Argentina

29 Títulos Oficiais
Seleção Argentina de Futebol - AFA
Seleção Argentina
Principais rivais Brasil / Uruguai / Inglaterra
Apelidos Hermanos, Albiceleste
Mascote Gauchito / Suri (Avestruz)
Copa do Mundo

1978, 1986

Copa América

1921, 1925, 1927, 1929 1973, 1941, 1945, 1946 1947, 1955, 1957, 1959, 1991, 1993, 2021

Títulos conquistados

Títulos Mundiais

Competição Títulos Ano
Copa do Mundo 2 1978, 1986

Títulos Continentais

Competição Títulos Temporada
Copa América 15 1921, 1925, 1927, 1929 1973, 1941, 1945, 1946 1947, 1955, 1957, 1959, 1991, 1993, 2021
Copa das Confederações 1 1992

Outros títulos

Competição Títulos Ano
Copa Intercontinental de Seleções 1 1993
Campeonato Pan-Americano 1 1960
Jogos Olímpicos 2 2004, 2008
Jogos Pan-Americanos 7 1951, 1955, 1959, 1971, 1995, 2003, 2019

História

O surgimento da Seleção Argentina de Futebol

Um dos primeiros elencos sa Seleção Argentina de Futebol.

Os primórdios da Seleção Argentina de Futebol ocorreu quando o esporte chegou ao país em 1840, através dos ingleses que buscavam uma vida melhor na América. Além da mão de obra para a construção das ferrovias no país, eles trouxeram uma bola de couro de vaca e colocavam duas pedras para demarcar os gols.

Em junho de 1867 a primeira partida foi realizada no Buenos Aires Cricket Club no bairro de Palermo. A partir daí o futebol ganhou grande proporção e popularidade, um passatempo fácil e acessível para a classe média e classe baixa, diferentemente do Cricket, por exemplo.

Em 1893 Alejandro Watson Hutton fundou a The Argentine Association Football League, que passou a organizar competições de clubes e administrar a seleção nacional. A partir de 1934, a AFA (Asociación del Fútbol Argentino) passou a ser conhecida por essa denominação e exercer a funções que conhecemos até hoje.

A Seleção Argentina de Futebol realizou sua primeira partida em 1901 contra o Uruguai, país no qual há o maior número de confrontos na história do futebol de seleções. Nos primeiros anos, foram realizados muitos amistosos até a criação de torneios contra os países vizinhos, principalmente Uruguai e Brasil.

1930: a primeira final numa Copa do Mundo

O sucesso da Seleção Argentina foi muito grande nos anos seguintes. Foram muitas conquistas nos torneios amistosos e nas primeiras edições da Copa América. Até a primeira edição da Copa do Mundo, realizada em 1930 no Uruguai, a FIFA reconhecia os campeões olímpicos como campeões mundiais.

A competição contou com 13 seleções divididas em 4 grupos, onde o campeão de cada grupo avançou às fases finais. Na primeira fase a Albiceleste (como é conhecida a equipe argentina), passou por seus adversários sem maiores problemas. Ganhou da França (1 a 0), México (6 a 3) e Chile (3 a 1), chegando às semifinais onde amassou os Estados Unidos por 6×1.

Na final, encontrou os anfitriões e bicampeões olímpicos em 1924 e 1928, o grande favorito Uruguai. O favoritismo da Celeste Olímpica foi confirmado e os argentinos saíram derrotados por 4 a 2 em um grande jogo. No primeiro mundial, o artilheiro foi da Albiceleste, Guillermo Stábille marcou 8 gols ao todo na Copa.

Domínio na America do Sul e fraco desempenho em Copas

Antes do mundial de 1930, a Seleção Argentina de Futebol se consolidou no continente e conquistou seus primeiros títulos oficiais. Na edição da Copa América de 1921, disputada em Buenos Aires veio a primeira conquista. Nos anos de 1923 e 1924 foram vice-campeões e voltaram a conquistar o torneio em 1925, de novo jogando em casa. Em 1926 ficou em segundo lugar novamente e voltou a conquistar o torneio em 1927 no Perú voltando a ganhar em 1929, de novo em casa.

A partir daí, disputou os mundiais de 1930, onde terminou em segundo lugar e em 1934 foi eliminada na primeira fase pela Suécia por 3 a 2. Nos mundiais seguintes, 1938, 1950 e 1954, os argentinos não estiveram presentes, por conta de divergências na organização em 1938 e 1954, além de divergências com a Confederação Brasileira de Futebol em 1950.

Nos anos seguintes o escrete argentino ganhou mais títulos continentais, a maioria de Copa América, com 8 conquistas, o último em 1959, início do jejum de títulos desta competição. Dentro dos mundiais os desempenhos não foram no mesmo nível local.

Em 1958 teve sua maior derrota na competição por 6×1 contra a Tchecoslováquia. Em 1962 foi eliminada na primeira fase com apenas uma vitória e em 1966 chegou às quartas de final, sendo eliminada pela anfitriã e posteriormente campeã Inglaterra.

Os argentinos não se classificaram para a Copa do Mundo de 1970 por conta de maus resultados nas eliminatórias.  Em 1974 se classificaram à segunda fase, mas perderam duas partidas para Holanda e Brasil e empataram com a Alemanha Ocidental, ficando em 8º lugar naquela edição.

Seleção Argentina de Futebol em 1978: a primeira Copa em casa

Daniel PAssarela com a taça da Copa do mundo de 1978.

Depois de resultados ruins no âmbito das Copas do Mundo, a Seleção Argentina de Futebol passou por uma reformulação em sua direção, para não fazer feio no próximo mundial, realizado no país. O comando técnico ficou nas mãos de César Luis Menotti, que aceitou o cargo com a condição de que os jogadores até 25 anos não seriam vendidos a clubes de outros países.

Dito e feito, a Argentina montou um ótimo plantel para a disputa do mundial em sua casa.  A preparação foi intensa e com a realização de muitos torneios e partidas amistosas, desde a primeira partida de Menotti em 1974. A seleção tinha nomes como Daniel passarela, Mario Kempes, Rene Houseman, Leopoldo Luque e muitos outros.

O mundial realizado no país se deu no auge da ditadura militar que comandava a Argentina no período. O General Jorge Rafael Videla presidente e líder da Junta Militar, usou muito o simbolismo e a força do futebol para promover o nacionalismo no país com a Copa. Algumas histórias não confirmadas, relatam que os generais influenciavam até mesmo na escalação do selecionado argentino.

Em meio a divulgação de notícias de desaparecimentos e torturas cometidas pela ditadura, o mundial ocorreu como a FIFA programou. Para os “Hermanos” também, e a Albiceleste iniciou sua jornada rumo a taça derrotando Hungria e França nos dois primeiros jogos, e depois derrotada pela Itália no terceiro jogo.

Classificação polêmica e final contra Holanda

Isso não impediu a classificação para a segunda fase, onde derrotou a Polônia, empatou com o Brasil e depois, no jogo mais polêmico da competição, precisando ganhar por 4 gols de diferença do Perú, fez 6 a 0 nos peruanos. Muito se falou sobre manipulação, mas o que ocorreu foi a Argentina classificada à final.

No jogo decisivo, os argentinos encontraram a vice-campeã da Copa anterior, a Holanda. Mesmo sem seu ídolo máximo, Johan Cruyff os holandeses contavam com o grande plantel. A partida foi definida apenas na prorrogação com a vitória Albiceleste por 3 a 1 e primeiro título mundial da Argentina, com grande atuação do artilheiro Mario Kempes.

Seleção Argentina de Futebol em 1982: a primeira Copa de Diego Maradona

Primeira Copa de Maradona com a Seleção Argentina de Futebol

A Copa do Mundo de 1982, além de ser a primeira após sua inédita conquista, marcou também pela estreia do maior ídolo do futebol da Argentina, Diego Armando Maradona. Conhecido por diversos apelidos como “El Pibe del Oro”, “El Diez”, “Dios’, e “La Mano de Dios”, poderia ter estreado na Copa anterior, mas Menotti não o convocou por razões não tão bem esclarecidas.

Maradona já figurava o elenco argentino aos 16 anos, antes da Copa de 1978, e aos 18 anos já era considerado um dos melhores jogadores do planeta. No mundial realizado na Espanha, finalmente fez sua estreia, com a base campeã do torneio anterior, onde era uma das favoritas.

A equipe começou a competição sendo derrotada pela Bélgica, mas se recuperou posteriormente ganhando da Hungria e de El Salvador. Na segunda fase, perdeu suas duas partidas, para Itália e Brasil respectivamente. E Maradona? El Pibe teve atuação discreta no mundial, apesar de marcar dois gols. Na fase final foi lembrado pela violência que recebeu na marcação do italiano Claudio Gentile e contra o Brasil por ser expulso após entrada no volante brasileiro Batista.

Argentina em 1986: o bi da Copa e a consagração de Don Diego

A decepção com o a Copa do Mundo de 1982 fortaleceu a Seleção Argentina de Futebol para o mundial seguinte disputado no México. O craque, Maradona havia se consolidado ainda mais no cenário mundial e chegou à competição como uma grande estrela.

Diante de uma rixa entre Maradona e Passarella por causa da braçadeira de capitão, El Diez ficou com o comando em campo da equipe, por ordem do treinador Carlos Bilardo.  Logo depois, ocorreu um problema de saúde com Passarella que o tirou do mundial. A seleção estava no grupo A, com Itália, Bulgária e Coréia do Sul.

Na estreia, vitória diante dos sul-coreanos por 3 a 1, e no jogo seguinte contra a Itália um empate com um gol de Maradona de pênalti. No último jogo da primeira fase, vitória tranquila contra a Bulgária por 2 a 0. Nas oitavas de final encontrou o Uruguai e passou pelos vizinhos pelo placar de 1 a 0.

La mano de Díos e o título logo depois

Maradona marca polêmico gol de mão contra a Inglaterra.

No jogo mais polêmico deste mundial, a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final com dois dos gols mais famosos das Copas e de Maradona. Conhecidos como “La mano de Dios” e “Gol del Siglo, Don Diego marcou o primeiro com a mão, em bola levantada na área dos ingleses e no segundo pegou a bola no meio de campo e driblou praticamente todo time inglês até parar com a bola dentro da meta.

Nas semifinais, El Pibe marcou duas vezes novamente e levou a Albiceleste à uma nova final de Copa do Mundo, dessa vez contra a Alemanha Ocidental. Na partida, a Argentina abriu 2 gols de vantagem, mas após relaxar um pouco viu a Alemanha empatar. Mas 3 minutos após o empate, os argentinos contaram com quem mais precisavam, e Maradona deu um passe magistral para Jorge Burruchaga fechar o placar em 3 a 2 e dar a segunda Copa do Mundo ao país.

Os albicelestes ficam no “quase” na Copa de 1990

Seleção Argentina de Futebol perde final da Copa do Mundo de 1990.

Embalada por uma nova conquista mundial, a Seleção Argentina de Futebol chegava à Itália em 1990 para a disputa de uma nova Copa, com seu maior jogador ídolo do Napoli. Sorteados no grupo B junto com Camarões, União Soviética e Romênia, a Albiceleste começou a competição com uma derrota surpreendente para os africanos em Milão.

A equipe se recuperou vencendo a União soviética e depois empatou com a Romênia, ambas em Nápoles, o que rendeu vaga à próxima fase. A classificação como melhor terceiro colocado do grupo, trouxe um confronto contra seu grande rival, o Brasil. E em grande jogada de Maradona, que estava com fortes dores no tornozelo, Claudio Caniggia recebeu o passe de El Pibe e marcou o gol derradeiro.

Na fase seguinte empatou com a Iugoslávia e se classificou após a disputa de pênaltis, com grande atuação do goleiro Sergio Goycochea. Nas semifinais contra a equipe da casa, a melhor atuação argentina terminou com outro empate e vitória nos pênaltis, que levaram a uma nova final.

O jogo decisivo, novamente contra a Alemanha, recém unificada, um pênalti polêmico a favor dos alemães selou o placar e a revanche a favor deles. A Argentina saiu como segunda colocada em uma derrota para lá de amarga.

Pós-1990: Uma talentosa geração que não conquistou nada

Depois da derrota difícil de engolir na final da Copa do Mundo de 1990, Bilardo deixou o comando da equipe para Alfio Basile assumi-lo. O novo treinador renovou o plantel com nomes como Gabriel Batistuta, Fernando Redondo e Diego Simeone, e com eles veio a quebra de um jejum de mais 32 anos da Copa América em 1991.

No ano seguinte, conquistou a Copa das Confederações e em 1993 o último título oficial da seleção profissional, da Copa América daquele ano. Depois disso, a Seleção Argentina de Futebol montou equipes cheias de estrelas e não ganhou mais nenhum campeonato.

Seleção Argentina de Futebol 1994: polêmica exclusão de Maradona da Copa

Em 1994, Maradona voltou à Seleção Argentina de Futebol após alguns escândalos e problemas pessoais que atrapalharam sua brilhante carreira. Na Copa dos Estados Unidos, a equipe estreou com uma goleada diante da Grécia com 3 gols de Batistuta e 1 de Maradona, seu último em Copas e pela Seleção.

Na segunda partida contra a Nigéria, vitória da Argentina, mas Maradona saiu de campo para realizar o teste antidoping que deu positivo para efedrina, resultando na suspensão imediata do craque. Depois disso, foram duas derrotas, para a Bulgária ainda na fase de grupos, e eliminação na fase seguinte para a Romênia, encerrando a jornada naquele mundial.

Seleção Argentina 1998: duro caminho até a eliminação na Copa nas quartas

Com Maradona aposentado, a Argentina se renovou e chegou ao mundial de 1998 sem grande dificuldade nas eliminatórias. Pertencente ao grupo H junto Japão, Jamaica e Croácia, os Albicelestes passaram às oitavas de finais sem perder um jogo e sem sofrer gols.

Nas oitavas, jogo contra a rival Inglaterra,  que passou a ser tratada assim por questões políticas, com a Guerra das Malvinas. As duas seleções fizeram uma grande partida com gols antológicos, que foi decidida apenas nos pênaltis com vitória argentina.

Na fase seguinte, estava a Holanda e com um jogo muito disputado. Dennis Bergkamp marcou um belo gol no último lance da partida, que eliminou a Seleção Argentina.

Em 2002, a albiceleste tem desempenho pífio, mesmo como favorita

Forte elenco argentino que decepcionou na Copa do Mundo de 2002.

Novamente, a Argentina chegou a uma Copa do Mundo com uma ótima campanha nas eliminatórias. A equipe comandada por Marcelo Bielsa chegou como grande favorita ao título em 2002 na Coréia do Sul e no Japão.

A chave em que fora sorteada, foi conhecida como grupo da morte na ocasião, com Nigéria, Inglaterra e Suécia. Na primeira partida, contra os africanos, a única vitória da seleção saiu com 1 gol de Batistuta, em seu terceiro mundial disputado.

Na partida seguinte, derrota para a Inglaterra, sem demonstrar poder de reação depois de tomar o gol de pênalti anotado por David Beckham que selou a vitória inglesa. Para se classificar, a vitória contra a Suécia era fundamental, mas não ocorreu. Os suecos venceram por 1 a 0 e a Argentina foi eliminada na primeira fase, encerrando a Copa como um fiasco para seus torcedores.

Copa do Mundo de 2006: a primeira de Messi com a Seleção Argentina de Futebol

Um novo ciclo na Seleção Argentina de Futebol se iniciou após o fracasso em 2002. Ainda com Bielsa no comando, a equipe estava muito bem nas eliminatórias para o mundial de 2006 na Alemanha e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.

Na Copa do Mundo, o novo comandante José Pekerman, trouxe diversas caras novas e promissoras à equipe, como Carlos Tevez e o jovem Lionel Messi que despontava no Barcelona. A partida inicial foi um jogo duro contra a Costa do Marfim do craque Didier Drogba, com vitória apertada da Albiceleste por 2 a 1.

Na segunda partida, contra Sérvia e Montenegro, um passeio e vitória por 6 a 0, que marcaram o primeiro tento assinalado em Copa do Mundo por Messi, La Pulga. A classificação foi selada em um empate com a Holanda na terceira partida.

Na fase seguinte encontrou o México, em um jogo muito disputado que só foi definido após os 90 minutos, na prorrogação com um belo gol feito por maxi Rodríguez. Nas quartas de finais novo confronto contra a Alemanha, consolidada como uma grande rival nos mundiais. Os donos da casa levaram a melhor após um empate e saíram vitoriosos após a disputa de pênaltis. A Argentina novamente estava eliminada em um mundial após chegar como grande favorita ao título.

Na Copa de 2010, Argentina toma uma lavada da Alemanha

No mundial seguinte, a Argentina não teve a mesma facilidade para se classificar nas eliminatórias. Só conseguiu se classificar literalmente nos últimos minutos da última partida, contra o Perú.

A Albiceleste chegou a África do Sul, sede do mundial de 2010, com muita desconfiança por parte dos torcedores. Maradona era o treinador na ocasião e seu antigo comandante Carlos Bilardo foi o coordenador da Seleção. Na primeira fase, 100% de aproveitamento diante de Nigéria, Coréia do Sul e Grécia, respectivamente, e a desconfiança parecia ir embora.

Na fase seguinte, encontrou novamente o México em oitavas de final de Copa, e com um gol muito polêmico,  Tevez abriu o placar em uma vitória por 3 a 1. Com isso, a Argentino passou às quartas novamente contra a Alemanha, repetindo o roteiro do mundial anterior. Mas, dessa vez, a eliminação veio sem misericórdia pelos alemães, que golearam os argentinos por 4 a 0, sem a menor chance e reação. Novamente um fracasso, dessa vez com uma goleada acachapante.

Copa do Mundo de 2014: mais um vice contra a Alemanha

Para o mundial de 2014, realizado no vizinho Brasil, Alejandro Sabella estava a frente da comissão técnica. Lionel Messi, chegou ao mundial como maior jogador do planeta, mas precisava ser mais protagonista, diferentemente de 2010.

Logo no começo, La Pulga chamou a responsabilidade, e comandou a equipe em campo na vitória contra a Bósnia Herzegovina. Nos jogos seguintes Messi e Ángel Di Maria fizeram ótimas partidas e venceram Irã e Nigéria em jogos complicados.

Novamente os dois jogadores foram precisos, agora nas oitavas de finais contra a Suíça. Messi passou para Di Maria sacramentar a vitória nos minutos finais da prorrogação. Nas quartas de finalis Gonzalo Híguain marcou logo no início e a equipe segurou o resultado para enfrentar a Holanda nas semifinais. Esta fase, foi decidida apenas nos pênaltis, e os argentinos triunfaram voltando a uma final de mundial após 24 anos.

Na final estava a Alemanha, grande algoz na últimas Copas. A Albiceleste dominou o jogo e teve as chances mais claras, mas a seleção alemã era muito fria. Com um gol na prorrogação de Mario Götze, os alemães derrotaram a equipe de Lionel Messi, que novamente não conseguiu levar a taça de volta a Buenos Aires.

Seleção Argentina de Futebol 2018: as apostas de Sampaoli não dão certo na Copa

Seleção Argentina de FUtebol decepciona em 2018.

A Copa do Mundo da Rússia, em 2018 começou conturbada para os Hermanos. Messi decidiu a classificação ao mundial na última rodada das eliminatórias com uma atuação digna de sua categoria, em uma equipe bagunçada, comandada por Jorge Sampaoli.

A bagunça tática e escalações contraditórias definiram a participação da equipe na Copa meses depois. Sampaoli mudava a cada partida seu esquema tático e relação e jogadores titulares. Então, Argentina, mesmo com um elenco cheio de craques, não jogou bem.

Empatou contra a Islândia na primeira partida, foi humilhada pela Croácia, que posteriormente seria vice-campeã do torneio por 3 a 0, e venceu a Nigéria no sufoco na primeira fase. Só se classificou em segundo lugar do grupo por conta de uma combinação de resultados e saldo de gols.

Nas oitavas de final pegou a França, campeã daquele torneio, e foi derrotada por 4 a 2 em sua melhor atuação no torneio. Porém, toda a confusão no comando e problemas entre treinador e jogadores desencadearam em um novo fracasso.

2021: Argentina quebra jejum de 28 anos sem títulos

Mesmo contando com gerações promissoras entre o final dos anos 1990 e os anos 2000 e 2010, a Seleção Argentina de Futebol amargou um período de seca de títulos. Porém, esse jejum foi quebrado na Copa América de 2021, realizada no Brasil, contando com o protagonismo de Lionel Messi, Lautaro Martínez, Angél Di Maria e companhia limitada.

O time comandado por Lionel Scaloni, contou com algumas novidades em seu elenco, como por exemplo, Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez, Emíliano Martínez e Lo Celso. Assim, a seleção argentina desse histórico título contou com o seguinte elenco base: Emíliano Martínez, Montiel, Romero, Otamendi, Acuña, Di Maria (Nico González), De Paul, Paredes (Guido Rodríguez), Messi e Lautaro Martínez.

Com esse elenco, sob desconfianças por conta do futebol apresentado, a Argentina se classificou em primeiro lugar em um grupo que contava com Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. No mata-mata, os hermanos eliminaram Equador nas quartasde finais por 3 a 0 e despacharam a Colômbia na semifinal, após empatar em 1 a 1. Contra os colombianos, nas penalidades, os argentinos se classficaram após uma grande atuação de seu goleiro Emíliano Martínez que defendeu dois pênaltis.

Na decisão, contra os donos da casa, a Argentina era considerada menos favorita, mas com muita raça em campo conseguiu venceu o duelo contra os brasileiros. Com o gol de Ángel Dí Maria, a seleção argentina bateu o Brasil pelo placar de 1 a 0 e enfim, quebrou o incômodo jejum de 28 anos sem importantes conquistas.

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