Paulo Isidoro

Meia-armador, Meio campista, Ponta-esquerda
825 Jogos Oficiais
15 Títulos Oficiais
176 Gols Marcados
Paulo IsidoroBrasil - Matozinhos - MG
Nascimento 02 de agosto de 1953
Falecimento -
Apelidos Tiziu, Passarinho
Carreira Início: (1973) Atlético Mineiro
Término: (1997) Planaltina
Características Altura: 1,68 m
Destro
Posição / Outras posições Ponta-esquerda / Meia-atacante / Meio-campista
bola de ouro

1981

Bola de prata

1976, 1981, 1983

Perfil / Estilo do jogador

Dono de um talento poucas vezes visto, Paulo Isidoro esbanjou bom futebol pelas equipes por onde passou, se tornando um dos jogadores mais habilidosos das décadas 1970 e 1980. Rápido pelos lados do campo, atuava com velocidade digna de deixar qualquer defesa adversária pelo caminho, além de possui dribles que davam dor de cabeça aos zagueiros e cruzamentos precisos que consagraram vários atacantes. No meio-campo, utilizou de sua boa qualidade de passe para se tornar um grande arquiteto nas jogadas de ataque dos times que representou.

Categoria de base

Data Clube    
1972-1973 Atlético Mineiro    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1973-1979 / 1984-1987 Atlético Mineiro 399 98
1974-1975 Nacional 7 5
1980-1983 Grêmio 173 49
1983-1985 Santos 130 20
1987 XV de Jaú 0 0
1987-1988 Guarani 12 0
1988-1990 Cruzeiro 67 1
1991 Inter de Limeira 0 0
1992 Valeriodoce 4 0
1997 Ji-Paraná 1 0
1997 Planaltina 0 0

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1977-1983 Brasil 36 3

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Nacional Campeonato Amazonense 1974
Atlético Mineiro Campeonato Mineiro 1976, 1978, 1979, 1985, 1986
Atlético Mineiro Taça Minas Gerais 1975, 1976, 1979, 1986
Atlético Mineiro Copa dos Campeões da Copa Brasil 1978
Grêmio Campeonato Brasileiro 1981
Santos Campeonato Paulista 1984

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Taça da Inglaterra 1981
Taça da França 1981

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Bola de Ouro 1981 Grêmio
Bola de Prata 1976, 1981, 1983 Atlético Mineiro / Grêmio / Santos

Desempenho

0,22
Média
Gols por jogo
0,75
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
3
Passe
4
Controle de Bola
4
Drible
4
Velocidade
4
Técnica
4
Finalização
3
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
2

Biografia

Paulo Isidoro: Craque de futebol alegre, ídolo de Atlético/MG e Grêmio, além de 12º jogador da seleção de 1982

Paulo Isidoro: ídolo de Grêmio e Atlético Mineiro.

Dono de um talento puro, Paulo Isidoro foi um dos jogadores mais habilidosos do futebol brasileiro nas décadas de 1970 e 1980. Como um clássico ponta de lança, exprimiu toda a sua qualidade pelos lados do campo com cruzamentos precisos, dribles desconcertantes e muita velocidade. Sendo inclusive, capaz de combinar rápidas jogadas de ataque com seus companheiros, deixando a defesa adversária para trás. Inclusive, sua qualidade de passe ainda lhe permitiu jogar como meia em algumas ocasiões.

Com esse futebol alegre, começou sua carreira no Atlético MG, clube no qual se destacou e colecionou 5 títulos estaduais. Participando parcialmente, do histórico elenco hexacampeão mineiro, ao lado de Toninho Cerezo e Reinaldo, artilheiro que ajudou a consagrar com várias assistências. Seu desempenho atuando pela equipe ainda lhe rendeu o Prêmio Bola de Prata do Campeonato Brasileiro de 1978.

Ao deixar o Galo, o jogador rumou para o Grêmio, equipe onde conseguiu ser ainda mais decisivo. Pois foi o grande destaque do título brasileiro de 1981, faturando ainda a Bola de Ouro daquela edição da competição. Conquistaria ainda mais uma Bola de Prata do torneio em 1983, já vestindo a camisa do Santos FC.

Suas brilhantes passagens nessas equipes lhe deram credencial para representar a seleção brasileira, fazendo parte inclusive, do forte elenco da Copa de 1982. Competição na qual atuou como reserva, mas mesmo nessa condição, era considerado como uma espécie de 12° jogador, tamanha sua importância.

Curiosamente, seu nome ainda serviu de apelido para outro jogador nacionalmente conhecido.  Alex Sandro Santana de Oliveira, que se destacou por sua passagem pelo Palmeiras campeão brasileiro de 1993, também ficou conhecido como Paulo Isidoro, por causa de sua semelhança física com o ídolo de Atlético Mineiro e Grêmio.

Infância, histórico e inspirações

Paulo Isidoro de Jesus nasceu no dia 03 de agosto de 1953, em Matozinhos, pequena cidade do interior mineiro a 30 quilômetros da capital. Em seus primeiros anos, logo começou a se interessar pelo futebol e cultivar o seu amor pelo Atlético Mineiro por conta da influência de seu pai. Não demorando muito em jogar as suas primeiras peladas, algo que fazia após um longo dia de trabalho, limpando currais de gados.

A partir dali, o garoto de apenas 8 anos começou a participar de equipes amadoras de Minas Gerais, como o Cruzeirinho de Matozinhos. Logo depois, se mudou para Belo Horizonte, pois seus pais buscavam melhores condições de vida na cidade. Por lá, passou a atuar nos juvenis de outro time amador, o Ideal do Bairro das Graças.

Na capital mineira, enquanto batia uma bola, sua inspiração vinha direto das ondas do rádio, que naquela época narrava os grandes feitos de Pelé. Com isso, o Rei do Futebol logo se tornaru o seu maior ídolo dentro do esporte e de outros tantos garotos que respiravam futebol.

Com tamanha inspiração, Paulo Isidoro continuou jogando nos campos de terra do futebol amador, até receber um convite inusitado em 1972. Na ocasião, o presidente do Ideal disse ao jovem jogador que um olheiro do Atlético Mineiro estava de olho em alguns atletas da pequena equipe. Isidoro estava entre eles e ao mostrar o seu bom futebol em uma partida pelo campeonato amador, foi convidado para jogar nos juvenis de seu time do coração.

Como meia, aos 19 anos, passou a integrar a base do Atlético Mineiro e logo na estreia impressionou ao marcar 5 gols pelo campeonato juvenil. Esse feito chamou a atenção do lendário treinador Telê Santana, que o convidou para treinar na equipe profissional.

Apelidos Tiziu e Passarinho: porque e como surgiram?

Ao chegar nos juvenis do Atlético Mineiro, além de ser um grande destaque técnico, Paulo Isidoro logo passou a ter um bom relacionamento com seus companheiros. Em clima de descontração, não demorou muito para que ele recebesse alguns apelidos de seus colegas, que o marcaram durante a carreira.

Tiziu, um passarinho preto e arredio, muito comum na América do Sul, inclusive no Brasil, foi o primeiro apelido recebido pelo jogador. De vez em quando, Paulo também era chamado de passarinho, justamente em referência à própria ave.

1973–1979: Paulo Isidoro veste as cores do Atlético Mineiro, seu time do coração

Ao se destacar entre os juvenis, Paulo Isidoro foi convidado por Telê Santana para treinar entre os profissionais do Atlético Mineiro. Porém, a necessidade da equipe era por um centroavante e logo o jogador foi deslocado do meio-campo para atuar nessa função.  Mas não impressionou e logo foi emprestado para o Nacional do Amazonas em 1974, clube que possuía um convênio com o Galo.

Na equipe amazonense, Paulo Isidoro não conseguiu se destacar e mesmo com o Atlético querendo renovar o empréstimo, ele foi devolvido. Então, em 1975, ano de seu primeiro título estadual, o jogador retornou ao clube, tendo uma nova chance de mostrar seu valor.

Ainda sob o comando de Telê Santana e deslocado para a função de ponta de lança, o passarinho enfim conseguiu alçar seus primeiros voos no Galo. A partir dali, ele foi conquistando seu espaço como titular da equipe, ao lado de outros craques como Toninho Cerezo, Reinaldo e o jovem meia-atacante Marcelo Oiveira (atualmente técnico de futebol).

Junto com esses jogadores, em 1976, faturou mais um título mineiro, além de ter conquistado a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro daquele ano. Justamente por ter sido peça fundamental das principais jogadas de ataque de uma equipe que chegou até a semifinal da competição, parando no forte Internacional.

Mas, o jogador nunca esteve tão próximo do título brasileiro com o Galo quanto em 1977, ano em que a equipe chegou à decisão. Na ocasião, os atleticanos foram derrotados pelo São Paulo após empate em 0 a 0 no jogo derradeiro e disputa de penalidades. Sendo que, naquela partida, Paulo Isidoro atuou apenas no segundo tempo, após ter ficado no banco por conta de alguns desentendimentos com o seu então treinador, Barbatana.

Em 1978, o craque atleticano ainda conquistaria mais um título mineiro, ajudando o clube no histórico hexacampeonato.

1980–1983: Paulo Isidoro atinge o auge da carreira no Grêmio

No início de 1980, em uma troca envolvendo Éder Aleixo, Paulo Isidoro chegava ao Grêmio para entrar em uma nova fase de sua carreira. Na época, o presidente do Atlético Mineiro, Elias Kalil, queria reforçar o ataque de sua equipe e se aproveitou da relação desgastada de Éder Aleixo com a diretoria gremista. Assim, propôs uma troca do atacante por Paulo Isidoro, jogador que o tricolor gaúcho tinha interesse há tempos.

Além disso, Paulo Isidoro já havia recusado uma proposta de 6 milhões de dólares do Monterrey do México, pois não gostaria de deixar sua família. Dessa forma, o seu destino com o Grêmio já estava traçado e sua ida ao clube foi uma das melhores coisas que lhe aconteceu.

Até porque, logo de cara, o jogador conduziu o Grêmio em uma boa campanha até a terceira fase do Campeonato Brasileiro de 1980. Porém, o seu auge estaria por vir na temporada seguinte, no primeiro título brasileiro da equipe gremista.

Na competição nacional, que aconteceu em 1981, Paulo Isidoro foi o principal jogador na vitoriosa campanha do Grêmio. Tanto que anotou dois gols decisivos no jogo de ida da grande final contra o São Paulo, no Olímpico. Além disso, ele ainda fez com que outros jogadores como Baltazar, Tarcísio e Oldair também brilhassem no ataque. Como resultado disso, o craque gremista conquistou a Bola de Prata e a Bola de Ouro daquela edição do Brasileirão.

Porém, apesar de muitas alegrias no Grêmio, o jogador teve uma baixa na equipe em 1982, após ser muito criticado pelo título perdido da Copa do Mundo daquele ano. Desanimado, pensou em parar, mas resolveu se transferir para o Santos em 1983, sequer disputando Libertadores e Mundial pelo Imortal Tricolor. Assim, deixou a equipe após 173 jogos e 49 gols.

1981: Paulo Isidoro recebe a Bola de Ouro

Paulo Isidoro recebe a Bola de Ouro de 1981.

Sem sombra de dúvidas, o ano de 1981 foi o melhor de Paulo Isidoro como jogador, até porque, ele faturou o seu principal título da carreira, o do Campeonato Brasileiro. Mas, além de ter levantando a taça, o jogador foi o principal condutor de sua equipe até a grande decisão da competição. Ainda por cima, marcou os dois gols que garantiram a vitória gremista sobre o São Paulo pelo placar de 2 a 1 no jogo de ida da final.

Por conta desses feitos, Paulo Isidoro recebeu o prêmio Bola de Ouro da revista PLACAR, como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Deixando para trás, outros grandes craques como Zico, Roberto Dinamite e Mário Sérgio.

1983–1984: O recomeço no Santos vice-campeão brasileiro

Passagem pelo Santos em meio a grande elenco.

Ao deixar o Grêmio, Paulo Isidoro recebeu propostas de Santos e Fluminense em 1983. Entre as duas equipes, o jogador optou pelo time da baixada santista, justamente por acreditar que o clima do Rio de Janeiro não seria dos melhores após a derrota no mundial de 1982.

Assim, Paulo Isidoro chegou para jogar em um time que já contava com outros bons jogadores no sistema ofensivo. Como por exemplo, Serginho Chulapa, seu companheiro da Copa do Mundo de 1982 e Pita, um dos maiores ídolos da história santista.

Ao lado desses craques, Paulo Isidoro conseguiu levar o time do Santos até a grande decisão do Campeonato Brasileiro de 1983. Em dois jogos contra o Flamengo de Zico, o Peixe bem que venceu a partida de ida no Morumbi, pelo placar de 2 a 1. Porém, na volta, dentro do Maracanã, os rubro-negros atropelaram e venceram por 3 a 0.

Mas, mesmo sendo derrotado na final do Campeonato Brasileiro com a camisa do Santos, Paulo Isidoro não deixou a equipe com as mãos abandando. Até porque, conquistou a Bola de Prata da competição em 1983 e o título paulista de 1984, quando foi peça fundamental da equipe.

Por conta de sua boa passagem pelo Peixe, o jogador recebeu uma oferta para retornar o Atlético Mineiro, o que o deixou balançado. Assim, com o coração falando mais alto, Paulo Isidoro retornou à Minas Gerais e deixou o Santos após 130 jogos e 20 gols marcados.

1984-1987: Segunda passagem pelo Galo com mais um título estadual

A história vencedora de Isidoro no Atlético Mineiro teve um segundo capítulo. Em 1984, o jogador retornou à equipe . Tal volta ainda lhe rendeu o título do Campeonato Mineiro de 1986, o seu quarto e último da competição estadual.

Assim, somando suas duas passagens, Paulo Isidoro colecionou títulos pelo time do Galo. Até porque, além de 4 títulos mineiros, o jogador ainda conquistou a Copa dos Campeões da Copa Brasil em 1978 e a Taça Minas Gerais nos anos de 1975, 1976, 1979 e 1986. Sem contar os seus impressionantes números individuais que somam 98 gols em 399 jogos, o tornando um dos grandes ídolos da história do Atlético Mineiro.

1988–1991: Passagens curtas por diversos clubes até encerrar a carreira

Após a sua segunda passagem pelo Atlético Mineiro, Paulo Isidoro rodou por algumas equipes do futebol brasileiro até se aposentar. Em 1988, foi contratado pelo Guarani, mas no clube campineiro, atuou em apenas 12 partidas e saiu sem marcar gols, mas conseguiu ser vice-campeão paulista.

Ao deixar Campinas, o jogador teve uma breve passagem pelo XV de Jaú em 1989, mas sequer entrou em uma partida oficial com a camisa do clube. Ainda no mesmo ano, passou a vestir as cores do Cruzeiro e mesmo com receio de uma rejeição por parte da torcida, por ter sido ídolo do rival Atlético Mineiro, ele foi bem aceito. Sendo assim, na equipe, Paulo Isidoro permaneceu até 1990 e atuou em 67 partidas, anotando um gol.

Em seguida, ainda passou por equipes menores como Inter de Limeira, Valeriodoce de Minas Gerais, Ji-Paraná de Rondônia e Planaltina do Distrito Federal, até encerrar a carreira com 38 anos em 1991.

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

Carreira após aposentadoria: projeto em escolinha de futebol.

Em 1992, já aposentado, Paulo Isidoro recebeu um convite para jogar no Valeriodoce, pequeno time do interior de Minas Gerais. Na equipe, ele atuou em apenas 4 partidas, já sentindo que sua carreira estava na reta final. Então, em 1997, cinco anos após ter ficado parado, o jogador ainda atuou em uma partida pelo Ji-Paraná de Rondônia.

Aquele seria o seu último jogo como jogador profissional, pois logo depois, Paulo Isidoro pendurou definitvamente as chuteiras aos 44 anos de idade. Com o seu físico muito distante do ideal, o jogador sentiu que já não reunia mais condições de atuar em alto nível e não queria ser criticado pela torcida por conta disso.

Ao encerrar a carreira, Paulo Isidoro montou um Centro de Formação de Atletas, a fim de ajudar a revelar novos jogadores no futebol brasileiro. Pensando em se aprimorar em sua nova empreitada, o ex-jogador ainda fez alguns cursos e se tornou treinador de algumas equipes amadoras. Assim, ele mesmo pôde usar de sua experiência para ensinar os novos jogadores que estavam despontando no cenário do futebol.

Como reconhecimento de tudo que fez pelo futebol brasileiro, Paulo Isidoro ainda foi promovido a embaixador da Copa do Mundo de 2014 em Minas Gerais. Além dele, jogadores como Dadá Maravilha, Éder Aleixo, Gilberto Silva, Júlio Baptista, Luizinho, Nelinho, Piazza, Reinaldo, Ronaldinho Gaúcho e Sorín, também foram agraciados com tal homenagem.

Paulo Isidoro na Seleção Brasileira

Paulo Isidoro na seleção brasileira.

Paulo Isidoro começou sua trajetória pela seleção brasileira em 1977, quando ainda era jogador do Atlético Mineiro. Naquele ano, estreou anotando um gol em vitória por 3 a 1, em amistoso contra a Polônia.

Logo depois, jogou apenas alguns amistosos ainda em 1977 e ficou sem ser convocado pela seleção brasileira até 1980. Naquele ano, Paulo Isidoro estava em alta com a camisa do Grêmio e no escrete brasileiro não foi diferente, tanto que ele continuou sendo convocado nos anos posteriores.

Vindo da conquista do campeonato brasileiro de 1981, inclusive sendo agraciado com o prêmio de craque, Assim, integrou a seleção canarinho no forte elenco da Copa do Mundo de 1982, em uma geração que contou com grandes craques, como Falcão, Sócrates, Zico, dentre outros. Mas, por conta da ampla concorrência na equipe, Paulo Isidoro não conseguiu se firmar como titular, ainda que tenha atuado como uma espécie de 12º jogador.

Assim como outros jogadores, foi muito criticado pela derrota naquele mundial. Muito por conta disso, o jogador acabou atuando com a camisa canarinho apenas até 1983. Seu último jogo foi em um amistoso contra o Chile, duelo que terminou empatado em 0 a 0.

Assim, Paulo Isidoro se despediu da seleção brasileira sem conquistar nenhum título de grande relevância. Com a amarelinha, ele faturou apenas a discreta Taça da Inglaterra de 1981, além da Taça da França do mesmo ano. Tais títulos foram conquistados em meio às suas 36 partidas que tiveram como resultado apenas 3 gols marcados.

Copa de 1982: Reserva da mítica seleção brasileira

Paulo Isidoro em meio ao elenco que disputou a Copa do Mundo de 1982.

Por conta de sua boa fase no título brasileiro do Grêmio em 1981, Paulo Isidoro conquistou sua vaga para a Copa do Mundo de 1982 na Espanha. Justamente ao ser chamado por Telê Santana, técnico que o lançou no futebol. Porém, na competição, o jogador teve dificuldades de conquistar seu espaço entre os titulares da equipe. Até porque, no setor ofensivo, a seleção brasileira contava com grandes jogadores como Zico, Sócrates, Éder Aleixo e Serginho Chulapa.

Mas, mesmo assim, Paulo Isidoro se tornou uma espécie de 12º jogador na competição mundial. Dessa forma, ele atuou em quase todas as partidas da competição, mas em nenhuma delas nos 90 minutos. Sendo que em meio a esses jogos, seu principal destaque foi na estreia contra a União Soviética, quando deu de presente uma das assistências da vitória brasileira de 2 a 1.

Assim, na competição, ele pouco pôde ajudar o Brasil, que acabou sendo eliminado na segunda fase de grupos, após a tragédia de Sarriá contra a Itália.

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