Alex de Souza

Meia-armador, Meia-atacante
1015 Jogos Oficiais
17 Títulos Oficiais
414 Gols Marcados
Alex de Souza Brasil - Curitiba - Paraná
Nascimento 13 de setembro de 1977
Falecimento -
Apelidos Menino de Ouro, Talento Azul, Alex Cabeção
Carreira Incío: (1995) Coritiba
Término: (2014) Coritiba
Características Altura: 1,76 m
Canhoto
Posição / Outras posições Meia-atacante / Meia armador / Meio-campista
Libertadores

1999

Melhor jogador da América (Rei da América)

1999, 2003

bola de ouro

2003

Bola de prata

2003

Perfil / Estilo do jogador

Camisa 10 clássico, daqueles que nos fazem sentir saudade dos tempos áureos do futebol brasileiro, Alex era capaz de articular o jogo a favor de sua equipe, mas também de desmontar defesas adversárias e marcar verdadeiros golaços. Até porque, além de ter um passo preciso, o meia também tinha velocidade, qualidade em seus dribles e uma finalização precisa. Inclusive, por conta disso, se tornou um grande goleador, marcando mais de 400 gols na carreira, sendo muitos deles de falta. Hoje em dia, são raros os jogadores que possuem essa qualidade, ainda mais nessa função.

Categoria de base

Data Clube    
1990-1995 Coritiba    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1995–1997 / 2012-2014 Coritiba 209 70
1997–2000 / 2001 / 2002 Palmeiras 241 78
2000 Flamengo 12 3
2001/ 2003-2004 Cruzeiro 121 64
2004–2012 Fenerbahçe 378 185

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1998-2005 Brasil 49 12

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Palmeiras Copa Mercosul 1998
Palmeiras Copa do Brasil 1998
Palmeiras Libertadores da América 1999
Palmeiras Torneio Rio-São Paulo 2000
Cruzeiro Campeonato Brasileiro 2003
Cruzeiro Copa do Brasil 2003
Cruzeiro Campeonato Mineiro 2003, 2004
Fenerbahçe Campeonato Turco 2004–05, 2006–07, 2010–11
Fenerbahçe Supercopa da Turquia 2007, 2009
Fenerbahçe Copa da Turquia 2011-12
Coritiba Campeonato Paranaense 2013

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa América 1999, 2004

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Revelação do Campeonato Paranaense 1995 Coritiba
Artilheiro da Copa Mercosul 1998 Palmeiras
Rei da América 1999, 2003 Palmeiras / Cruzeiro
Bola de Prata (Revista Placar) 2003 Cruzeiro
Bola de Ouro (Revista Placar) 2003 Cruzeiro
Calçada da Fama do Mineirão 2009 Cruzeiro
Melhor jogador do campeonato Turco 2005, 2007, 2010 Fenerbahçe
Artilheiro do Campeonato Turco 2007 Fenerbahçe
Líder de Assitências da Liga dos Campeões 2007-08 Fenerbahçe
Chuteira de Ouro do Campeonato Paranaense 2013 Coritiba
Craque do Campeonato Paranaense 2013 Coritiba

Desempenho

0,40
Média
Gols por jogo
0,89
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
3
Passe
5
Controle de Bola
4
Drible
4
Velocidade
4
Técnica
5
Finalização
5
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
1

Biografia

Alex de Souza: Um dos últimos Camisa 10 RAIZ!

Alex de Souza: Um dos melhores jogadores brasileiro nos anos 1990 e 2000.

Clássico camisa 10, daqueles tempos em que o futebol era considerado mais romântico e amador, Alex de Souza, ou simplesmente Alex, foi um verdadeiro craque do meio de campo. Por todas as equipes que passou, no Brasil ou no exterior, caso do Fenerbahçe, da Turquia, onde é considerado um Deus. Pensava o jogo como poucos, e distribuía como um craque. Ver Alex em ação, era esperar um futebol dinâmico, onde a bola rola com muita qualidade, sempre na busca pelo gol, fora com as jogadas que só um jogador lendário poderia tirar da cartola. Para finalziar toda essa qualidade, Alex também era goleador como poucos, tanto é que,  ao longo de sua carreira chegou a anotar mais de 400 gols – superando números de muitos atacantes destacados.

Começou sua carreira no time de coração, o Coritiba, onde se tornaria um dos maiores ídolos na história do Coxa. De lá, e ainda jovem, aos 19 anos de idade, partiu para um gigante do futebol brasileiro, a SE Palmeiras onde logo conseguiria destaque, se mostrando como uma dos jogadores mais promissores de sua estrelada geração.

 

Início de Alex: Infância, histórico e inspirações!

Ainda jovem na base do Coritiba.

Alexsandro de Souza nasceu no dia 14 de setembro de 1977, na cidade de Curitiba, capital do Paraná. Passou a infância no município de Colombo, na grande Curitiba, e desde cedo começou a tomar gosto e mostrar qualidade no futebol. Jogando nas ruas, em 1986 – com apenas 9 anos de idade – foi convidado por um amigo para participar de uma peneira no Coritiba.

O talento daquele jovem franzino e canhoto, logo impressionou os profissionais da base do clube. Porém, naquele período o Coxa não disponibilizava de categoria de base para abrigar um jogador tão novo. A solução foi colocar ele para jogar futebol de salão na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil).

Formação de criança se dá no futebol de salão

E foi jogando no futebol de salão, hoje comumente chamado de Futsal, que o pequeno craque continuaria se destacando, além de ser a base de sua formação. Retornaria à base do Coritiba no ano de 1990, assim que completou 12 anos. Ainda assim, e já sob olhares, a sua passagem nas categorias de base do Coxa não foi nada fácil, já que Alex mal recebia para custear as suas viagens com o time, ele que era de uma família muito simples. Por conta disso, permaneceu por mais tempo na AABB, enquanto atuava nos juniores do Coritiba – a fim de se sustentar e ajudar a família financeiramente.

E mesmo com essas dificuldades, o jovem chegaria ao time principal em 1995, inspirado pelo seu grande ídolo de infância, Zico, grande crauqe do Flamengo e do futebol brasileiro nos anos 1990.

 

Menino de Ouro: Em 1995 estreia no Coritiba entre os profissionais

Podemos dizer que Alex de Souza deu “sorte” ao subir para os profissionais do Coritiba. Como técnico que lhe daria as primeiras oportunidades, ninguém menos do do que Paulo César Carpegiani, que na década anterior jogou e atuou junto de Zico, no auge do craque e daquele Flamengo, campeão de tudo, no início dos anos 1980.  O craque estrearia no time profissional do Coritiba em abril de 1995, com apenas 17 anos. Ali, nesta estreia, atuaria como atacante. E, nesta estreia, com a camisa 9, ele logo mostrou que suas habilidades eram mais semelhantes a de um meia, um camisa 10 nato. Tanto é quem, nesta partida de estreia logo deu uma assistência em vitória por 3 a 1 sobre o Iraty, em partida válida pelo Campeonato Paranaense.

Deslocado por Carpegiani para a meia esquerda, Alex de Souza passaria a ter ainda maior destaque com a camisa do Coxa, inclusive não demorou para anotar o seu primeiro gol como profissional. Em junho daquele mesmo ano, anotou o seu em goleada por 4 a 0 contra o Matsubara/PR. Ele seria eleito a revelação do Campeonato Paranaense de 1995, recebendo a alcunha de “Menino de Ouro”.

1995-1997: Em pouco tempo se tornaria ídolo do Coxa

Ainda naquela mesma temporada, em 1995, o meia seria essencial para ajudar o clube a retornar e conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro da Série A. Como lembrança daquela competição, e para finalizar com chave de ouro, na última rodada da Série B de 1995, Alex anotaria um golaço, de fora da área, além de contribuir com uma assistência, na vitória por 3 a 0 contra o arqui-rival Atlético Paranaense.

Em 1996, já na primeira divisão nacional, o seu talento passou a ser ainda mais visado pelas grandes equipes do futebol brasileiro. Sabendo disso, no início de 1997, o Coritiba lhe deu um aumento salarial, a Camisa 10 e a faixa de capitão. Cheio de moral, mesmo sem ter faturado títulos, não demorou muito para que o meia recebesse importantes ofertas. Entre elas, de dois rivais: SE Palmeiras e SC Corinthians.

 

Em 1997, Alex de Souza aceita proposta do Palmeiras

Alex de Souza em sua icônica passagem pelo Palmeiras.Com as duas propostas em cima da mesa, Alex de Souza tinha a opção de se transferir para dois dos maiores times do período no Brasil:  Palmeiras ou Corinthians. Na ocasião, os dois clubes fizeram ofertas bem parecidas, mas o meia acabou optando pelo clube Alviverde, até porque, na sua visão seria naquela equipe onde teria maiores chances de atuar. O avassalador Palmeiras de 1996 havia se desmanchado com saídas de jogadores como Djalminha e Rivaldo, ambos que, em tese, Alex teria que disputar uma posição.

Com apenas 19 anos, e uma das grandes promessas do futebol brasileiro, Alex chegava a um período vencedor do Palmeiras/Parmalat para brigar por espaço em uma equipe em transição. Junto com ele chegaram outros reforços como o atacante Oséas, vindo em busca de confirmação do Athlético/PR, além do já ídolo e consagrado Zinho. Ambos para serem comandados por Luís Felipe Scolari. Além deles, o clube já contava com nomes importantes como o goleiro Veloso, Roque Júnior, Galeano e Euller.

Primeira temporada com o vice-brasileiro

E mesmo em meio a jogadores mais experientes, Alex de Souza garantiu uma vaga na equipe para logo se tornar um titular “quase” incontestável. Na sua primeira temporada pelo Palmeiras, o meia ajudou o time a chegar à grande decisão do Campeonato Brasileiro de 1997. Contra o Vasco da Gama de um inspirado Edmundo “Animal”, ainda assim, perderam o título após uma decisão que terminou com dois jogos e dois empates por 0 a 0. Alex não conseguiu brilhar naquelas finais, e os cariocas levaram o título por conta da melhor campanha na competição.

E, ao se destacar no vice-campeonato brasileiro em 1997, o meia começou a já carregar maiores responsabilidades na equipe para a temporada seguinte, de 1998. Tanto é que foi um período também de adaptação para o jovem craque. Melhor marcado pelos adversários, Alex de Souza sentiu maiores dificuldades e começaram a surgir as primeiras críticas de torcida, imprensa e do técnico Felipão. Para muito o meia sumia por determinados momentos da partida.

As críticas Alex usou como estímulo e, logo em 1998, conquistaria os primeiros títulos com a camisa alviverde: a Copa Mercosul e a Copa do Brasil. Sendo que, na competição continental, o meia seria o artilheiro com 6 gols, além de escolhido como melhor jogador do torneio.

 

Campeão da Libertadores 1999 e Eleito “Rei da América”!

Mesmo após uma excelente temporada de 1998, o auge de Alex de Souza e daquele Palmeiras se daria no ano seguinte, com a conquista da sonhada Copa Libertadores pelo Verdão. Naquele ano, ele ainda seria artilheiro do Campeonato Paulista e se consagraria na história do Palmeiras ao lado de Marcos, Paulo Nunes, Zinho, Júnior, Arce, César Sampaio, entre tantos outros.

Na competição continental, o meia fez aquilo que ele sempre soube fazer de melhor. Deu importantes assistências e anotou importantes gols. Inclusive, dois de seus gols naquela competição foram justamente contra o então campeão de 1998, Vasco da Gama, pelas oitavas de final, em vitória por 4 a 2 no jogo de volta. Os outros dois gols seriam marcados sobre os argentinos do River Plate, também em partida de volta, no Parque Antártica, dessa vez na semifinal da Libertadores, em vitória por 3 a 0.

 

 

Mundial de Clubes 1999:
Tem gol analuado e são derrotados pelo Manchester United!

Após o título conquistado sobre o América de Cali, Alex foi eleito o melhor jogador da América do Sul pelo jornal El País em 1999. Para coroar uma ano mágico para o meia e o Verdão, no final de 1999 teria a oportunidade de levar o título do Mundial de Clubes, porém, teriam pela frente o Manchester United, comandados pelo mítico Alex Fergunson. A derrota por 1 a 0, a torcida palmeirense ainda veria anularem um gol do meia.

Na temporada seguinte, Alex de Souza conquistou o Torneio Rio-São Paulo e também conduziria o Verdão para mais uma final de Copa Libertadores da América, agora sendo derrotados para o Boca Juniors de outro craque, Riquelme. Após a derrota na decisão, o elenco alviverde passou por um desmanche, vendo a relação com a Parmalat também próxima do fim. Dessa maneira o clube não conseguiu manter seu camisa 10 que acabou negociado com o Parma.

 

Alex e Palmeiras: Retorno para mais duas breves passagens

Após passagem não bem sucedida no Parma, Alex de Souza retornaria ao Palmeiras por mais duas oportunidades, sempre por empréstimo. Em 2001 foi novamente destaque, de um clube já sem grandes investimentos, mas que chegou a semifinal da Copa Libertadores 2001, sendo eliminado mais uma vez pelo Boca Juniors, em polêmico e histórico confronto.

Alex ainda voltou ao clube para sua terceira e última passagem no Palmeiras em 2002. Foi nesse retorno que marcaria o antológico gol contra o São Paulo, de Rogério Ceni,  em pleno Estádio do Morumbi. No lance, ele deu um chapéu para cima do zagueiro Emerson e de Rogério. Com uma carreira recheda de gols bonitos, aara muitos esse é o seu gol mais bonito. Pouco depois, o meia teve que retornar à Itália para se reapresentar ao Parma e resolver pendências jurídicas.

Pelo Palmeiras teria passagem marcante, escrevendo o primeiro capítulo de uma história entre os grandes. Em 241 jogos disputados, o meia anotou 78 gols com 56 assistências.

 

Parma 2000–2002: Alex passa mais tempo sendo emprestado

Em junho de 2000, Alex de Souza se apresentou ao Parma da Itália, clube que vivia um dos melhores momentos de sua história, com grandes investimentos da Parmalat, então também parceira do Verdão. Na época, os italianos investiram alto valor na sua contratação, com um total de 16 milhões de dólares. Apesar do investimento, o técnico da equipe no período, Alberto Malesani, disse que não iria contar com o jogador.

Dessa forma, Alex passou todo o seu período no Parma sendo emprestado. Na equipe italiana jogou em apenas 5 oportunidades, com 2 gols marcados. Seu primeiro empréstimo seria para o CR Flamengo, ainda em 2000. Com muitas estrelas e muitos problemas extracampo, esteve em campo por apenas 12 jogos, com 3 gols marcados.

Após passar pelo Palmeiras em 2001, no mesmo ano retornou ao Parma e, por ficar sem jogar, acertaria com o Cruzeiro, onde teria a primeira e rápida passagem pelo time Celeste, sem conseguir entrar muito em campo. Alex havia entrado na justiça contra o clube italiano por conta de atrasos salariais. Achou que estaria livre para assinar com outro clube, mesmo que por empréstimo. Porém, o Parma alegou que tal transação era ilegal e exigiu a reapresentação do meia. Por conta do imbróglio, antes do inicio da temporada de 2002, Alex acabou dispensado pelo Cruzeiro.

Ainda em 2002, após retornar para a terceira e última passagem pelo Palmeiras, seria no mesmo ano que resolveria as pendências com o Parma. Na ocasião, o então diretor da equipe, o lendário Arrigo Sachi, reconheceu o erro que foi cometido com Alex e, assim, jogador e clube se acertaram.

 

Em 2002, Alex aceita proposta de Luxemburgo

Após acertar sua rescisão contratual com o Parma, Alex de Souza teve que repensar a sua carreira. Em baixa após passagens pouco constantes e rodando por muitos clubes, o meia precisava de um lugar para encontrar o equilíbrio novamente. Na época ficou propenso em aceitar uma proposta do Grêmio, mas a ligação de um velho conhecido mudou tudo.

Vanderlei Luxemburgo, técnico que já o conhecia principalmente da seleção brasileira, onde trabalharam juntos entre 1998 e 2000, também vivia momento de reconstrução na carreira após diversos escândalos, inclusive na seleção. Luxemburgo pediu a sua contratação para o Cruzeiro, porém, o nome de Alex era rejeitado por conta de sua primeira na Toca da Raposa. Sabendo disso, Vanderlei Luxemburgo bancou a vinda do jogador, lutando contra tudo e contra todos. O meia chegou ao Cruzeiro com contrato válido pelos três últimos meses de 2002, com pouco tempo para provar que tinha condições de renovar com o clube e mostrar que ainda era o craque que todos conheciam.

Alex inicia trajetória estrelada na Celeste Azul

Ao se destacar no final de 2002, Alex de Souza teve o seu contrato renovado com o Cruzeiro. Decisão mais do que acertada já que na temporada seguinte, em 2003, o meia voltaria a brilhar, agora como nunca, sedno o principal jogador no futebol brasileiro, levando o time celeste a conquista da Tríplice Coroa. Na ocasião, em 2003 o meia faturou com o Cruzeiro o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

Cruzeiro de Alex em 2003!

Em meio a essas conquistas, ele contou com grandes parcerias em um histórico time, com a base formada por: Gomes, Maurinho (Maicon), Edu Dracena, Cris (Luisão) e Leandro; Maldonado, Augusto Recife (Felipe Melo), Zinho (Wendel) e Alex de Souza; Deivid (Márcio Nobre) e Aristizábal (Mota).

Com uma passagem fulminante pelo Cruzeiro, em 121 jogos, com 65 gols e 61 assistências, após ser campeão da Copa América 2004 com a seleção brasileira, Alex de Souza acertou sua ida para o Fenerbahçe da Turquia.

 

No Futebol Brasileiro:
Em 2003, Alex de Souza tem o melhor ano da carreira

Sem sombra de dúvidas, o ano de 2003 é considerado o melhor na carreira de Alex de Souza atuando no futebol brasileiro. Além de conquistar a Tríplice Coroa pelo Cruzeiro, ele foi o protagonista em todas as conquistas.

  • – Campeonato Mineiro 2003: o meia distribuiu 9 assistênciais, tendo anotado outros 9 gols. Sendo dois deles na final contra o arqui-rival Atlético Mineiro.
  • – Copa do Brasil 2003: o camisa 10 marcou 6 gols e deu 9 assistenciais. Anotou um golaço de letra na partida final, contra o Flamengo.
  • – Campeonato Brasileiro 2003: Já no Brasileirão, seu grande auge na temporada, Alex de Souza balançou as redes por 23 vezes, com outras 15 assistências. Uma das grandes partidas foi contra o Bahia, quando fez 5 gols.

Com tamanho feito na competição nacional, a primeira em pontos corridos, Alex ajudou o Cruzeiro a bater a meta de incríveis 100 pontos ganhos. Dessa forma, ele foi eleito Bola de Ouro e Bola de Prata do Campeonato Brasileiro e ainda por cima Rei da América. Assim, o jogador se tornou ídolo do clube e ainda recebeu a alcunha de “talento azul”.

 

Fenerbahçe 2002: Alex de Souza chega para se tornar “Deus”

Consolidado no Brasil, Alex de Souza recebeu uma proposta irrecusável do Fenerbahçe da Turquia, num total de 4 milhões de euros. Então, a fim de se realizar financeiramente e de dar a volta por cima na Europa, o meia aceitou tal oferta.

Em sua primeira temporada, 2004-05, Alex já mostrava que essa sua segunda passagem na Europa seria diferente da mal-fadada passagem pelo Parma. Tanto que faturou o título do Campeonato Turco logo de cara e foi o vice-artilheiro da competição, sendo o maior responsável pela conquista. Assim, o meia começava uma dinastia com o Fenerbahçe, deixando para trás o rival Galatasaray, que vinha dominando o futebol turco na época.

Dois anos depois, na temporada 2006-07, o camisa 10 teve uma grata surpresa, pois Zico, seu ídolo de infância, chegou ao Fenerbahçe como treinador. Além dessa motivação, Alex ainda recebeu a faixa de capitão, algo raro para um estrangeiro em um time turco. Dessa forma, o clube faturou mais um título do campeonato nacional.

Apesar de importantes conquistas na equipe, Alex continuou surpreendo com a camisa do Fenerbahçe. Tanto que em 2007-08, foi o principal responsável pela melhor campanha da história do clube na Liga dos Campeões, ao chegar nas quartas de finais. Inclusive, na competição, o meia foi o líder de assistências, com 6 passes para gol.

Naquele ano, Alex renovou o seu contrato com a equipe, mesmo recebendo propostas de equipes como Borussia Dortmund e Benfica. O carinho da torcida do Fenerbahçe, fez com que o camisa 10 permanecesse no time.

Assim, ele ainda conquistou mais um título turco em 2010-11 e ainda se tornou artilheiro da competição, com 19 gols. Assim, Alex se tornava um “Deus” para a torcida do Fenerbahçe.

 

Fenerbahçe 2012: Tem saída conturbada e apoio da torcida

Tudo parecia caminhar muito bem para Alex na equipe turca, tanto que em 2012, ele bateu o recorde de números de gol na Liga, num total de 140. Além disso, foi homenageado pela torcida do clube, com uma estatua em frente ao estádio Şükrü Saraçoğlu. Porém, com a chegada do técnico Aykut Kocaman, o clima para o jogador dentro no time, mudou de maneira radical.

O novo treinador tentava tirar Alex da equipe, para que ele não batesse o recorde de artilheiro da história da liga. Até porque o próprio Aykut era o detentor desse recorde, no período em que jogava pelo Fenerbahçe.

Mas o técnico não obteve sucesso em tirar esse recorde do camisa 10 e ainda causou muita revolta na torcida ao afastar o meia. Em meio a essa situação, Alex não ficou calado e foi reclamar com o presidente do clube. Porém, o mandatário disse para o jogador acatar as ordens do treinador ou deixar a equipe. Com personalidade forte, escolheu a segunda opção.

De maneira melancólica, se encerrava a carreira de Alex no Fenerbahçe, clube do qual ele mais tempo jogou na carreira. Inclusive, enquanto esteve na equipe, ele teve a companhia de importantes jogadores, como os atacantes Deivid e Dirk Kuyt , os zagueiro Lugano e Edu Dracena, o meia Raúl Meireles, dentre outros.

Assim, em 2012, Alex deixou o clube como o maior ídolo da história. Status merecido, já que colecionou muitos títulos importantes com a equipe, como o tricampeonato turco, a Supercopa da Turquia de 2007 e 2009 e também a Copa da Turquia de 2011-12.Além dos destaques coletivos, o meia obteve importantes conquistas individuais além da artilharia da liga, sendo também eleito três vezes o melhor jogador da competição, em 2005, 2007 e 2010.

Enfim, no total de seus 378, o craque anotou 185 gols e deu 162 assistências.

 

2013: Retorna ao Coritiba para se aposentar

Já em final de carreira, aos 35 anos, Alex de Souza se apresentou ao Coritiba para ter seus últimos momentos como profissional. Mas, apesar da idade avançada, o camisa 10 esbanjou um bom futebol e ainda faturou seu único título usando o manto do Coxa.

O meia foi o principal responsável na conquista do Campeonato Paranaense daquela temporada, ao marcar 15 gols na competição. Inclusive, ao balançar as redes tantas vezes, conseguiu a artilharia da competição e faturou a chuteira de ouro. Sendo que dois de seus gols foram justamente na grande decisão contra o rival Atlético Paranaense, em vitória por 3 a 1.

No Campeonato Brasileiro daquele ano, Alex também não fez feio e anotou 12 gols na competição, sendo o artilheiro do Coritiba. Foi justamente nessa época, que ele anotou o seu gol de número 400, em vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Ainda naquele mesmo ano, o jogador ainda ajudou a criar o “Bom Senso Futebol Clube”, a fim de ajudar atletas a lutar por seus direitos em relação ao calendário do futebol.

2014: Encerra uma carreira vitoriosa

No ano seguinte, em 2014, o meia ainda ajudou o Coxa a escapar da zona de rebaixamento. Então, ao final da temporada, com sua missão cumprida, Alex anunciou a sua aposentadoria aos 37 anos de idade. Ele que foi eleito por muitos como um dos maiores ídolos da história do clube e a maior revelação das categorias de base, à frente de jogadores como o lateral Rafinha e o zagueiro Miranda.

Portanto, em suas duas passagens pelo Coritiba, o jogador atuou em 209 jogos, anotou 70 gols e deu 58 assistências.

 

Seleção Brasileira:
Faltou uma participação em Copa do Mundo!

A trajetória de Alex de Souza na seleção brasileira se iniciou em 1997, ao participar do mundial sub-20. Na competição, o meia foi o principal destaque brasileiro, ao anotar 4 gols, sendo que 3 deles foram em goleada épica por 10 a 0 contra a Bélgica. Mas, apesar de seu bom desempenho, o Brasil caiu nas quartas de finais contra a Argentina.

Com bom desempenho nas seleções sub-20, em 1998, após a Copa do Mundo da França, o meia foi convocado para a seleção brasileira principal pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Assim, Alex logo participou da conquista da Copa América e fez parte da campanha do vice-campeonato da Copa das Confederações, ambas em 1999.

Nos anos posteriores, ele participou da Copa América de 2001, com eliminação brasileira nas quartas de finais e foi constantemente convocado para as eliminatórias. Dessa forma, a sua convocação para a Copa do Mundo de 2002 era muito esperada, até porque o meia era destaque no Palmeiras. Mas, para a surpresa de muitos, o jogador não foi convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari.

Mesmo com essa decepção, Alex deu a volta por cima e foi o principal jogador na conquista da Copa da América de 2004. Além disso, vinha mantendo bom desempenho no futebol turco, sendo o principal jogador do Fenerbahçe. Porém, mesmo assim, a frustração se repetiu: o meia foi preterido pelo técnico Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo de 2006. Na ocasião, o treinador não enxergava um espaço para o jogador em meio ao quadrado mágico, que contava com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano.

Assim, o último jogo de Alex na seleção brasileira foi em outubro de 2005, em vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, pelas eliminatórias. Ao final daquele confronto, o meia encerrou a sua trajetória pelo escrete brasileiro com 49 partidas realizadas, 12 gols e 11 assistências.

 

A não-convocação para a Copa do Mundo 2002

Alex de Souza e a decepção da não convocação para a Copa do Mundo de 2002.

Entre as Copas de 1998 e 2010, o nome de Alex de Souza foi especulado na convocação da seleção brasileira, por conta de seu bom desempenho em clubes. Mas, o jogador nunca esteve tão próximo de ser convocado, quanto em 2002, no auge de sua carreira.

Inclusive, o treinador da seleção naquela época era Luís Felipe Scolari, com quem já trabalhou em sua vitoriosa passagem no Palmeiras. Não bastasse isso, o jogador já vinha sendo convocado pelo técnico nas eliminatórias. E quando teve um imbróglio com o Parma, o meia ainda se consultou com o treinador, para saber qual seria a melhor opção para jogar, a fim de ter mais chances de disputar o mundial.

Na época, Felipão indicou que a melhor escolha seria o próprio Palmeiras, dessa forma, tudo indicava que o jogador seria convocado. Porém, às vésperas do mundial, o treinador convocou o jovem meia Kaká, o que já deixou Alex um pouco preocupado. Foi então, que as suspeitas do camisa 10 foram confirmadas e Scolari o deixou de fora da convocação.

Magoado, Alex já confessou em algumas entrevistas, que não torceu pela seleção brasileira naquela Copa do Mundo. Não apenas ele, mas muitas pessoas também acharam injusta a sua não convocação.

 

Como capitão: Alex de Souza conquista a Copa América 2004!

Após do episódio negativo em 2002, Alex de Souza voltou a ser convocado por Parreira para a Copa América de 2004, em uma espécie de seleção alternativa. Até porque os jogadores brasileiros mais badalados daquela época foram poupados.

Junto com Alex, outros bons jogadores que pouco eram convocados, receberam a oportunidade de representar a seleção brasileira. Com exceção de Adriano, Luís Fabiano, Edu Gaspar, Renato, Diego e Dudu Cearense foram alguns desses atletas.

Em meio a esses notáveis jogadores, Alex se tornou o grande destaque, sendo inclusive, o capitão do escrete brasileiro na Copa América. Como líder do time, o meia conduziu a seleção canarinho ao título da competição. Entre as suas atuações mais marcantes, uma foi contra o México nas quartas de finais, ao marcar um gol em goleada por 4 a 0 e a outra foi na final contra a Argentina, quando deu uma assistência.

Inclusive, contra os argentinos, o título veio sob muito suor, em final histórica, com gol de empate brasileiro já no final da partida e vitória nos pênaltis.

 

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria:

O último jogo de Alex de Souza como jogador profissional foi em dezembro de 2014, na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano, em vitória do Coritiba por 3 a 2 sobre o Bahia. Em março de 2015, o Palmeiras organizou uma partida em sua homenagem, no Allianz Parque. Na ocasião, foram convidados atletas que estiveram ao seu lado em sua trajetória com a camisa alviverde.

Em maio do mesmo ano, Alex também foi homenageado pelo Cruzeiro em mais uma partida de despedida, dessa vez no Mineirão. Naquele jogo, também estiveram ao seu lado, grandes jogadores do Cruzeiro na campanha de 2003. De quebra, o eterno camisa 10, ainda recebeu mais uma homenagem do clube, ao colocar seus pés no hall da fama do Mineirão.

Fora dos gramados, o ex-jogador foi trabalhar como comentarista da ESPN ainda em 2015. Por lá, ele permaneceu até 2020 para ingressar em sua carreira como treinador.

A fim de se preparar para essa nova função, Alex começou a fazer o curso de treinadores da CBF, que foi concluído ainda em 2020. No mesmo ano, o ex-meia foi trabalhar no time sub-17 do Coritiba, procurando obter mais experiência. Até que no início de 2021, ele aceitou a oferta para ser treinador da equipe sub-20 do São Paulo.

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