Gerson “Canhotinha de Ouro”

Meia-armador, Meio campista, Volante
617 Jogos Oficiais
13 Títulos Oficiais
213 Gols Marcados
Gérson de Oliveira NunesBrasil - Niterói - Rio de Janeiro
Nascimento 10 de janeiro de 1941
Falecimento
Apelidos Canhotinha de Ouro, Papagaio
Carreira Início: (1959) Flamengo
Término: (1974) Fluminense
Características Altura: 1,70 m
Canhoto
Posição / Outras posições Meio-campista / Volante / Meia-armador
Copa do Mundo

1970

Perfil / Estilo do jogador

Meio-campista inteligente, técnico e dono de um passe preciso, Gerson recebeu o apelido de canhotinha de ouro justamente por distribuir lançamentos históricos com a sua perna esquerda. A sua canhota também era capaz de executar arremates potentes que em muitas vezes terminavam em verdadeiros golaços. Alguns deles, também de bola parada, já que o jogador também tinha talento para bater faltas. Por tamanha qualidade com a bola nos pés, o meia não procurava correr muito com a bola, pois possuía habilidade o suficiente para fazê-la correr.

Categoria de base

Data Clube    
1956 São Domingos    
1957 Canto do Rio    
1958 Flamengo    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1959–1963 Flamengo 153 86
1963–1969 Botafogo 248 96
1969–1973 São Paulo 75 11
1973–1974 Fluminense 57 4

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1961–1972 Brasil 85 19

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Flamengo Torneio Rio-São Paulo 1961
Flamengo Campeonato Carioca 1963
Botafogo Torneio Rio-São Paulo 1967, 1968
Botafogo Copa Círculo de Pediodicos Deportivos 1966, 1967
Botafogo Campeonato Carioca 1967, 1968
Botafogo Torneio de Caracas 1968
São Paulo Campeonato Paulista 1970, 1971
Fluminense Campeonato Carioca 1973

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa do Mundo 1970
Taça Independência 1972
Taça Bernardo O'Higgins 1961
Taça Oswaldo Cruz 1961
Copa Rocca 1963, 1971
Copa Rio Branco 1968

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
2º Melhor Jogador da Copa do Mundo 1970 Seleção Brasileira
Seleção de melhores jogadores da Copa do Mundo 1970 Seleção Brasileira
Lista entre os 100 maiores jogadores da história da revista World Soccer 1999
2009

Desempenho

0,34
Média
Gols por jogo
0,86
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
4
Passe
4
Controle de Bola
4
Drible
3
Velocidade
2
Técnica
4
Finalização
4
Condicionamento Físico
3
Fundamentos Defensivos
2

Biografia

Gerson Canhotinha de ouro: craque da Copa de 1970 e campeão em todos os clubes em que jogou

Gerson, o Canhotinha de Ouro.

Na lista entre os melhores meias da história do futebol brasileiro, Gerson, o “Canhotinha de Ouro”, esboçava talento e inteligência dentro de campo. Dono de uma perna esquerda calibrada, que lhe rendeu seu famoso apelido, tinha qualidade nos lançamentos que deixavam seus companheiros na cara do gol. Sabendo de suas habilidades, procurava correr pouco no jogo, pois tinha consciência de que sua maior função era fazer com que a bola corresse.

Todo seu talento lhe permitiu jogar entre grandes clubes do futebol brasileiro como Flamengo, Botafogo, São Paulo e Fluminense. O mais impressionante de tudo isso, é que em cada uma dessas equipes ele conquistou títulos, sendo o mais emblemático deles com a estrela solitária, a Taça Brasil de 1968.

Na seleção brasileira, Gerson não perdeu sua veia vencedora e faturou alguns títulos com a amarelinha. O mais importante deles foi a Copa do Mundo de 1970, na qual entrou na fase decisiva e foi essencial na conquista do tri-mundial.

Apesar de todas essas suas vitórias na carreira e qualidade técnica, Gerson era um jogador temperamental e não levava desaforo para casa. Tanto que em seu período como profissional ele chegou a quebrar a perna de três jogadores. O primeiro deles foi um juvenil do Flamengo, o segundo foi Vaguinho do Corinthians e o terceiro foi o peruano De La Torre.

Além dessa sua característica, outro fato que causa curiosidade de muitos é o seu medo de andar de avião. Tanto que o jogador tinha preferência em pegar seu carro quando possível, no caso da seleção brasileira jogar em outro estado. Caso contrário, ele fazia um pequeno esforço para driblar o medo.

Em sua vitoriosa carreira, Gerson atuou em 617 partidas e anotou 213 gols.

Infância, histórico e inspirações

Gerson em seu time de juventude, Canto do Rio.

Gerson de Oliveira Nunes nasceu no dia 11 de janeiro de 1941, na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro. Desde garoto começou a jogar peladas nas areias da praia do Icaraí em sua cidade natal e logo começou a esbanjar o seu talento.

Todas as suas habilidades de garoto foram herdadas de sua família, já que seu pai era jogador de futebol no América-RJ e seu tio atuou no Fluminense. Como o esporte era algo familiar, Gerson foi levado por seus pais para jogar futebol na equipe local do São Domingos e futsal no time do Canto do Rio.

Ao se destacar no futsal, logo o futuro canhotinha de ouro voltou ao futebol de campo e integrou o juvenil do Canto do Rio. Assim, ele passou a desfilar o seu bom futebol pelo clube e em uma de suas grandes exibições, anotou dois gols em derrota por 5 a 2 em jogo treino contra o Flamengo. Mesmo com seu time perdendo, acabou chamando a atenção do rubro-negro, que investiu em sua contratação.

Dessa forma, Gerson passou a integrar as categorias de base do Flamengo aos 16 anos de idade. Assim, ele ficou a um passo de integrar o elenco profissional que contava com seus grandes ídolos Dequinha, Jordan, Pavão e Jadir.

Gerson, o canhotinha de ouro: de onde vem esse apelido?

Em seus primeiros anos como jogador, Gerson já mostrava um talento incomum com a perna esquerda, sendo capaz de distribuir lançamentos longos com demasiada precisão. Dessa forma, ele passou a receber o apelido de canhotinha de outro, em alusão à sua grande habilidade com a canhota, que se tornou marcante em sua carreira.

Além do apelido de canhotinha de ouro, o jogador também recebeu a alcunha de “papagaio”. Esse apelido não foi motivado por suas habilidades com a bola. É que enquanto atuava nos juvenis do Flamengo, Gerson tinha o costume de falar muito dentro de campo entre uma jogada e outra. Assim, seus companheiros de equipe passaram a lhe chamar como o mesmo nome da ave falante.

1959 – 1963: Gerson sobe ao profissional e faz sucesso no Flamengo

Canhotinha de ouro em sua passagem pelo Flamengo.

Ao observar o jovem Gerson atuando nas categorias de base do Canto do Rio, o técnico da base do Flamengo sabia que aquele jogador tinha muito futuro no futebol. Assim, o rubro-negro trouxe o canhotinha de ouro em 1958, para atuar na equipe juvenil e logo ele se destacou.

Por conta disso, Gerson passou a figurar no time principal do rubro-negro já no ano seguinte, recebendo algumas oportunidades enquanto ainda fazia parte dos juvenis. Porém, a pressão de estar entre os profissionais não era a mesma do que estar nas categorias de base do clube. O tratamento por parte de seu treinador e dos atletas mais velhos era muito mais rígido e a cobrança era maior.

O jogador de fato viria a receber oportunidades entre os profissionais do Flamengo em 1960, aos 18 anos de idade. Naquele ano, Gerson figurou entre os titulares da equipe e pôde mostrar o seu bom futebol, sendo chamado para representar a seleção brasileira olímpica nos jogos de Roma. Mesmo sem o título, foi capaz de chamar a atenção do técnico Feola, que por ter trabalhado no Milan e no Boca Juniors indicou sua contratação para esses clubes.

Porém, o jogador recusou as investidas dessas equipes internacionais, assim como a proposta do Bologna, por questões familiares. Atitude correta, pois em 1961, faturou seu primeiro título pela equipe do Flamengo, o Torneio Rio-São Paulo.

No torneio, ele fez uma parceria de sucesso com Jordan, Joel, Henrique e Dida, em uma equipe comandada por Fleitas Solich. Dessa forma, Gerson desempenhou um bom papel e anotou 6 gols na competição, cravando de vez a sua vaga entre os titulares. A partir dali, o jogador teve grandes atuações regadas a jogadas geniais, passes preciosos e golaços.

1963: Polêmica saída para o Botafogo

Em 1963, já como um dos protagonistas do Flamengo, o canhotinha de ouro participou de mais um título pelo clube, o Campeonato Carioca. Porém, nessa conquista, o jogador atuou em apenas 3 de 24 partidas, por conta de um entrevero que teve com o treinador Flavio Costa. O comandante flamenguista queria coloca-lo como ponta esquerda, algo que lhe causou insatisfação e consequentemente o afastamento da equipe titular.

Além dessa polêmica, Gerson machucou gravemente o zagueiro Mauro do juvenil do Flamengo durante um treinamento e começou a se sentir culpado. Por conta desses problemas, o jogador ficou sem clima para continuar no rubro-negro e começou a pensar sobre uma possível saída da equipe. Sabendo disso, o Botafogo agiu rápido e lhe fez uma proposta de 150 mil cruzeiros, um valor recorde naquele período.

Dessa forma, Gerson arrumou as malas e se mudou para General Severiano, após quase 4 anos no Flamengo. Assim, ele encerrava a sua passagem pelo rubro-negro com 153 jogos e 86 gols.

1963 – 1969: O canhotinha de ouro tem seu auge no Botafogo

 

Em sua chegada ao Botafogo, Gerson encontrou logo de cara uma equipe repleta de estrelas capitaneada por Manga, Nilton Santos, Mané Garrincha e Zagallo. Além desses craques, o canhotinha de ouro também formou uma parceria de sucesso com Paulo César Caju, Ferreti e Jarzinho, na famosa segunda geração dourada do Fogão.

Em sua temporada de estreia pelo Botafogo, Gerson logo tomou conta do meio-campo e orquestrou a equipe. Mas, seu primeiro título com o clube aconteceu apenas no ano seguinte, o torneio Rio-São Paulo de 1964, repetindo o feito em 1966. Já em 1967, ele conquistou seu primeiro Campeonato Carioca com a Estrela Solitária, sendo autor de um importante gol na final contra o Bangu.

Gerson voltaria a conquistar o mesmo campeonato no ano seguinte e novamente em mais uma final marcou gol, dessa vez contra o Vasco. Ainda naquela temporada, o jogador faturou um dos títulos mais importantes do Botafogo, a Taça Brasil de 1968. No decorrer da competição, ele comandou o meio-campo e conduziu sua equipe a uma histórica campanha, mas não conseguiu participar dos jogos finais por conta da sua transferência para o São Paulo.

Na época, o tricolor paulista estava investindo pesado para sair de uma fila de títulos e trouxe um pacotão de reforços. Dentre eles estava Gerson, que acabou deixando o Botafogo e que mesmo não ficando para o restante da Taça Brasil, teve todo o seu reconhecimento no título.

Além dos títulos do Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Carioca e Taça Brasil, o canhotinha faturou outras competições menores como a Copa Círculo de Pediodicos Deportivos e o Torneio de Caracas. Assim, a sua passagem pelo clube foi a mais vitoriosa de sua carreira.

Com a camisa do Botafogo, Gerson atuou em 248 jogos e anotou 96 gols.

1969 – 1973: No São Paulo, Gerson mantém pegada vitoriosa

Icônica passagem do Canhotinha de Ouro no São Paulo.

Com o objetivo de tirar o São Paulo de uma fila de 13 anos sem títulos, o então presidente do clube, Laudo Natel, trouxe um pacotão de reforços em 1969. O canhotinha de ouro foi trazido como uma grande contratação, em meio a outros jogadores de peso como Pedro Rocha, Pablo Forlán, Toninho Guerreiro e Edson Cegonha.

Ao lado de tantos craques, Gerson logo se tornou o cérebro da equipe e passou a dar a consistência que o São Paulo precisava. Tanto que suas habilidades de parar o jogo e pensar, deram um pouco mais de tranquilidade a um time tão ansioso por títulos.

O resultado de toda a sua coordenação no meio-campo foi o título paulista para o São Paulo em 1970, tirando o clube do incomodo jejum. O canhotinha de ouro foi essencial em algumas partidas icônicas daquela campanha. Como nas vitórias sobre o Santos de Pelé, Palmeiras de Ademir da Guia e Ponte Preta, na qual deu uma importante assistência para o gol de Toninho Guerreiro. Naquele mesmo ano, Gerson ainda participou da inauguração do Morumbi, um feito e tanto.

No ano seguinte, em 1971, o jogador voltou a atuar e conquistou mais um título paulista com a camisa do São Paulo. Na ocasião, o tricolor conquistava o seu primeiro título da história no estádio do Morumbi, em cima do Palmeiras e Gerson foi um dos responsáveis por isso, em mais um feito histórico de sua carreira.

Apesar de estar jogando em alto nível no São Paulo, o canhotinha resolveu deixar a equipe em 1973, por questões familiares. Sua filha mais nova não estava conseguindo se adaptar ao clima da cidade e então, o jogador pediu para sair.

Em sua brilhante passagem pelo São Paulo, Gerson atuou em 75 jogos e anotou 11 gols.

1973–1974: Antes de parar, o canhotinha de ouro atua por seu time do coração, o Fluminense

Após decretar sua saída do São Paulo, Gerson recebeu uma sondagem do Botafogo, porém ambos não conseguiram fechar acordo. Então, ainda no início de 1973, o Fluminense se encarregou de contratar o jogador, que desde criança tinha amor pelo clube. Assim, o canhotinha de ouro que estava cogitando se aposentar aos 32 anos de idade, adiou a ideia temporariamente.

Logo em seu ano de estreia com o tricolor das laranjeiras, o jogador continuou com sua pegada vencedora e conquistou o Campeonato Carioca. Mesmo não sendo titular absoluto por questões físicas, Gerson atuou ao lado de verdadeiros craques como o goleiro Félix, Toninho, Manfredini, Lula, dentre outros.

Já na temporada seguinte, longe de sua plenitude física e técnica, Gerson aproveitou que estava jogando pouco e resolveu se aposentar cedo, aos 33 anos. A gota d’água para tal decisão, segundo informações, é que o jogador não gostou de ter sido ensinado a bater na bola por seu então treinador, Duque, que nunca havia sido um bom jogador. O canhotinha nega essa versão da história e confirma que realmente deixou o futebol por questões familiares.

Na ocasião, ele teria atendido a um pedido de sua esposa para se dedicar mais à família, tanto que sua aposentadoria já estava sendo planejada. Além disso, o canhotinha viu a chegada de grandes jogadores que formaram a máquina tricolor como Rivellino, Paulo César Caju, Maior Sérgio e Doval, que dificilmente lhe dariam espaço na equipe.

Assim, Gerson encerrou sua passagem pelo Fluminense com 57 partidas jogadas e 4 gols marcados. Naquele mesmo ano, o canhotinha de ouro ainda participou de um último jogo, em homenagem a Pelé, que estava deixando o futebol brasileiro.

O canhotinha de ouro na seleção brasileira

Canhotinha de Ouro como destaque na seleção brasileira.

Gerson iniciou sua trajetória pela seleção brasileira entre os juvenis, com apenas 18 anos de idade, para atuar nos jogos pan-americanos de 1959.  No ano seguinte, participou de outro importante torneio, os jogos olímpicos na Itália, sendo o principal jogador da seleção olímpica, mesmo sem o título. Por sorte, o canhotinha de ouro não havia assinado contrato profissional com o Flamengo, pois apenas jogadores sem vínculo podiam participar dos jogos.

Seu bom futebol apresentado lhe rendeu vaga para a seleção principal em 1961, com estreia em vitória de 1 a 0 sobre o Chile. Já na partida seguinte, Gerson viria a marcar seu primeiro com a amarelinha contra o mesmo adversário.

Esses jogos causaram boa impressão e Gerson só não foi convocado por Aymoré Moreira para a Copa do Mundo de 1962 por conta de uma lesão. Assim, seu primeiro mundial disputado foi em 1966, em fraca campanha do escrete brasileiro, caindo na fase de grupos. O canhotinha atuou apenas na partida contra a Hungria.

Porém, na Copa do Mundo de 1970, Gerson deu a volta por cima e foi importante para a sua seleção na conquista do título. Naquele mundial, ele formou grande parceria com craques como Pelé, Jairzinho, Rivellino, dentre outros.

Após a Copa, Gerson ainda jogou alguns amistosos até se despedir da seleção em 1972, sendo que nesse período ele usou a faixa de capitão em três oportunidades. Dentre elas, em sua última partida, em vitória contra Portugal por 1 a 0.

Assim como nos clubes, o jogador manteve sua veia vencedora também na seleção. Assim, conquistou a Copa do Mundo, Copa Rio Branco, Copa Rocca, Taça Oswaldo Cruz, Taça Bernardo O’Higgins e a Taça Independência.  Dentre tantos títulos, se encerrava a sua passagem de 85 partidas e 19 gols.

Copa do Mundo de 1970: Gerson é essencial na conquista do tri

Em alta no futebol brasileiro, Gerson foi convocado para representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. Ele chegava para atuar em uma forte equipe comandada por verdadeiros craques como Jairzinho, Pelé, Tostão , Rivellino e Carlos Alberto Torres. No meio-campo, a concorrência não era fácil, pois o Brasil contava com Clodoaldo e Piazza.

Assim, mesmo que tenha estreado como titular, o canhotinha de ouro ficou no banco de reservas nas partidas contra Inglaterra e Romênia. Porém, o técnico Zagallo notou sua importância no meio-campo e resolveu coloca-lo entre os titulares novamente na fase mata-mata.

Dessa forma, Gerson tomou conta do meio-campo da seleção canarinho, sendo que em muitas vezes executava um papel de camisa 10. Sob sua batuta, o escrete brasileiro passou por Peru e Uruguai até chegar à decisão contra a Itália.

Foi justamente na grande final que o canhotinha encantou o mundo, pois obteve uma atuação de gala. Na vitória por 4 a 1, Gerson deu um passe impressionante para Pelé e ajudou a construir um dos gols, além de ter marcado um golaço de fora da área. Com tamanho desempenho e importância naquela Copa, o meia foi eleito o segundo melhor jogador da competição, atrás apenas de Pelé.

Carreira pós-aposentadoria

Gerson comemorando gol do Botafogo enquanto trabalhava na rádio transamérica.

Após deixar os gramados, o canhotinha de ouro não quis deixar o futebol e dessa forma passou a trabalhar como comentarista. Ele aproveitou a alcunha de papagaio, por sempre comentar o jogo dentro de campo e passou a fazer disso sua profissão.

Seu primeiro contrato foi com a rádio Tupi, assim que encerrou sua carreira como jogador. Em seguida, Gerson teve uma passagem duradoura na rádio Globo nos anos 1980, participando de algumas transmissões também na televisão. Já na década de 1990, se mudou para a TV Bandeirantes e fez uma parceria de sucesso ao lado do narrador Januário de Oliveira.

Nos anos posteriores, o canhotinha ainda passou por importantes rádios que cobrem o futebol brasileiro, como a Jovem Pan e a Transamérica do Rio de Janeiro, além da antiga Bradesco Esportes. Atualmente, Gerson atua como comentarista na Super Rádio Tupi, também na capital carioca, sendo marcado por seus comentários fortes e contundentes.  Em meio à pandemia, também possui um estúdio em casa e fala sobre futebol em seu canal do Youtube.

Fora dos microfones, Gerson possui um projeto chamado “Instituto Canhotinha de Ouro”, que dá assistência básica a crianças carentes, além de inseri-las no futebol. Sua ONG foi criada em 2001, em Niterói, sua cidade natal, contendo mais de 3 mil participantes e inscritos no momento.

Lei de Gerson: a propaganda e a repercussão negativa

Em 1976, já afastado do futebol, Gerson aceitou fazer uma propaganda de cigarros da marca “Vila Rica”. Na época, o canhotinha de ouro era um fumante compulsivo e dessa forma, ele seria o garoto propaganda ideal para o produto.

Na propaganda, Gerson dizia o seguinte texto: Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!

Na época muitas pessoas interpretaram essa propaganda de maneira equivocada e a associaram ao famigerado “jeitinho brasileiro” e à corrupção como uma maneira de levar vantagem, assim como foi falado por Gerson. Dessa forma, foi popularizada a famosa “Lei de Gerson”, em alusão a esse comercial e denotando a situação em que se quer vantagem em cima dos outros.

Contudo, Gerson não gostou nenhum um pouco da repercussão do comercial e criticou duramente todos aqueles que o associam com o famoso “jeitinho brasileiro”. Em diversas entrevistas, o ex-jogador se defende contra qualquer associação de seu nome com alguma maneira de levar vantagem indevidamente. Curiosamente, o canhotinha de ouro abandonou o cigarro e além de querer se desvincular dessa propaganda, quis levar uma vida mais saudável.

 

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