. De quebra, como cereja do bolo, o jogador ainda conquistaria o seu primeiro título, a Copa Itália, naquela temporada 2004-05, além da vice-artilharia da Liga dos Campeões. 

Vivendo em estado de graça, o atacante continuou a sua boa fase na temporada 2005-06, quando faturou o scudetto italiano, título que voltaria a conquistar nas três temporadas seguintes. E mais uma vez, em seu segundo ano de Inter, o jogador ainda faria uma dobradinha na conquista da Copa Itália. Foi nessa época, que Adriano passou a ser conhecido como “Imperador” e chegou ao auge da carreira, sendo eleito entre os 10 maiores jogadores do mundo. 

Porém, a partir do ano 2006, o império de Adriano sofreu um baque, já que justamente naquele ano, seu pai faleceu, o deixando profundamente abalado. Desde então, o jogador não foi mais o mesmo, passando a enfrentar sérios problemas de alcoolismo e depressão. Sendo assim, seu rendimento em campo caiu, tanto que em 2007 foi afastado pelo técnico Roberto Mancini e sequer foi inscrito na Liga dos Campeões. 

Em 2008, Adriano foi emprestado ao São Paulo, sendo que logo depois retornaria à Internazionale sem sucesso, encerrando sua passagem de 177 jogos e 74 gols. 

Adriano Imperador: como e porque surgiu o apelido? 

Em sua volta à Inter de Milão em 2004, Adriano impressionou, e muito, os torcedores nerazzurris com toda a sua qualidade técnica e faro de gol. Sendo assim, ele passou a receber da torcida o apelido de Imperador, em alusão ao Imperador Adriano, chefe de Estado do Antigo Império Romano. 

Em toda a sua carreira, esse foi o seu apelido mais conhecido, superando até mesmo a alcunha de Didico, muito mais popular em seu período de infância. 

Breve e bem sucedida passagem pelo São Paulo

Em seu momento de baixa na Internazionale, com problemas de alcoolismo e acima do peso, no final de 2007, Adriano foi autorizado pelo clube para fazer a sua preparação física no Brasil. Na ocasião, o clube brasileiro que o acolheu foi o São Paulo, e foi na equipe tricolor, que o Imperador deu prosseguimento em sua carreira. 

No time paulista, o jogador se destacou no primeiro semestre de 2008, anotando 17 gols em 28 partidas, sendo que 11 foram marcados no Campeonato Paulista e os outros 6 na Libertadores da América. Adriano ainda ajudou o São Paulo a chegar até a grande final do torneio estadual, sendo derrotado para o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo e Valdivia. Porém, após a eliminação para o Fluminense nas quartas de final da Libertadores, o atacante deixou o Tricolor Paulista sequer disputando o Campeonato Brasileiro. 

De volta ao lar: Adriano tem seu retorno no Flamengo

Segunda passagem pelo Flamengo rende título brasileiro.

Ao final da temporada 2008-09, percebendo que não teria mais chances de atuar pela Internazionale, Adriano Imperador conversou com o presidente do clube Massimo Moratti, para que ele pudesse liberá-lo de graça. Em ato de enorme gratidão por tudo que o atacante fez pelo time nerazzurri, o mandatário aceitou o pedido prontamente. 

Sendo assim, Adriano chegou ao Flamengo em maio de 2009, como o camisa 10 da equipe. Por lá, ele recuperou o bom futebol e formou icônica dupla com o meio-campista Dejan Petkovic, ídolo do clube. Ao lado do craque sérvio, o Imperador conquistou o improvável Campeonato Brasileiro de 2009, com os rubro-negros buscando 10 pontos do líder Palmeiras, os tirando de uma fila de 17 anos sem títulos. De quebra, o jogador ainda foi eleito Bola de Ouro da Revista Placar na competição e artilheiro com 19 gols. 

Na temporada seguinte, Adriano ainda formou o famoso “Império do Amor”, ao compor dupla de ataque com Vagner Love. Porém, mesmo com a parceria, o atacante não conseguiu vencer a esperada Libertadores da América de 2010, após eliminação para a Universidad do Chile nas quartas de final. 

Também em sua segunda passagem pelo Flamengo, além de colecionar diversos gols, o Imperador colecionou inúmeras polêmicas. O atacante foi avistado em diversos bailes funk nas periferias do Rio de Janeiro, com suposto relacionamento com traficantes, postando até mesmo fotos com armas. Por conta desses problemas, a permanência de Adriano na equipe carioca se tornaria insustentável. 

Como um bom goleador, em sua segunda passagem pelo Flamengo, Adriano deixou saudades no torcedor rubro-negro, com excelentes atuações. Duas delas com direito a hat-tricks, sendo que em uma oportunidade foi contra o rival Fluminense, no Campeonato Carioca de 2010, em vitória por 5 a 3. 

Em busca do recomeço, Adriano tenta reconstruir seu Império na Itália 

Em 2010, assim como um tradicional Imperador, Adriano desembarcou em Roma, a fim de buscar um novo recomeço na equipe local. A expectativa era de que o jogador, que na época completara 28 anos, repetisse as boas atuações dos tempos de Internazionale e Parma. 

Porém, não foi isso que aconteceu. O atacante ficou apenas 6 meses na equipe italiana, rescindindo o seu contrato, que era para ser de 3 anos, sem marcar um gol sequer em 8 partidas. Na época, a diretoria da Roma alegou que rescindiu com o atleta por conta da sua falta de comprometimento nos treinamentos e baixo rendimento em campo. 

Corinthians: rápida passagem com gol memorável

Após deixar a Roma, Adriano retornou ao Flamengo em 2011, apenas para fazer a sua recuperação física. Na ocasião, ele esperava ser recontratado pela equipe, algo que não aconteceu, pois o técnico Vanderlei Luxemburgo barrou sua contratação. 

Dessa forma, o Imperador teve as portas abertas no Corinthians. Porém, logo em seu início de passagem pelo clube, em abril de 2011, o jogador rompeu o tendão de Aquiles e ficou seis meses parado. 

Seu retorno aos gramados ocorreu em outubro, como um reserva de luxo na equipe do Corinthians, que na ocasião brigava pelo título brasileiro. E mesmo sem ter sido pouco utilizado na equipe, Adriano teve a sua importância no título corinthiano. Na 36º rodada da competição, o atacante marcou o gol da virada corintiana contra o Atlético MG, aos 43 minutos do segundo tempo. Esse gol, deixou o time de Parque São Jorge muito próximo do título que veio a se confirmar na rodada seguinte. 

Porém, mesmo com o gol decisivo, Adriano foi barrado por diversas vezes pelo técnico Tite no Campeonato Paulista de 2012, por falta de comprometimento. Sendo assim, ele acabou deixando o Corinthians após 8 jogos e 2 gols marcados. 

Um último adeus de Adriano Imperador no Flamengo 

Sem clube após a saída do Corinthians, Adriano acertou seu retorno ao Flamengo em março de 2012, poucos dias depois de ter sido dispensado pelo Corinthians. No time rubro-negro, o jogador pouco jogou em sua terceira passagem, pois havia chegado com problemas em seu tendão de Aquiles. 

Com a camisa 10 nas costas, a expectativa era de que o jogador suprisse a ausência de Ronaldinho Gaúcho que acabara de deixar o Flamengo. Porém, não foi isso que aconteceu. Com problemas físicos e muita polêmica na bagagem, como o vício em bebidas e festas, Adriano logo teve o seu contrato rescindido pelo time rubro-negro. 

Somando suas três passagens na equipe carioca, o Imperador atuou em 92 partidas e anotou 45 gols. 

Curtas passagens por Atlhetico Paranaense e Miami United

Em 2014, após dois anos afastado do futebol, Adriano acertou um contrato de produtividade com o Athletico Paranaense, baseado em números de jogos e gols. Contudo, pelo clube, o atacante balançou as redes em apenas uma oportunidade em 4 partidas, tendo seu contrato rescindido após duas faltas em treinos. Na época, ele chegou a ser avistado em um show da cantora Anitta na noite anterior. 

Ao deixar o Furacão, ainda em 2014, Adriano acertou com o Le Havre da França. Contudo, a negociação com o clube não deu certo, já que dependia de um empresário comprar a instituição, algo que não se encaminhou. 

Depois de quase dois anos parado, no início de 2016, o jogador acertou com o Miami United, clube da quarta divisão dos Estados Unidos. Porém, na equipe, o Imperador atuou em apenas uma parida e anotou um gol de pênalti, em seus cinco meses jogando pelo clube. 

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

Adriano nos dias atuais.

Em 2016, depois de deixar o Miami United, Adriano Imperador voltou ao Brasil, sem ainda confirmar a sua aposentadoria. Na ocasião, o jogador que na época completara apenas 34 anos, ainda pretendia receber propostas de equipes do futebol. Tanto que no ano de 2019, ele mesmo chegou a afirmar que caso recebesse uma oferta, voltaria aos gramados. 

Contudo, desde 2016, Adriano não voltou mais aos gramados, selando a sua aposentadoria naquele mesmo ano. Depois disso, seguiu treinando isoladamente a fim de manter a sua forma física. Até que em 2019, foi anunciado como diretor de vendas da Adidas, dada a sua popularidade no futebol mundial. 

Ao se aposentar do futebol, o Imperador continuou morando no Rio de Janeiro, jamais deixando as suas raízes na comunidade Vila Cruzeiro. 

Polêmicas e problemas pessoais do Adriano Imperador 

Ao longo de sua carreira, o Imperador Adriano ficou conhecido por ser um jogador carismático e ao mesmo tempo polêmico. Famoso por gostar de uma vida boêmia, regada a festas de baile funk, bebidas e muitas mulheres, o ex-atacante colecionou desavenças por conta da falta de comprometimento em clubes em que passou. Tudo isso, após o falecimento de seu pai, que ocorreu em 2006. 

Em uma de suas polêmicas, Adriano tirou foto portando armas ao lado de traficantes do Comando Vermelho. Na época, o então jogador chegou a ser acusado por um juiz do Rio de Janeiro por associação ao tráfico de drogas, mas nenhuma prova foi encontrada. 

Já em relação ao alcoolismo, o Imperador teve sérios problemas com a bebida, que atrapalharam e muito a sua carreira. Tanto que sua forma física foi bastante prejudicada. 

Contudo, nenhum desses problemas se comparam à depressão em que ele viveu, na qual originou todas as suas demais crises na carreira e vida pessoal. 

Adriano Imperador na seleção brasileira

Adriano Imperador com a amarelinha.

Adriano Imperador estreou com a camisa amarelinha no dia 15 de novembro de 2000, com apenas 18 anos de idade. Na ocasião, ele entrou em campo para encarar a Colômbia, em vitória por 1 a 0, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. 

Mas, apesar de ter atuado nesse jogo das Eliminatórias, o atacante não foi convocado para o mundial de 2002, retornando à seleção brasileira em 2003. Dali em diante, ele passou a ser chamado para representar o escrete canarinho com maior frequência, sendo que seu destaque foi nos anos de 2004 e 2005, quando foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações. 

Repleto de expetativas, em 2006, formou o famoso “Quadrado Mágico” ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Porém, no mundial daquele ano, realizado na Alemanha, seu desempenho foi aquém do esperado e a seleção brasileira foi eliminada nas quartas de final para a França. 

Depois da derrota na Copa do Mundo na Alemanha, Adriano ainda foi convocado pelo escrete canarinho em algumas ocasiões, até o ano de 2010. Seu último jogo foi em um amistoso contra a Irlanda, com vitória brasileira pelo placar de 2 a 0. Ainda naquele ano, o jogador chegou a ser especulado para vestir as cores verde e amarelo na Copa do Mundo da África do Sul, porém, problemas extracampo o afastaram dessa possibilidade. 

Com a camisa da seleção brasileira, o Imperador atuou em 50 partidas e balançou as redes em 29 oportunidades. 

Copa América de 2004 e das Confederações de 2005: artilheiro e melhor jogador

A melhor fase de Adriano na seleção brasileira, sem sombra de dúvidas, foi entre os anos de 2004 e 2005. Até porque, foi nesse período em que jogador conquistou títulos com o escrete canarinho e prêmios individuais. 

Em 2004, o Imperador foi a principal estrela na conquista da Copa América daquele ano, sendo artilheiro com 7 gols e melhor jogador. Além disso, foi ele quem marcou o gol mais decisivo na competição que deu o título à seleção brasileira, ao marcar no último minuto na grande final contra a Argentina e empatar a partida em 2 a 2. Nas penalidades, cheios de moral, os brasileiros venceram a disputa. 

Em 2005, Adriano voltou a brilhar, dessa vez na Copa das Confederações daquele ano. Na competição, ele foi o artilheiro com 5 gols e de quebra, o melhor jogador, em mais uma conquista com o escrete canarinho. 

Copa de 2006: Adriano Imperador integra o Quadrado Mágico

Após dois anos mágicos com a seleção brasileira, o Imperador Adriano começou a viver sua fase de declínio no escrete canarinho. Na Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, a expectativa era de que o jogador tivesse o seu melhor momento no time brasileiro, porém não foi isso que ocorreu. 

Formando o “Quadrado Mágico” ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, o atacante antou apenas dois gols no mundial e pouco impressionou. Com isso, a seleção brasileira não foi páreo para a França e perdeu pelo placar de 1 a 0, com gol de Thierry Henry. 

Na época, a imprensa brasileira criticou o ataque do escrete canarinho com Adriano e Ronaldo, por conta da falta de mobilidade e entrosamento dos dois jogadores. Além disso, o clima de “oba-oba” atrapalhou bastante a trajetória do time brasileiro na Copa do Mundo.

 

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