Alex de Souza

Meia-armador, Meia-atacante
1015 Jogos Oficiais
17 Títulos Oficiais
414 Gols Marcados
Alex de SouzaBrasil - Curitiba - Paraná
Nascimento 13 de setembro de 1977
Falecimento -
Apelidos Menino de Ouro, Talento Azul, Alex Cabeção
Carreira Incío: (1995) Coritiba
Término: (2014) Coritiba
Características Altura: 1,76 m
Canhoto
Posição / Outras posições Meia-atacante / Meia armador / Meio-campista
Libertadores

1999

Melhor jogador da América (Rei da América)

1999, 2003

bola de ouro

2003

Bola de prata

2003

Perfil / Estilo do jogador

Camisa 10 clássico, daqueles que nos fazem sentir saudade dos tempos áureos do futebol brasileiro, Alex era capaz de articular o jogo a favor de sua equipe, mas também de desmontar defesas adversárias e marcar verdadeiros golaços. Até porque, além de ter um passo preciso, o meia também tinha velocidade, qualidade em seus dribles e uma finalização precisa. Inclusive, por conta disso, se tornou um grande goleador, marcando mais de 400 gols na carreira, sendo muitos deles de falta. Hoje em dia, são raros os jogadores que possuem essa qualidade, ainda mais nessa função.

Categoria de base

Data Clube    
1990-1995 Coritiba    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1995–1997 / 2012-2014 Coritiba 209 70
1997–2000 / 2001 / 2002 Palmeiras 241 78
2000 Flamengo 12 3
2001/ 2003-2004 Cruzeiro 121 64
2004–2012 Fenerbahçe 378 185

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1998-2005 Brasil 49 12

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Palmeiras Copa Mercosul 1998
Palmeiras Copa do Brasil 1998
Palmeiras Libertadores da América 1999
Palmeiras Torneio Rio-São Paulo 2000
Cruzeiro Campeonato Brasileiro 2003
Cruzeiro Copa do Brasil 2003
Cruzeiro Campeonato Mineiro 2003, 2004
Fenerbahçe Campeonato Turco 2004–05, 2006–07, 2010–11
Fenerbahçe Supercopa da Turquia 2007, 2009
Fenerbahçe Copa da Turquia 2011-12
Coritiba Campeonato Paranaense 2013

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa América 1999, 2004

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Revelação do Campeonato Paranaense 1995 Coritiba
Artilheiro da Copa Mercosul 1998 Palmeiras
Rei da América 1999, 2003 Palmeiras / Cruzeiro
Bola de Prata (Revista Placar) 2003 Cruzeiro
Bola de Ouro (Revista Placar) 2003 Cruzeiro
Calçada da Fama do Mineirão 2009 Cruzeiro
Melhor jogador do campeonato Turco 2005, 2007, 2010 Fenerbahçe
Artilheiro do Campeonato Turco 2007 Fenerbahçe
Líder de Assitências da Liga dos Campeões 2007-08 Fenerbahçe
Chuteira de Ouro do Campeonato Paranaense 2013 Coritiba
Craque do Campeonato Paranaense 2013 Coritiba

Desempenho

0,40
Média
Gols por jogo
0,89
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
3
Passe
5
Controle de Bola
4
Drible
4
Velocidade
4
Técnica
5
Finalização
5
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
1

Biografia

Alex de Souza: Um dos últimos grandes meias do futebol brasileiro

Alex de Souza: Um dos melhores jogadores brasileiro nos anos 1990 e 2000.

Clássico camisa 10, Alex de Souza, ou simplesmente Alex, era um verdadeiro craque no meio campo, pois pensava o jogo como poucos e distribuía passes milimétricos. Além disso, ele ainda reunia outras qualidades, como velocidade, capacidade de driblar e uma finalização impecável que o consagrou como artilheiro. Tanto que em sua carreira, chegou a anotar mais de 400 gols, superando números de muitos atacantes.

Dono de toda essa habilidade, começou sua carreira como jogador pelo Coritiba, onde se tornou um dos maiores ídolos da história. Ao sair da equipe, também se tornou ídolo do Palmeiras, onde faturou a Libertadores de 1999 e do Cruzeiro, onde fez uma incrível temporada em 2003.

Fora do Brasil, o meia foi construiu sua carreira no Fenerbahçe da Turquia, onde não foi apenas um dos maiores ídolos, mas sim o maior da história. Isso porque, atuou pela equipe durante 9 temporadas e colecionou diversos títulos, como por exemplo, o tricampeonato turco. Assim, Alex é praticamente um “Deus” para os torcedores do clube, que mal podem ouvir falar em seu nome e já se emocionam.

Dessa forma, o meia é considerado sem sombra de dúvidas, um dos principais jogadores brasileiros dos anos 1990 e 2000. Mas mesmo assim, nunca foi convocado para uma Copa do Mundo, sendo que em 2002, a sua não convocação chamou ainda mais atenção. Apesar disso, ainda conseguiu faturar dois títulos pela seleção brasileira, sendo eles a Copa América dos anos de 1999 e 2004.

Seja entre sucessos ou fracassos, Alex sempre manteve o seu jeito sincero de ser, falando o que pensa e se manifestando contra aquilo que achava errado. Algo que incomodou a muitos dirigentes de clubes por onde passou e também da seleção brasileira.

Infância, histórico e inspirações

Ainda jovem na base do Coritiba.

Alexsandro de Souza nasceu no dia 14 de setembro de 1977, na cidade de Curitiba, capital do Paraná, mas passou a infância no município de Colombo, na grande Curitiba. Desde cedo, começou a tomar gosto pelo futebol e passou a bater bola com os amigos, tanto na rua, quanto nos campos perto de casa. Então, em 1986, quando tinha apenas 9 anos de idade, foi convidado por um amigo para participar de uma peneira no Coritiba.

Seu talento logo impressionou os profissionais da base do clube, que quiseram contar com o seu futebol. Porém, o Coritiba não tinha categoria de base para abrigar um jogador tão novo e por isso, o emprestou para jogar futebol de salão na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil).

Por lá, o pequeno craque se destacou e retornou à base do Coritiba em 1990, quando havia completado 12 anos. Mas, sua passagem nas categorias de base do clube não foi nada fácil, pois Alex mal recebia dinheiro para custear as suas viagens com o time, muito menos um salário. Por conta disso, ainda permaneceu por mais um tempo na AABB, enquanto atuava nos juniores do Coxa, a fim de se sustentar financeiramente.

Porém, mesmo com essas dificuldades, o jovem jogador mostrou todo o seu talento na base do clube e subiu ao time principal em 1995. Inspirado em Zico, seu maior ídolo, Alex finalmente pôde entrar em campo como profissional do time em que ele aprendeu a torcer e a amar.

1995–1997: Em pouco tempo, o jovem Alex de Souza se torna ídolo do Coritiba

Ao observar o jovem talentoso que vinha das categorias de base, o técnico Paulo César Carpegiani logo deu oportunidade a Alex de Souza. Dessa forma, o craque estreou no time profissional do Coritiba em abril de 1995, com apenas 17 anos, em uma função diferente, como atacante. Mas, com a camisa 9, ele logo mostrou que suas habilidades eram mais semelhantes a de um meia. Tanto que em sua estreia, logo deu uma assistência em vitória por 3 a 1 sobre o Iraty, pelo Campeonato Paranaense.

Assim, o técnico Carpegiani logo observou esse detalhe e deslocou o jogador para a meia esquerda. Assim, Alex passou a se destacar ainda mais com a camisa do Coritiba e inclusive, anotou o seu primeiro gol como profissional em junho daquele ano, em goleada por 4 a 0 contra o Matsubara. Dessa forma, ele foi eleito a grande revelação do Campeonato Paranaense de 1995 e recebeu a alcunha de “Menino de Ouro”.

Ainda no mesmo ano, o meia foi essencial para ajudar o seu time rumo ao acesso para a série A da temporada seguinte. Tanto que na última rodada da segunda divisão, Alex anotou um golaço de fora da área e deu uma assistência em vitória por 3 a 0 contra o rival Atlético Paranaense.

Em 1996, já na primeira divisão nacional, o seu talento passou a ser ainda mais visado pelas grandes equipes do futebol brasileiro. Sabendo disso, no início de 1997, o Coritiba lhe deu um aumento salarial, a camisa 10 e a faixa de capitão. Cheio de moral, mesmo sem ter faturado títulos, não demorou muito para que o meia recebesse duas importantes ofertas, sendo elas dois rivais Palmeiras e Corinthians.

1997–2000: Alex aceita o Palmeiras e se torna ídolo do clube

Alex de Souza em sua icônica passagem pelo Palmeiras.

Com duas propostas em cima da mesa, Alex de Souza tinha a opção de se transferir para Palmeiras ou Corinthians. Na ocasião, as duas equipes fizeram ofertas bem parecidas, mas o meia optou pelo Alviverde. Até porque, era naquela equipe em que ele teria mais chances de jogar, pois o forte elenco de 1996 havia se desmanchado, ainda mais com as saídas de Djalminha e Rivaldo.

Então, com apenas 19 anos, Alex chegava ao Palmeiras da Parmalat para brigar por espaço em uma equipe em transição. Tanto que junto com ele chegaram o atacante Oséas e o meia Zinho, ambos sob o comando de Luís Felipe Scolari. Sendo que antes o elenco já contava com jogadores importantes como o goleiro Veloso, Roque Júnior, Galeano e Euller.

Mas, mesmo em meio a grandes estrelas, Alex conquistou o seu espaço na equipe e se tornou titular absoluto. Inclusive, em sua primeira temporada pelo Palmeiras, ajudou o time a chegar à grande decisão do Campeonato Brasileiro contra o Vasco. Porém, mesmo com dois empates em 0 a 0, os cariocas levaram o título, por conta da melhor campanha na primeira fase.

Então, ao se destacar no vice-campeonato do Palmeiras em 1997, o meia começou a carregar mais responsabilidades na equipe em 1998. Tanto que passou a ser mais bem marcado pelos adversários, sumindo em alguns jogos, o que lhe rendeu críticas da torcida e do técnico Felipão.

Esse fato deixou Alex com sangue nos olhos e logo ele deu a volta por cima ao conquistar a Copa Mercosul e a Copa do Brasil do mesmo ano. Sendo que na competição continental, o meia foi artilheiro com 6 gols e eleito melhor jogador.

1999: Eleito “Rei da América” e Campeão da Libertadores!

Mesmo em temporada espetacular em 1998, o auge de Alex no Palmeiras seria na temporada seguinte. Tanto que naquele ano ele foi artilheiro do Campeonato Paulista e se tornou essencial na conquista da Libertadores já ao lado de ídolos como Marcos, Paulo Nunes e César Sampaio.

Na competição continental, o meia fez aquilo que ele sempre soube fazer de melhor, ao anotar importantes assistências e gols. Inclusive, dois de seus tentos foram anotados justamente contra o Vasco, detentor do título do torneio, em vitória por 4 a 2 no jogo de volta das oitavas de finais. Os outros dois foram marcados sobre o River Plate, também em partida de volta, no Parque Antártica, dessa vez na semifinal, em vitória por 3 a 0.

Após o título conquistado sobre o América de Cali, Alex foi eleito o melhor jogador da América do Sul pelo jornal El País em 1999. Para coroar aquele ano, só faltou o título do Mundial de Clubes, competição na qual o Palmeiras perdeu a final para o Manchester United por 1 a 0. Naquele jogo, o meia havia anotado um gol legal que foi mal anulado pela arbitragem.

Já na temporada seguinte, Alex ainda conquistou o Torneio Rio-São Paulo e chegou a mais uma final de Libertadores, perdendo para o Boca Juniors. Após a decisão, o elenco alviverde passou por um desmanche e a sua fragmentada relação com a Parmalat estava próxima do fim. Assim, o clube não conseguiu manter seu camisa 10 e o negociou com o Parma.

De volta para duas breves passagens

Porém, após uma passagem não muito bem sucedida pelo Parma, o camisa 10 retornou por empréstimo em 2001, para ser destaque alviverde mais uma vez. Tanto que ajudou sua equipe a chegar à semifinal da Libertadores daquele ano, sendo eliminado mais uma vez pelo Boca Juniors, em jogo polêmico.

Alex ainda voltou ao clube para uma terceira passagem em 2002, quando marcou um gol antológico contra o São Paulo em pleno Morumbi.  No lance, ele deu um chapéu em cima do zagueiro Emerson e do goleiro Rogério Ceni. Esse que para muitos é o gol mais bonito de sua carreira e um dos mais bonitos da história. Pouco depois, o meia teve que retornar à Itália para se reapresentar ao Parma e resolver algumas pendências.

Assim, se encerrou a sua terceira e última passagem pelo Palmeiras, clube no qual se tornou um dos maiores ídolos. Em 241 jogos, o meia anotou 78 gols e distribuiu 56 assistências.

2000–2002: No Parma, Alex de Souza passa mais tempo sendo emprestado

Em junho de 2000, Alex de Souza se apresentou ao Parma da Itália, clube que contava com grande investimento da Parmalat. Na época, os italianos investiram um alto valor em sua contratação, um total de 16 milhões de dólares. Porém, apesar do investimento, o técnico da equipe, Alberto Malesani, disse que não iria contar com o jogador.

Dessa forma, Alex passou o seu período no Parma sendo emprestado por várias vezes, jogando pela equipe em apenas 5 partidas, com 2 gols marcados. Assim, sua primeira passagem entre empréstimos foi no Flamengo, ainda em 2000. Mas, em meio a um time desorganizado, o jogador não se adaptou e jogou apenas 12 jogos, com 3 gols marcados.

Em 2001, foi emprestado para o Palmeiras, onde foi vice-campeão da Libertadores. No mesmo ano, retornou ao Parma e por ficar sem jogar, acertou com o Cruzeiro. Mas, nessa sua primeira passagem pelo clube, o meia mal conseguiu entrar em campo por questões contratuais. Isto porque o jogador entrou na justiça contra o clube italiano, por causa de atrasos salariais e achou que estaria livre para assinar com outro clube, mesmo que por empréstimo. Porém, o Parma alegou que tal transação era ilegal e exigiu a reapresentação do meia. Por conta desse imbróglio, antes do inicio da temporada de 2002, Alex foi dispensado pelo Cruzeiro.

Ainda em 2002, o camisa 10 retornou para a sua terceira e última passagem pelo Palmeiras. Foi naquele mesmo ano, em que ele resolveu as suas pendencias com o Parma. Na ocasião, o então diretor da equipe, o lendário Arrigo Sachi, reconheceu o erro que foi cometido com Alex e assim jogador e clube se acertaram.

2002–2004: Em definitivo, o camisa 10 chega ao Cruzeiro para se tornar ídolo

Alex de Souza como ídolo do Cruzeiro.

Após acertar sua rescisão contratual com o Parma, Alex de Souza teve que repensar a sua carreira. Na época, o jogador estava propenso em aceitar uma proposta do Grêmio, mas a ligação de um velho conhecido mudou tudo.

Vanderlei Luxemburgo, técnico que o treinou no Palmeiras no início de 2002, queria a sua contratação pelo Cruzeiro. Porém, o nome de Alex era muito rejeitado na toca da raposa, pois muitos creditaram a sua primeira passagem apagada no clube a deficiências técnicas. Sabendo disso, o professor Luxemburgo bancou a vinda do jogador, lutando contra tudo e contra todos.

Assim, o meia chegava ao Cruzeiro com contrato válido pelos três últimos meses de 2002. Então, Alex tinha pouco tempo para provar que tinha condições de renovar com o clube e se tornar aquele verdadeiro craque que muitos conheciam.

E foi isso que ele realmente fez, tanto que ao se destacar no final de 2002, teve o seu contrato renovado com o time celeste. Decisão mais do que acertada, pois em 2003 Alex foi o principal jogador do clube em meio à conquista da tríplice coroa. Na ocasião, o meia faturou junto com a equipe Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Em meio a essas conquistas, ele contou com grandes parcerias, como a do atacante Aristizabal, a qual considera a mais bem sucedida de sua carreira. Além disso, Alex ainda foi companheiro de outros importantes jogadores como o atacante Márcio Nobre, o meia Maldonado, o goleiro Gomes e os zagueiros Cris e Edu Dracena.

Então, ao ser campeão da Copa América de 2004, o meia acertou a sua ida para o Fenerbahçe da Turquia. Dessa forma, a sua gloriosa passagem pelo Cruzeiro teve um fim, com 121 jogos, 64 gols e 61 assistenciais.

2003: O melhor ano da carreira de Alex

Sem sombra de dúvidas, o ano de 2003 é considerado o melhor da carreira de Alex, porque o jogador faturou a famosa tríplice coroa pelo Cruzeiro. Mas, ele não apenas conquistou Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão, como também foi o grande protagonista dessas conquistas.

No Campeonato Mineiro, o meia distribuiu 9 assistenciais e anotou 9 gols, sendo dois deles na final contra o rival Atlético Mineiro. Já na Copa do Brasil, o camisa 10 marcou 6 gols e deu 9 assistenciais, anotando inclusive, um golaço de letra na final contra o Flamengo. E por fim, no Brasileirão, seu auge na temporada, balançou as redes 23 vezes e deu 15 assistências, marcando ainda 5 gols em um mesmo jogo, contra o Bahia.

Com tamanho feito na competição nacional, a primeira em pontos corridos, Alex ajudou o Cruzeiro a bater a meta de incríveis 100 pontos ganhos. Dessa forma, ele foi eleito Bola de Ouro e Bola de Prata do Campeonato Brasileiro e ainda por cima Rei da América. Assim, o jogador se tornou ídolo do clube e ainda recebeu a alcunha de “talento azul”.

2004–2012: Alex de Souza chega ao Fenerbahçe para se tornar um “Deus”

Consolidado no Brasil, Alex de Souza recebeu uma proposta irrecusável do Fenerbahçe da Turquia, num total de 4 milhões de euros. Então, a fim de se realizar financeiramente e de dar a volta por cima na Europa, o meia aceitou tal oferta.

Em sua primeira temporada, 2004-05, Alex já mostrava que essa sua segunda passagem na Europa seria diferente da mal-fadada passagem pelo Parma. Tanto que faturou o título do Campeonato Turco logo de cara e foi o vice-artilheiro da competição, sendo o maior responsável pela conquista. Assim, o meia começava uma dinastia com o Fenerbahçe, deixando para trás o rival Galatasaray, que vinha dominando o futebol turco na época.

Dois anos depois, na temporada 2006-07, o camisa 10 teve uma grata surpresa, pois Zico, seu ídolo de infância, chegou ao Fenerbahçe como treinador. Além dessa motivação, Alex ainda recebeu a faixa de capitão, algo raro para um estrangeiro em um time turco. Dessa forma, o clube faturou mais um título do campeonato nacional.

Apesar de importantes conquistas na equipe, Alex continuou surpreendo com a camisa do Fenerbahçe. Tanto que em 2007-08, foi o principal responsável pela melhor campanha da história do clube na Liga dos Campeões, ao chegar nas quartas de finais. Inclusive, na competição, o meia foi o líder de assistências, com 6 passes para gol.

Naquele ano, Alex renovou o seu contrato com a equipe, mesmo recebendo propostas de equipes como Borussia Dortmund e Benfica. O carinho da torcida do Fenerbahçe, fez com que o camisa 10 permanecesse no time.

Assim, ele ainda conquistou mais um título turco em 2010-11 e ainda se tornou artilheiro da competição, com 19 gols. Assim, Alex se tornava um “Deus” para a torcida do Fenerbahçe.

Saída conturbada do Fenerbahçe e apoio da torcida

Tudo parecia caminhar muito bem para Alex na equipe turca, tanto que em 2012, ele bateu o recorde de números de gol na Liga, num total de 140. Além disso, foi homenageado pela torcida do clube, com uma estatua em frente ao estádio Şükrü Saraçoğlu. Porém, com a chegada do técnico Aykut Kocaman, o clima para o jogador dentro no time, mudou de maneira radical.

O novo treinador tentava tirar Alex da equipe, para que ele não batesse o recorde de artilheiro da história da liga. Até porque o próprio Aykut era o detentor desse recorde, no período em que jogava pelo Fenerbahçe.

Mas o técnico não obteve sucesso em tirar esse recorde do camisa 10 e ainda causou muita revolta na torcida ao afastar o meia. Em meio a essa situação, Alex não ficou calado e foi reclamar com o presidente do clube. Porém, o mandatário disse para o jogador acatar as ordens do treinador ou deixar a equipe. Com personalidade forte, escolheu a segunda opção.

De maneira melancólica, se encerrava a carreira de Alex no Fenerbahçe, clube do qual ele mais tempo jogou na carreira. Inclusive, enquanto esteve na equipe, ele teve a companhia de importantes jogadores, como os atacantes Deivid e Dirk Kuyt , os zagueiro Lugano e Edu Dracena, o meia Raúl Meireles, dentre outros.

Assim, em 2012, Alex deixou o clube como o maior ídolo da história. Status merecido, já que colecionou muitos títulos importantes com a equipe, como o tricampeonato turco, a Supercopa da Turquia de 2007 e 2009 e também a Copa da Turquia de 2011-12.Além dos destaques coletivos, o meia obteve importantes conquistas individuais além da artilharia da liga, sendo também eleito três vezes o melhor jogador da competição, em 2005, 2007 e 2010.

Enfim, no total de seus 378, o craque anotou 185 gols e deu 162 assistências.

2013–2014: Retorno ao Coritiba para se aposentar

Já em final de carreira, aos 35 anos, Alex de Souza se apresentou ao Coritiba para ter seus últimos momentos como profissional. Mas, apesar da idade avançada, o camisa 10 esbanjou um bom futebol e ainda faturou seu único título usando o manto do Coxa.

O meia foi o principal responsável na conquista do Campeonato Paranaense daquela temporada, ao marcar 15 gols na competição. Inclusive, ao balançar as redes tantas vezes, conseguiu a artilharia da competição e faturou a chuteira de ouro. Sendo que dois de seus gols foram justamente na grande decisão contra o rival Atlético Paranaense, em vitória por 3 a 1.

No Campeonato Brasileiro daquele ano, Alex também não fez feio e anotou 12 gols na competição, sendo o artilheiro do Coritiba. Foi justamente nessa época, que ele anotou o seu gol de número 400, em vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Ainda naquele mesmo ano, o jogador ainda ajudou a criar o “Bom Senso Futebol Clube”, a fim de ajudar atletas a lutar por seus direitos em relação ao calendário do futebol.

No ano seguinte, em 2014, o meia ainda ajudou o Coxa a escapar da zona de rebaixamento. Então, ao final da temporada, com sua missão cumprida, Alex anunciou a sua aposentadoria aos 37 anos de idade. Ele que foi eleito por muitos como um dos maiores ídolos da história do clube e a maior revelação das categorias de base, à frente de jogadores como o lateral Rafinha e o zagueiro Miranda.

Portanto, em suas duas passagens pelo Coritiba, o jogador atuou em 209 jogos, anotou 70 gols e deu 58 assistências.

Alex de Souza na seleção brasileira

O meia com a camisa da seleção brasileira.

A trajetória de Alex de Souza na seleção brasileira se iniciou em 1997, ao participar do mundial sub-20. Na competição, o meia foi o principal destaque brasileiro, ao anotar 4 gols, sendo que 3 deles foram em goleada épica por 10 a 0 contra a Bélgica. Mas, apesar de seu bom desempenho, o Brasil caiu nas quartas de finais contra a Argentina.

Com bom desempenho nas seleções sub-20, em 1998, após a Copa do Mundo da França, o meia foi convocado para a seleção brasileira principal pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Assim, Alex logo participou da conquista da Copa América e fez parte da campanha do vice-campeonato da Copa das Confederações, ambas em 1999.

Nos anos posteriores, ele participou da Copa América de 2001, com eliminação brasileira nas quartas de finais e foi constantemente convocado para as eliminatórias. Dessa forma, a sua convocação para a Copa do Mundo de 2002 era muito esperada, até porque o meia era destaque no Palmeiras. Mas, para a surpresa de muitos, o jogador não foi convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari.

Mesmo com essa decepção, Alex deu a volta por cima e foi o principal jogador na conquista da Copa da América de 2004. Além disso, vinha mantendo bom desempenho no futebol turco, sendo o principal jogador do Fenerbahçe. Porém, mesmo assim, a frustração se repetiu: o meia foi preterido pelo técnico Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo de 2006. Na ocasião, o treinador não enxergava um espaço para o jogador em meio ao quadrado mágico, que contava com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano.

Assim, o último jogo de Alex na seleção brasileira foi em outubro de 2005, em vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, pelas eliminatórias. Ao final daquele confronto, o meia encerrou a sua trajetória pelo escrete brasileiro com 49 partidas realizadas, 12 gols e 11 assistências.

A grande decepção: não-convocação para a Copa do Mundo de 2002

Alex de Souza e a decepção da não convocação para a Copa do Mundo de 2002.

Entre as Copas de 1998 e 2010, o nome de Alex de Souza foi especulado na convocação da seleção brasileira, por conta de seu bom desempenho em clubes. Mas, o jogador nunca esteve tão próximo de ser convocado, quanto em 2002, no auge de sua carreira.

Inclusive, o treinador da seleção naquela época era Luís Felipe Scolari, com quem já trabalhou em sua vitoriosa passagem no Palmeiras. Não bastasse isso, o jogador já vinha sendo convocado pelo técnico nas eliminatórias. E quando teve um imbróglio com o Parma, o meia ainda se consultou com o treinador, para saber qual seria a melhor opção para jogar, a fim de ter mais chances de disputar o mundial.

Na época, Felipão indicou que a melhor escolha seria o próprio Palmeiras, dessa forma, tudo indicava que o jogador seria convocado. Porém, às vésperas do mundial, o treinador convocou o jovem meia Kaká, o que já deixou Alex um pouco preocupado. Foi então, que as suspeitas do camisa 10 foram confirmadas e Scolari o deixou de fora da convocação.

Magoado, Alex já confessou em algumas entrevistas, que não torceu pela seleção brasileira naquela Copa do Mundo. Não apenas ele, mas muitas pessoas também acharam injusta a sua não convocação.

Copa América 2004: conquista como capitão da seleção em cima da sua maior rival

Após do episódio negativo em 2002, Alex de Souza voltou a ser convocado por Parreira para a Copa América de 2004, em uma espécie de seleção alternativa. Até porque os jogadores brasileiros mais badalados daquela época foram poupados.

Junto com Alex, outros bons jogadores que pouco eram convocados, receberam a oportunidade de representar a seleção brasileira. Com exceção de Adriano, Luís Fabiano, Edu Gaspar, Renato, Diego e Dudu Cearense foram alguns desses atletas.

Em meio a esses notáveis jogadores, Alex se tornou o grande destaque, sendo inclusive, o capitão do escrete brasileiro na Copa América. Como líder do time, o meia conduziu a seleção canarinho ao título da competição. Entre as suas atuações mais marcantes, uma foi contra o México nas quartas de finais, ao marcar um gol em goleada por 4 a 0 e a outra foi na final contra a Argentina, quando deu uma assistência.

Inclusive, contra os argentinos, o título veio sob muito suor, em final histórica, com gol de empate brasileiro já no final da partida e vitória nos pênaltis.

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

O último jogo de Alex de Souza como jogador profissional foi em dezembro de 2014, na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano, em vitória do Coritiba por 3 a 2 sobre o Bahia. Em março de 2015, o Palmeiras organizou uma partida em sua homenagem, no Allianz Parque. Na ocasião, foram convidados atletas que estiveram ao seu lado em sua trajetória com a camisa alviverde.

Em maio do mesmo ano, Alex também foi homenageado pelo Cruzeiro em mais uma partida de despedida, dessa vez no Mineirão. Naquele jogo, também estiveram ao seu lado, grandes jogadores do Cruzeiro na campanha de 2003. De quebra, o eterno camisa 10, ainda recebeu mais uma homenagem do clube, ao colocar seus pés no hall da fama do Mineirão.

Fora dos gramados, o ex-jogador foi trabalhar como comentarista da ESPN ainda em 2015. Por lá, ele permaneceu até 2020 para ingressar em sua carreira como treinador.

A fim de se preparar para essa nova função, Alex começou a fazer o curso de treinadores da CBF, que foi concluído ainda em 2020. No mesmo ano, o ex-meia foi trabalhar no time sub-17 do Coritiba, procurando obter mais experiência. Até que no início de 2021, ele aceitou a oferta para ser treinador da equipe sub-20 do São Paulo.

 

 

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