Wilson Piazza

Volante, Zagueiro
625 Jogos Oficiais
13 Títulos Oficiais
40 Gols Marcados
Wilson Piazza Brasil - Ribeirão das Neves - MG
Nascimento 24 de fevereiro de 1943
Falecimento -
Apelidos Jacaré, Capitão
Carreira Início: (1962) Renascença
Término (1977) Cruzeiro
Características Altura: 1,75 m
Canhoto
Posição / Outras posições Volante / Zagueiro
Copa do Mundo

1970

Libertadores

1976

Bola de prata

1972

Perfil / Estilo do jogador

Quando se trata de raça e liderança dentro de campo, Wilson Piazza é um dos jogadores mais lembrados da história do futebol, fazendo história como capitão da geração mais vitoriosa do Cruzeiro. Exímio marcador, o volante foi capaz de parar o Rei do Futebol na final Taça Brasil de 1966 e outros tantos atacantes durante a carreira. Por cumprir muito bem o seu papel na marcação, o jogador também foi utilizado como zagueiro, a partir da Copa do Mundo de 1970. Seja jogando como volante ou zagueiro, Piazza também tinha instituto goleador, marcando dezenas de gols na sua carreira.

Categoria de base

Data Clube    
1961-1962 Renascença    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1962-1963 Renascença 0 0
1964-1977 Cruzeiro 566 40

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1967-1975 Brasil 59 0

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Cruzeiro Campeonato Mineiro 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977
Cruzeiro Taça Brasil (Campeonato Brasileiro) 1966
Cruzeiro Libertadores da América 1976

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa do Mundo 1970

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Craque do time das estrelas da Copa do Mundo 1970 Seleção Brasileira
Bola de Prata da Revista Placar 1972 Cruzeiro

Desempenho

0,064
Média
Gols por jogo
0,92
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
3
Passe
3
Controle de Bola
3
Drible
2
Velocidade
3
Técnica
3
Finalização
3
Condicionamento Físico
3
Fundamentos Defensivos
4

Biografia

Wilson Piazza: Líder de uma geração cruzeirense e campeão da Copa de 70

Wilson Piazza: Símbolo de liderança e ídolo do Cruzeiro.

Símbolo de liderança e raça dentro de campo, Wilson Piazza era um dos melhores volantes de sua geração, nas décadas de 1960 e 1970. Exímio marcador, protegia a defesa como poucos, tanto que com o passar do tempo foi recuado para atuar como zagueiro. Foi justamente atuando nessa função, que mostrou o seu lado goleador, algo incomum, ainda mais se tratando de um jogador de defesa.

Em sua carreira como profissional, atuou praticamente o tempo todo pelo Cruzeiro e foi com a camisa da equipe que se despediu dos gramados. Por conta do seu perfil de liderança, passou boa parte desse período como capitão do time, exercendo a função com maestria. Tanto que nessa época foi apelidado como “capitão” pela imprensa e por seus colegas, sendo inclusive, um dos mais icônicos da história do clube.

Até porque, como capitão, o jogador levantou algumas das taças mais importantes da história do Cruzeiro. Dentre elas, a Taça Brasil de 1966, contra o Santos de Pelé e a Libertadores da América dez anos depois. Tudo isso, em uma forte geração que contava com grandes craques da época como Natal, Nelinho, Tostão, Dirceu Lopes e Jairzinho.

Na seleção brasileira não foi diferente e Piazza também fez história ao fazer do time que conquistou a Copa do Mundo de 1970. Foi justamente nesse período, em que passou a atuar como zagueiro, a pedido de Zagallo e nessa função, o jogador não decepcionou. Tanto que no mundial de 1974, voltou a ser convocado pelo escrete brasileiro, mesmo que não tenha participado de todas as partidas da competição.

Após encerrar sua carreira com 625 jogos e 40 gols, Wilson Piazza entrou para a política e foi eleito vereador durante três mandatos entre os anos de 1972 e 1988.

Infância, histórico e inspirações

Wilson da Silva Piazza nasceu no dia 25 de fevereiro de 1943, na cidade de Ribeirão das Neves, Minas Gerais. Começou a gostar de futebol desde cedo, por influência de seu pai, que era funcionário de um presídio e jogava algumas partidas por lá, além de atuar em clube amador.

Em casa, o pequeno garoto ouvia aos jogos de futebol pelo rádio e se encantava ainda mais pelo esporte, seduzido por grandes jogadores da época. Dentro eles estavam Lazarotti, que atuava pelo Cruzeiro EC, e Dequinha, que vestia a camisa do Flamengo. Por coincidência, ambos atuavam como volante, função que mais tarde Piazza exerceria com maestria em campo.

Assim, aos 15 anos de idade, o jovem decidiu ser jogador de futebol e para isso passou a estudar e trabalhar em Belo Horizonte. Foi justamente em um campeonato disputado por sua empresa que recebeu a oportunidade de desfilar seu futebol onde pudesse ser visto. Então, o organizador da competição, que acabara de receber o cargo de diretor no clube do Renascença, se impressionou com seu desempenho e o convidou para integrar a equipe.

 

1962-1963 – Início da carreira no Renascença


Wilson Piazza no time dos juvenis do Renascença.

Wilson Piazza passou a integrar o time juvenil do Renascença em 1961, quando tinha 18 anos de idade. Na equipe, o jovem teve que enfrentar algumas dificuldades, como falta de material e a falta de um salário fixo e pouco tempo para treinar. Se não bastasse isso, ainda tinha que conciliar sua rotina entre o seu atual emprego como office-boy e o futebol.

Subindo ao profissional em 1962, o problema persistiu e para poder treinar em tempo integral, o jovem jogador largou o seu atual emprego e foi trabalhar no banco. Assim, o volante conseguiu atuar com regularidade na equipe e se tornou dono do meio campo, sendo um destruidor de jogadas, além de ter talento com a bola nos pés.

Porém, seu vínculo com o Renascença terminaria no ano seguinte e Piazza permaneceu na equipe mesmo após o contrato terminado. Assim, o jogador ficou preso ao clube, até decidir seu destino, que logo seria no Cruzeiro.

 

1963-1965 – A transferência e primeiros anos de Cruzeiro


Chegada ao Cruzeiro e inicio de sua trajetório pelo clube.

Desde 1962, Wilson Piazza já pensava em atuar pelo Cruzeiro, que descobriu o seu futebol no Campeonato Mineiro. Porém, a chegada , no Renascença, de seu antigo treinador dos tempos em que jogava por sua empresa, Mário Celso, o Marão, fez com que mudasse de ideia.

Assim, o jogador permaneceu na equipe do Renascença até o início de 1964, quando se encerrou seu contrato com a equipe. Foi nesse ano que ele se transferiu para o Cruzeiro e justamente porque o técnico Mário Celso foi contratado pelo clube celeste. Piazza havia se empolgado com a contratação do treinador em que conhecia tão bem.

Dessa forma, aos 19 anos, o jogador chegava ao time do Cruzeiro EC, deixando a sua torcida de lado pelo Vila Nova para se dedicar ao clube celeste. Na ocasião, Piazza era pouco aproveitado, mas com a contusão do volante Hilton Chaves, passou a ganhar espaço no elenco.

Foi justamente naquele período, que o volante deixou de ser chamado apenas de Wilson e passou a ser chamado de Piazza, por conta de outro Wilson que já existia no time. Assim, começava a nascer a lenda Piazza, um dos maiores jogadores da história do Cruzeiro.

Já na temporada seguinte, em 1965, foi dada a sua primeira chance como titular da equipe, oportunidade que foi muito bem aproveitada. Sua primeira partida com a camisa do Cruzeiro foi em amistoso contra o SE Palmeiras, em vitória por 2 a 1. A partir dali, Piazza não deixou mais seu lugar no time e se firmou no meio campo, sendo peça fundamental.

Logo de cara, faturou seu primeiro título com a equipe celeste, o Campeonato Mineiro de 1965. Com a conquista, o Cruzeiro encerrou um jejum de 3 anos sem títulos no Mineiro. De quebra, o título inaugura um período de grande domínio do Cruzeiro em Minas Gerais e a ascensão do clube como um gigante do futebol brasileiro.

 

1966-1977– Torna-se capitão e ídolo cruzeirense


Wiilson Piazza como capião do Cruzeiro.

Já consolidado no time titular do Cruzeiro, Wilson Piazza, não apenas jogava bem, mas também coordenava o meio campo de seu time, sendo um líder nato. Assim, em 1966, seu treinador, Hilton Chaves, justamente o ex-jogador da equipe, lhe deu a faixa de capitão.

Ali começava uma das eras mais vitoriosas da história do Cruzeiro. Até porque, assim que se tornou capitão, Piazza conquistou logo de cara, mais um título mineiro por sua equipe. Além disso, aquela não seria sua principal conquista na temporada, já que o time celeste levou a Taça Brasil em cima do poderoso Santos de Pelé.

A partir daquele título o Brasil passou a conhecer o Cruzeiro e Piazza era o pilar daquele time, como um grande líder. Tanto que no ano seguinte, o jogador liderou a conquista do Campeonato Mineiro, repetindo a dose por mais 7 vezes até 1977, totalizando 10 estaduais conquistados. Nesse meio tempo, o volante foi destaque no Campeonato Brasileiro de 1972, conquistando a Bola de Prata, e em 1976 ergueu a taça do título da Libertadores.

Em todas essas importantes conquistas, o volante foi o capitão responsável por liderar duas das melhores gerações da história do Cruzeiro. No período de 1966, estiveram ao seu lado verdadeiras lendas como o goleiro Raul Plassmann, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Natal e Tostão, em um time treinado por Aimoré Moreira. Já no esquadrão de 1976, comandando por Zezé Moreira foram seus parceiros Jairzinho, Palhinha, Joãozinho, dentre outros.

O mais curioso de todo seu período pelo Cruzeiro é que mesmo sendo um jogador mais defensivo, ainda conseguia marcar um bom número de gols. Em seus 15 anos com a camisa do Cruzeiro, Piazza anotou 40 gols em 566 partidas, média razoável.

Taça Brasil 1966: Piazza responsável por parar Pelé

Conquista a Taça Brasil de 1966.

Em 1966, em sua segunda temporada com a camisa do Cruzeiro e já como capitão da equipe, Wilson Piazza jogava pela primeira vez uma partida de competição nacional.  Durante a Taça Brasil de 1966, o jogador foi determinante para ajudar seu time a eliminar o Americano do Rio de Janeiro, Grêmio e Fluminense, até chegar à final contra o Santos.

Incrivelmente, Piazza chegava a uma decisão de Campeonato Brasileiro, algo pouco imaginado por ele, para enfrentar justamente o Santos de Pelé. Essa seria uma das missões mais difíceis de sua carreira, pois teria que marcar o melhor jogador do mundo. Porém, ele conseguiu cumprir essa função com mestria, dando poucos espaços ao Rei de Futebol, sendo limpo nas jogadas sem a necessidade de usar ponta pés.

Isso fez com que seu time tivesse tranquilidade no ataque e abrisse uma ampla goleada de 5 a 0. Na volta do intervalo, o Santos conseguiu dar um susto e anotou dois gols, mas o Cruzeiro retomou o jogo e marcou o seu 6º tento. Piazza que estava anulando Pelé na partida, acabou levando um ponta pé do Rei do Futebol que havia perdido a cabeça com tal situação. O santista foi expulso e saiu da partida sem mostrar o seu bom futebol.

Na volta, os santistas bem que tentaram e chegaram a anotar dois gols, com direito a um de Pelé. Porém, os mineiros conseguiram virar o jogo, contando com a forte marcação de Piazza que conseguiu mais uma vez impedir que o camisa 10 santista decidisse o jogo. Assim, o volante ajudou aquele time de garotos a vencer o primeiro título nacional da história do Cruzeiro.

Libertadores de 1976: Wilson Piazza capitão do Cruzeiro campeão

Em 1976, mais experiente, Wilson Piazza compartilhava um sonho junto com sua equipe, o de conquistar o inédito título da Libertadores. Aos 33 anos, o jogador não atravessava um de seus melhores momentos na parte física, enfrentando esporádicas lesões. Porém, a sua liderança e leitura de jogo dentro de campo ainda permaneceriam inalteradas, o que lhe permitia atuar em bom nível.

Na competição, Piazza foi importante nas duas fases de grupos, em que o Cruzeiro EC deixou para trás equipes como Internacional, Sportivo Luquenho, Olímpia e posteriormente Allianza Lima e LDU. Em algumas dessas partidas, o time celeste protagonizou algumas goleadas, justamente por saber que seu sistema defensivo estava sendo comandado por exímio marcador.

Foi assim que a equipe celeste chegou à final da Libertadores. Piazza, porém, já estava desgastado fisicamente, com dores na virilha e a decisão contra o River Plate foi um verdadeiro suplício. O jogador atuou no sacrifício já nos dois primeiros jogos, em que teve vitória do Cruzeiro por 4 a 1 e um triunfo do River por 2 a 1. Nessa segunda partida, inclusive, foi aplicada uma infiltração em sua virilha, para que pudesse reunir mínimas condições de jogo.

Foi nesse sacrifício que o capitão cruzeirense entrou em campo na última partida realizada em Santiago do Chile. Vencer a Libertadores estando dentro de campo era o seu grande sonho, que pretendia realizar nem que aquele fosse seu último jogo. Inclusive, propuseram a sua saída de campo nesse confronto decisivo, mas o jogador bateu o pé e disse que iria ficar. Algo que deu certo, pois o Cruzeiro garantiu seu título inédito ao vencer por 3 a 2 e Piazza ergueu mais uma taça.

Naquele ano faltou apenas para Piazza, o título do Mundial de clubes, perdido para o Bayern Munich de Franz Beckenbauer.

1977 – Aposentadoria e mágoa com o Cruzeiro

Por coincidência, aquele jogo da final da Libertadores da América foi um dos últimos de sua carreira. Wilson Piazza já enfrentava alguns problemas físicos relacionados à sua lesão no púbis, algo que se agravou em 1976.

Dessa forma, o Cruzeiro resolveu não renovar mais com Piazza, o que deixou o jogador muito magoado, pois se sentiu injustiçado após tantas conquistas e a entrega constante pelo clube. Assim, seu último jogo como profissional acabou sendo no dia 29 de junho de 1977, contra o ESAB, pelo Campeonato Mineiro. Portanto, de uma forma não muito agradável e sem festa, o volante de 34 anos se despediu dos gramados.

 

Wilson Piazza na seleção brasileira


Em alta no futebol brasileiro após ter vencido a Taça Brasil de 1966, Wilson Piazza foi convocado para a seleção brasileira em 1967. O detalhe é que logo em sua estreia, atuou como capitão da equipe no empate em 0 a 0 contra a seleção uruguaia, feito que voltaria a repetir nos dois jogos seguintes contra o mesmo adversário.

Após sua estreia, Piazza ficou sem ser convocado até 1969, voltando em amistoso contra o Peru. Naquele mesmo ano, garantiu sua participação para a Copa América, seu primeiro torneio pela seleção brasileira. Mas infelizmente, o escrete brasileiro jogou mal aquela competição, não passando da fase de grupos.

Mesmo com tal frustração, o jogador garantiu vaga na seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1970, no México. Foi naquela competição em que ele passou a atuar como zagueiro com a amarelinha, sendo fundamental na conquista do tri. Algo que não pôde repetir na Copa seguinte, participando da competição menos do que o esperado, por decisões de Zagallo.

Já na temporada seguinte, com a chegada do técnico Osvaldo Brandão, Piazza ainda disputou a Copa América como titular. Na competição, ainda conseguiu chegar até a semifinal contra o Peru, sendo que seu último jogo pela seleção foi justamente na partida de volta contra os peruanos.

Enquanto esteve na seleção brasileira em seus 59 jogos, Wilson Piazza atuou ao lado dos maiores craques da história do futebol. Dentre eles estavam Gérson, Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivellino, Emerson Leão, Carlos Alberto Torres e outros mais.

Participações de Wilson Piazza nas Copas de 1970 e 1974

Capitão nos primeiros jogos da Copa do Mundo de 1974.

Às vésperas da Copa do Mundo de 1970, a seleção brasileira passou por mudanças em seu comando técnico, assim saiu João Saldanha e chegou Zagallo. Esse fato fez com que Wilson Piazza perdesse vaga no meio-campo, pois o novo treinador preferiu um time mais ofensivo com Clodoaldo atuando naquele setor.

Então, ao que tudo indicava, Piazza ficaria entre os reservas naquela Copa do Mundo, porém o zagueiro Fontana sentiu dores no joelho, o que lhe abriu uma vaga na equipe. Assim, o jogador foi recuado para a zaga, por conta de seus atributos defensivos e formou uma ótima dupla com o zagueiro Brito.

Dessa forma, sua presença na Copa do México se deu em todas as partidas, sendo que seu único jogo como volante foi apenas contra a Romênia. Logo, Piazza atuou na maioria do mundial como zagueiro e demonstrou muito talento nessa nova função. Tanto que com sua ajuda a seleção brasileira chegou à decisão e goleou a Itália por 4 a 1, o que lhe uma vaga no time das estrelas da competição.

Na conquista do tri, Piazza ainda conseguiu se sentir em casa, pois voltou a repetir parcerias dos tempos de Cruzeiro. Estiveram ao seu lado o zagueiro Fontana, com quem disputou posição, além do atacante Tostão, um companheiro de longa data.

Já na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, Piazza não foi tão feliz quanto no mundial anterior. Apesar de ter começado jogando como capitão, dessa vez como volante, o jogador perdeu espaço na equipe após a fase de grupos. Até porque, o técnico Zagallo optou pelo meio-campista Dirceu para dar seguimento ao campeonato. Porém, as mudanças do treinador não surtiram efeito e o Brasil terminou na 4ª posição da competição.

 

Carreira pós-aposentadoria


Wilson Piazza como presidente da Federação das Associações de Atletas Profissionais.

Ainda em plena carreira como jogador de futebol, Wilson Piazza foi eleito vereador. Em 1972, o capitão cruzeirense foi eleito vereador em Belo Horizonte, cargo que acabou disputando por sugestão do então colega e goleiro do Cruzeiro Raul Plassmann, que o indicou.

Piazza representou o MDB, ainda em um período bi partidarista, em que a ditadura militar ainda estava em exercício no país. Após sua primeira eleição, o jogador ainda obteve mais dois mandatos, inclusive após o termino de sua carreira. Nesse meio tempo Piazza ainda se tornou secretário de esportes de Belo Horizonte, entre 1983 e 1988 ajudando na reforma do Mineirão. Foi justamente em 1988, em que ele deixou a politica, após discordâncias.

Após deixar a política, Piazza passou a trabalhar para ajudar atletas profissionais e após a sugestão de Pelé, fundou a FAAP (Federação das Associações de Atletas Profissionais). Naquela época, estava sendo criada a “Lei Pelé” e a FAAP seria responsável por ajudar os jogadores de futebol. Assim, o ídolo cruzeirense assumiu a presidência da instituição em 1995, ano de sua fundação, exercendo tal cargo até os dias atuais.

 

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