Romário

Centroavante
1030 Jogos Oficiais
23 Títulos Oficiais
1021 Gols Marcados
Romário Brasil - Rio de Janeiro
Nascimento 28 de janeiro de 1966
Falecimento -
Apelidos Baixinho, Gênio da Grande Área, O Rei do Gol, Reimário
Carreira Início: (1985) Vasco da Gama
Término: (2009) América - RJ
Características Altura: 1,66
Destro
Posição / Outras posições Centroavante
Copa do Mundo

1994

Melhor jogador da América (Rei da América)

2000

bola de ouro

2000

Perfil / Estilo do jogador

Romário era um centroavante matador, dono da pequena área e um dos melhores jogadores da história a ocupar a grande área. Conhecido como baixinho, por ter apenas 1,67 m, o jogador sabia fazer gols de tudo quanto era jeito, até mesmo de cabeça, mesmo com sua baixa estatura. Habilidoso, também sabia se posicionar na área para pegar a bola no momento certo e empurra-la na rede, enganando os adversários. Não à toa, marcou mais de 1000 gols na carreira, esbanjando genialidade, habilidade e precisão nas finalizações, além de muita polêmica, que marcou a sua carreira com inúmeros desafetos.

Categoria de base

Data Clube    
1979-1980 Olaria    
1981-1985 Vasco da Gama    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1985-1988, 2000-2002, 2005-2006, 2007 Vasco da Gama 402 385
1988-1993 PSV Eindhoven 167 165
1993-1994 Barcelona 65 39
1995-1996, 1997, 1997-2000 Flamengo 204 184
2002-2003, 2003-2004 Fluminense 75 47
2003 Al-Saad 3 0
2006 Miami FC 26 20
2006 Adelaide United 6 1
2009 América - RJ 1 0

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1987-2005 Brasil 76 50

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Vasco da Gama Campeonato Carioca 1987, 1988
Vasco da Gama Campeonato Brasileiro 2000
Vasco da Gama Copa Mercosul 2000
PSV Campeonato Holandês 1988–89, 1990–91, 1991–92
PSV Copa da Holanda 1988–89, 1989–90
Barcelona Campeonato Espanhol 1993-94
Barcelona Supercopa da Espanha 1994
Flamengo Campeonato Carioca 1996, 1999
Flamengo Copa Mercosul 1999
Al-Sadd Qatar Stars League 2003-04
Al-Sadd Qatar Crown Prince Cup 2003
Al-Sadd Copa do Emir do Qatar 2003-04
America-RJ Campeonato Brasileiro série B 2009

Conquistas pela Seleção

Título Ano
Copa do Mundo 1994
Copa das Confederações 1997
Copa América 1989, 1997

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
FIFA 100 2004
Melhor jogador do mundo da FIFA 1994 Barcelona
Bola de Ouro Copa do Mundo 1994 Seleção Brasileira
Chuteira de Ouro Copa do Mundo 1994 Seleção Brasileira
Melhor jogador do Campeonato Holandês 1989, 1990, 1991 PSV
Melhor Jogador do Campeonato Espanhol 1994 Barcelona
Bola de Ouro Revista Placar 2000 Vasco da Gama
Rei da América 2000 Vasco da Gama
Bola de Prata Revista Placar 2000, 2001, 2005 Vasco da Gama
Chuteira de Ouro Revista Placar 1999, 2000, 2002 Flamengo, Vasco da Gama

Desempenho

1,02
Média
Gols por jogo
1,04
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
4
Passe
4
Controle de Bola
5
Drible
4
Velocidade
4
Técnica
5
Finalização
5
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
1

Biografia

Romário: a majestade da pequena área

Romário: um dos maiores atacantes de todos os tempos.

Na história do futebol, a grande área possui vários donos, mas a pequena área possui apenas um dono e ele se chama Romário. Atacante de finalização precisa, o baixinho era letal, pois sabia fazer gol de tudo quanto era jeito. Fazia gol até de cabeça, apesar da sua baixa estatura. Não à toa, ele é considerado um dos centroavantes mais geniais não só do futebol brasileiro, mas do mundo. 

Romário começou sua carreira no Olaria e logo cedo se transferiu para o Vasco da Gama, onde passou a ser reconhecido. Na sequência, o baixinho foi contratado pelo PSV da Holanda, até chegar ao Barcelona para ser treinado pela lenda Johan Cruyff. 

Na Europa, o jogador tinha muito potencial para escrever uma história ainda maior, mas seu estilo de vida boêmio e polêmico impediram que isso ocorresse. Sendo assim, Romário retornou ao Brasil no final de 1994, em pleno auge, para jogar no Flamengo. Ainda no Rio, curiosamente, ele também representou a equipe do Fluminense, não jogando apenas no Botafogo entre os quatro grandes. 

Por conta de suas passagens por essas equipes, o baixinho pode ser considerado o “Rei do Rio”, pois conquistou dois títulos cariocas com o Flamengo e um da Copa Mercosul, além de mais dois estaduais com o Vasco e a marca de 2º maior artilheiro da história do clube. 

Já na seleção, Romário teve potencial para disputar quatro Copas do Mundo, mas ficou de fora de 1998 e 2002, por conta de lesões na primeira e por opção do treinador na segunda. Contudo, isso não impediu que a estrela do baixinho brilhasse, pois em 1994 ele se tornou tetracampeão mundial e o principal jogador da competição. Inclusive, ali o jogador iniciava uma nova era de grandes atacantes pós Pelé, sendo seguido por Ronaldo, Rivaldo e Neymar. 

Romário como artilheiro 

Justamente por ser letal e um dos maiores finalizadores de todos os tempos, Romário também foi um exímio artilheiro. Ao longo da carreira, que se encerrou em 2007, com a camisa do Vasco da Gama, o jogador anotou mais de mil gols, ao lado apenas de Pelé e Túlio Maravilha. 

Não à toa que o baixinho foi artilheiro de diversas competições, como o Campeonato Carioca, Jogos Olímpicos, Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol, Campeonato Holandês, Campeonato Brasileiro, Torneio-Rio São Paulo, Copa do Brasil, Copa Mercosul e claro, da Copa do Mundo de 1994. O grande detalhe é que Romário foi artilheiro da maioria dessas competições em mais de uma ocasião. No total, são 27 artilharias em competições oficiais. 

Infância, histórico e inspirações

Romário de Souza Faria nasceu no dia 29 de janeiro de 1966 na cidade do Rio de Janeiro. De início, ainda criança, morou no Morro do Jacarezinho até os 3 anos de idade e logo depois se mudou com a família para a Vila da Penha, bairro onde passou o restante da infância. 

Desde seus primeiros anos, Romário começou a tomar gosto pelo futebol, e justamente por causa de seu pai, seu grande influenciador, que fundou um pequeno clube em seu bairro, chamado Estrelinha. Nesse meio tempo, o baixinho passou a jogar futebol na rua com os amigos por pura diversão e nas quadras de clubes. 

No entanto, o que era para ser apenas diversão e uma brincadeira despretensiosa entre garotos, se tornou algo muito maior, pois Romário começou a se destacar. Para se ter uma ideia, o pequeno garoto já atuava entre a garotada mais velha, se destacando em meio deles. Até por isso, em 1979, um olheiro da região o levou para fazer testes no Olaria, e como não poderia ser diferente, o baixinho tirou de letra. 

Na base do clube, Romário se destacou ainda mais e logo se tornou artilheiro do infantil no mesmo ano de 1979. A partir daquele ano é que entra o Vasco da Gama na história e o contrata. 

Baixinho: altura do Romário como principal apelido

Ao longo de sua vida, Romário sempre foi baixinho, e hoje, ele tem 1,67 m de altura, abaixo da média dos homens brasileiros. Até por isso, desde a infância ele foi chamado de baixinho, apelido que se popularizou quando se tornou um jogador de destaque. 

Em meio a imprensa, esse foi o apelido mais popular de Romário, apesar de ao longo da carreira ele ter sido conhecido como Rei da Área, Gênio da Grande Área, Rei do Gol e Reimario. 

O Mundo conhece o Baixinho: Romário se apresenta ao Vasco

Em 1980, Romário foi contratado pelo Vasco da Gama, mas como tinha apenas 14 anos, continuou no Olaria para ganhar mais experiência. Então, o baixinho veio integrar o Gigante da Colina apenas em 1981, para atuar nas categorias de base, onde foi artilheiro por três vezes seguidas do Campeonato Carioca em 1982, 1983 e 1984, conquistando o bicampeonato em 1983 e 1984. 

Romário integrou a equipe profissional do Vasco em fevereiro 1985, aos 19 anos, sendo lançado pelo então treinador Antônio Lopes em partida contra o Coritiba, no Campeonato Brasileiro. Seu primeiro gol saiu em agosto do mesmo ano, em amistoso contra o Nova Venécia, equipe do Espirito Santo, em vitória por 6 a 0. 

A partir dali, o baixinho desandou a fazer gols, tornando-se vice-artilheiro do Campeonato Carioca, mesmo sendo tão jovem, o que impressionou a torcida e a imprensa. Como não poderia ser diferente, o jogador se tornou artilheiro da competição em duas oportunidades, em 1986 e 1987, com direito a título da Taça Guanabara em 1986 e do Campeonato Carioca em 1987. 

Naquele meio tempo, mais precisamente em 1986, Romário se firmou como titular e formou ilustre dupla de ataque com Roberto Dinamite, o maior artilheiro da história do Vasco. Na época, Dinamite estava em final de carreira, enquanto o baixinho era um jovem prodígio que aprendeu muito com o seu mestre na arte de balançar as redes. 

Outro ano brilhante de Romário no Vasco da Gama foi o de 1988, quando o jogador foi a grande estrela do Campeonato Carioca e foi convocado para as Olimpíadas em Seul-1988. Na competição de seleções, o baixinho se tornou o grande artilheiro, o que chamou a atenção de clubes da Europa. 

No PSV, começa os seus primeiros passos na Europa

No PSV, o baixinho se tornou ídolo.

Após se destacar nas Olimpíadas de 1988 em Seul, Romário assinou contrato com o PSV da Holanda, após negociação de 6 milhões de dólares. Justamente por se destacar nos Jogos Olímpicos, o atacante conseguiu um contrato cheio de regalias com os holandeses, recebendo 1 milhão de dólares em luvas e mais 1 milhão em salários. Isso tudo em um período em que o PSV acabara de conquistar a Liga dos Campões da UEFA. 

Naquele momento, ele inauguraria uma era bem sucedida de jogadores brasileiros que foram cedo jogar na Europa e em solo holandês. Logo depois do Baixinho, seria a vez da chegada de Ronaldo Fenômeno, e mais tarde de Vampeta, Márcio Santos, do zagueiro Alex, do goleiro Gomes e outros mais. 

Romário é considerado um dos maiores ídolos da história do clube e o jogador brasileiro mais venerado. Não à toa, pois em cinco temporadas, o baixinho conquistou três títulos holandeses e duas Copas da Holanda. Como se não bastasse, o atacante ainda mostrou toda a sua marca de artilheiro ao ser o maior goleador em uma edição da competição em três oportunidades, entre os anos de 1988 e 1991. De quebra, ainda foi artilheiro de nada menos do que a Liga dos Campeões na temporada 1992-93. 

Em sua passagem pelo PSV, Romário também foi treinado pelo lendário Guss Hiddink, que fez questão de ir ao Brasil para ajudar nas negociações com o jogador. Na equipe, o baixinho ainda atuou ao lado de um dos maiores ídolos do time holandês, o zagueiro Ronald Koeman. 

Em sua passagem pelo PSV, Romário conseguiu a marca impressionante de 165 gols em 167 jogos, e claro, todo esse desempenho despertaria a atenção de outros grandes europeus. Na ocasião, foi o Barcelona, que na época era dirigido pelo lendário Johan Cruyff. 

No Barcelona, o mundo se curva aos seus pés

Johan Cruyff, treinador e ídolo do Barcelona , ficou encantado na época com todo o talento e faro de gol de Romário. Sendo assim, o clube catalão fez todo o esforço possível para contar com o jogador, oferecendo-lhe o maior salário do mundo, de 1,4 milhão de dólares. 

Todo o investimento em torno do craque logo foi se mostrando eficaz, pois Romário teve um início arrasador com 14 gols em oito partidas na pré-temporada. O baixinho também conquistou o troféu Teresa Herrera, anotando um gol de cabeça contra o São Paulo. 

Ao longo da temporada, o atacante não caiu de nível e continuou encantando a torcida blaugrana e marcando gols. Tanto que no final de 1993 foi eleito o segundo melhor jogador do mundo pela FIFA, por conta de suas boas atuações pelo Barça e pelo PSV. Seu nome como um dos melhores do mundo veio a calhar justamente em meio a uma disputa interna com outros estrangeiros na equipe, como o seu ex-companheiro de PSV Ronald Koeman, Hristo Stoichkov e Michael Laudrup. Na época, apenas três estrangeiros podiam ser relacionados em uma partida. 

Na sequência da temporada 1993-94, Romário ajudou o Barcelona a conquistar a La Liga em meio a uma ferrenha disputa com Deportivo La Coruña de Bebeto e Mauro Silva, companheiros do baixinho na Copa de 1994. De quebra, o jogador ainda se tornou artilheiro da competição, sendo o único com direito a cinco hat tricks, um deles, justamente em cima do arquirrival Real Madrid. 

Ainda na mesma temporada, o baixinho por um triz não conquista a tão sonhada Liga dos Campeões. No entanto, o Barcelona perdeu para o forte do Milan na grande final pelo acachapante placar de 4 a 0. 

Saída do Barcelona: opção pelo estilo de vida boêmio e praias do RJ

Após o título da Copa do Mundo de 1994, Romário se tornou o melhor jogador do mundo. Porém, ele não estava feliz na Europa, pois sentia saudade de casa e também das belas praias do Rio de Janeiro e seu estilo boêmio. O jogador nunca gostou de cumprir os horários e os treinamentos rigorosos na Europa, algo confirmado até mesmo pelo treinador Johan Cruyff. 

Dessa forma, Romário deixou o Barcelona e acertou com o Flamengo, após curta passagem pelo clube catalão. Apesar disso, o baixinho fez história, abrindo uma era vitoriosa de jogadores ofensivos na equipe, que mais tarde seria seguida por estrelas como Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar. 

No Barça, Romário conseguiu balançou as redes em 39 oportunidades em meio a 65 partidas com a camisa blaugrana. 

De volta para casa: Romário acerta com o Flamengo para formar o melhor ataque do mundo

Em pleno auge, Romário acertou a sua volta ao Brasil para vestir a camisa do Flamengo, sob muita expectativa. Uma carreata com mais de 1 milhão de pessoas acompanhou o jogador que estava em cima de um caminhão da Brahma. Para se ter uma ideia, tal contratação foi eleita a mais impactante da história do futebol em uma pesquisa do site Globo Esporte.com que reuniu 100 jornalistas. 

Naquele ano de 1995, toda expectativa era compreensível, ainda mais em cima do atual melhor jogador do mundo, em pleno centenário do Flamengo. Dessa forma, como não poderia ser diferente, Romário chegava como o jogador mais bem pago do Brasil. 

Por conta de seu centenário, o Flamengo investiu bastante em seu time, trazendo jogadores de peso. Além de Romário, os rubro-negros trouxeram o atacante Edmundo, o meio-campista Djair, o lateral Luís Carlos Winck e o zagueiro Ronaldão. Sem contar que a equipe da Gávea ainda tinha em seu elenco o atacante Sávio, que junto com Romário e Edmundo passou a formar o que ficou conhecido como “melhor ataque do mundo”. 

Mas, apesar da expectativa, o baixinho teve altos e baixos em meio às suas três passagens pelo clube rubro-negro. Em sua primeira passagem, o jogador conquistou “apenas” o Campeonato Carioca de 1996, quando a torcida esperava muito mais. Inclusive, foi nessa passagem que o jogador teve um entrevero com o técnico Vanderlei Luxemburgo justo na final do estadual de 1995 contra o Fluminense, no famoso episódio do gol de barriga de Renato Gaúcho. 

Em 1996, Romário se transfere para o Valência, mas retorna ao Flamengo por empréstimo em 1997. Depois, voltaria ainda ao rubro-negro em definitivo para uma terceira passagem ainda em 1997, permanecendo até o ano 2000. Nessa nova passagem, o baixinho faturou o Campeonato Carioca de 1999 e a Copa Mercosul do mesmo ano. 

Atrito com diretoria encerra sua história no Flamengo 

No ano de 1999, Romário não estava com muita moral com a diretoria rubro-negra, mesmo com os títulos carioca e da Copa Mercosul. A cobrança por um título de maior expressão era grande e o baixinho acabou sendo punido por tamanha expectativa depositada no Flamengo. 

Após derrota para o Juventude no Campeonato Brasileiro, Romário e outros jogadores foram vistos em uma boate em Caxias do Sul-RS. Esse episódio ocorreu um pouco antes da segunda partida da semifinal da Copa Mercosul e por conta disso, o baixinho teve seu contrato rescindido e sequer disputou os jogos decisivos da competição. 

Romário deixou o Flamengo como o 5º maior artilheiro do clube, com 184 gols em 204 partidas, em mais uma de suas marcas impressionantes. 

Apagada passagem pelo Valência

Romário no Valência.

Ainda com a imagem de um dos melhores atacantes do mundo, Romário foi contratado pelo Valência em 1996 pela quantia de 3,6 milhões de dólares. O jogador até começou bem pelo clube, conquistando alguns torneios não oficiais, mas logo depois se desentende com o técnico Luís Aragones e acaba sendo afastado do elenco. 

Em 1997, Romário é emprestado para o Flamengo, mas pouco joga pela equipe em sua segunda passagem. Em seguida, o baixinho retorna ao Valência a pedido do novo treinador da equipe, o ex-jogador argentino Jorge Valdano. Mas como a relação com o treinador não foi boa, o atacante deixou o clube de vez com apenas 12 partidas e 6 gols. 

Segunda passagem pelo Vasco rende Bola de Ouro e título do Brasileirão

Depois de ter rodado pela Europa e ter seu contrato rescindido com o Flamengo em sua última passagem pela Gávea, Romário retornou ao Vasco em 2000 como o jogador mais bem pago do Brasil. Contudo, todo o investimento valeu a pena, pois o atacante foi campeão de seu único título brasileiro já em seu ano de retorno pelo clube. Como se não bastasse, ainda naquele ano, o baixinho foi artilheiro da competição, e consequentemente eleito Bola de Ouro da Revista Placar, e de quebra, o Rei da América. 

Em meio as suas artilharias ainda em 2000, Romário se destacou como artilheiro do Campeonato Carioca e do Mundial de Clubes da FIFA. Mas, na grande decisão da competição internacional, sua equipe foi derrotada pelo Corinthians nas penalidades. No mesmo ano, o atacante ainda abocanhou mais um título da Copa Mercosul.

Também em sua segunda passagem pelo Vasco, Romário contou com ilustres parcerias de dois meias que dispensam comentários, os Juninhos Paulista e Pernambucano. O baixinho também reeditou uma antiga e polêmica parceria no ataque, com Edmundo, seu ex-companheiro no Flamengo. 

Romário deixou o Vasco em 2002, após brigas com a torcida, um ano depois de ter sido sondado por equipes europeias por conta de sua grande fase 

Chegada ao terceiro grande clube no Rio de Janeiro e aventura no Qatar

Passagem por mais um grande do Rio.

Após passar por Flamengo e pela segunda vez no Vasco da Gama, Romário foi contratado pela sua terceira equipe no Rio de Janeiro em 2002. Mesmo sendo especulado no Santos, o atacante acertou com o Fluminense que na época já contava com o patrocínio da Unimed, o que permitia o pagamento de altos salários para o jogador, mesmo em um período de salários atrasados no clube. 

Contudo, os investimentos valeram a pena, pelo menos no primeiro momento, pois o baixinho ajudou o Fluminense a chegar na semifinal do Campeonato Brasileiro de 2002, sob o comando de Renato Gaúcho. De quebra, Romário foi artilheiro da competição, como de costume. 

Mas, apesar de bom início, as regalias ao jogador passaram a irritar outros jogadores no elenco. Esse foi o caso de Roni e Magno Alves, que deixam o tricolor no início de 2003. 

Apesar das regalias, Romário também deixa o clube no mesmo ano para jogar no Qatar, pela quantia de 1, 5 milhão de dólares. Porém, com a camisa do Al-Saad, o jogador se lesiona e disputa apenas três partidas na equipe. Frustrado, ele retorna ao Flu em 2003 para a sua segunda passagem no tricolor. 

Aos 37 anos de idade, Romário se torna novamente a estrela principal do clube, sendo cercado por novas contratações como Edmundo, Roger e Ramón. Porém, suas constantes faltas em treinamentos e reclamações por parte do treinador Alexandre Gama começam a conturbar o ambiente do baixinho no tricolor carioca, até o ponto que a Unimed não aguentou mais. 

Dessa forma, o jogador não teve o contrato renovado e deixou o Fluminense após 75 partidas e 47 gols marcados. 

Romário reata com o Gigante da Colina, onde marca seu milésimo gol

Romário retornou à Colina em 2005 para uma terceira passagem aos 39 anos e em meio a incerteza se encerraria ou não a carreira. Essa passagem durou pouco, apenas uma temporada, pois logo em 2006, o baixinho foi se aventurar nos Estados Unidos para atuar no Miami FC. Na terra do Tio Sam, o jogador foi tratado como estrela e de quebra foi artilheiro da liga local em 2006. Por lá, no total, ele anotou 20 gols em 26 partidas. 

Ainda em 2006, Romário se apresentou ao Adelaide, clube da Austrália, mas pouco jogou no país. Para se ter uma ideia, o atacante atou em apenas 6 partidas, mas pelo menos conseguiu anotar um gol. 

Pouco depois, em 2007, seria a vez de sua quarta passagem pelo Vasco, com um projeto em mente bastante ambicioso: o de anotar o milésimo gol. Talvez, um projeto nem tão ambicioso assim, pois se tratava nada menos do que Romário, o Rei da Área, que conseguiu cumprir o feito. 

Essa quarta e última passagem também foi marcada pelo fato de Romário ter sido jogador e treinador do Vasco ao mesmo tempo. Já aos 41 anos de idade, o baixinho já não era titular absoluto, conseguindo desempenhar as duas funções. E, justamente por conta da idade, essa foi sua última passagem pelo Gigante da Colina, colocando-o como o segundo maior artilheiro da história da equipe com 266 gols em 349 partidas. 

O milésimo gol 

No dia 20 de maio de 2007, aos 41 anos de idade, Romário encerrou a sua intensa busca por seu milésimo gol. Tinha que ser em São Januário, a casa que o viu despontar para o mundo, em partida válida pela Campeonato Brasileiro contra a equipe do Sport. 

Quando o jogo estava já 2 a 0 para o Vasco, a equipe cruzmaltina teve um pênalti a seu favor. Era o momento exato para que o baixinho marcasse o seu milésimo gol e não deu outra, juntou-se a Pelé nessa marca histórica. 

Curiosamente, Romário havia anotado o seu gol de número 999 contra o Flamengo em vitória por 3 a 0 e quase não fez o seu milésimo gol no clássico, em março de 2007. Depois disso, o atacante teve a chance de marcar contra Botafogo e Gama, em ambos os jogos no Maracanã, mas passou em branco. Contudo, a história já estava escrita, o milésimo gol tinha que ser em casa! 

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

Romário como Senador da República.

Romário atuou com a camisa do Vasco da Gama até o final de 2007 para retornar aos gramados na temporada de 2009 no América – RJ em vias de se aposentar. E como seu nome significa um “ser iluminado”, sua última passagem pelo futebol não poderia ser diferente a não ser com título. Mesmo atuando em apenas um jogo, o baixinho faturou o título da série B do Campeonato Carioca para encerrar a carreira com chave de ouro aos 43 anos de idade. Na ocasião, ele cumprira uma promessa feita ao seu pai, que era torcedor apaixonado do América-RJ. 

Na mesma época, Romário também era dirigente da equipe, seguindo essa nova carreira no futebol apenas por pouco tempo. Sendo assim, ainda no final de 2009, o baixinho anunciou que entraria na carreira política, se filiando ao PSB. Em seu partido, o astro do tetra foi eleito deputado em 2011, defendendo pautas como  melhorias nas leis do futebol, maior inclusão a pessoas com deficiência e discurso anticorrupção. Em 2014, ainda foi eleito senador da república pelo estado do Rio de Janeiro. 

Já em 2017, Romário se filiou ao PODEMOS e no ano de 2018 tentou se eleger governador do Rio de Janeiro, ficando de fora até mesmo do 2º turno. Em 2021, se filiou ao PL, mais um partido considerado de centro, espectro político com o qual o ex-jogador mais tem se identificado. 

Polêmicas e tretas de Romário

Romário teve diversos atritos na carreira, um deles com Zagallo.

Apesar de ser um craque dentro dos gramados, Romário foi bastante polêmico durante a carreira, colecionando diversos desafetos. Alguns deles se tornaram bastante famosos. Uma das grandes polêmicas do baixinho foi com o lendário treinador Zagallo às vésperas da Copa do Mundo de 1998, quando foi cortado. Segundo o atacante, o treinador não o convocou pois não gostava dele, já Zagallo disse que Romário forjou uma lesão na Copa América de 1997. 

Nessa mesma confusão sobrou até mesmo para Zico, que fazia parte da comissão técnica da seleção brasileira. Na época, para Romário, o Galinho foi um dos responsáveis por seu corte do mundial. Posteriormente, ambos fariam as pazes. 

Outra polêmica de Romário foi com outra grande estrela do futebol, simplesmente o Rei Pelé. No ano de 2005, o Rei do Futebol disse que o baixinho deveria encerrar a carreira e ao saber dessa fala de Pelé, Romário proferiu a celebre frase: “O Pelé calado é um poeta”. 

E por fim, não podemos nos esquecer daquele que foi considerado o maior rival de carreira de Romário: Edmundo. O Animal já começou a sua série de desentendimentos com o baixinho em 1995, quando atuaram juntos no Flamengo. A rivalidade afloraria de novo depois no Vasco da Gama. A vaidade de ambos e a personalidade forte geraram tais atritos.

Boemia e paixão de Romário por Futevolêi 

Romário nunca escondeu a sua paixão pelas belas praias do Rio de Janeiro e o bom e velho futevôlei. Costumeiramente, o baixinho é visto praticando o esporte nas areias, inclusive, quando era jogador de futebol, pois esse sempre foi seu hobby favorito. 

Além disso, Romário sempre gostou de uma vida boêmia, regada a boas festas e rodeado de mulheres. Inclusive, esse seu estilo de vida fez com que retornasse ao Rio de Janeiro no final de 1994, mesmo em pleno auge da carreira. 

Romário na seleção brasileira

Romário estreou pela seleção brasileira em 1987, em amistoso contra a Irlanda, com derrota por 1 a 0. Contudo, mesmo com esse revés, o baixinho foi convocado para a Copa América daquele mesmo ano, por ter se destacado em amistosos às vésperas da competição. Porém, o Brasil sequer passou da primeira fase do torneio. 

Já em 1988, Romário deu a volta por cima, pois foi artilheiro das Olimpíadas em Seul, na campanha em que o Brasil conquistou a medalha de prata. Dali em diante, o baixinho se firmou de vez como titular da seleção brasileira, conquistando a Copa América de 1989. No ano seguinte, foi convocado para a Copa do Mundo na Itália e só não atuou como titular por estar se recuperando de grave lesão. 

Contudo, em 1994, o baixinho foi a grande estrela no mundial disputado nos Estados Unidos, sendo peça fundamental na conquista do tetracampeonato. Como não poderia ser diferente, o baixinho foi o artilheiro e melhor jogador da competição. 

Mas, a partir da conquista do tetra, Romário começou a viver um período conturbado na seleção brasileira, ainda mais por conta da relação estremecida com Zagallo. Em 1997, ele foi artilheiro no título da Copa das Confederações e faturou a Copa América, mas foi cortado do mundial de 1998, sendo acusado de forjar lesão. 

Quatro anos depois, o jogador ficou fora da conquista do pentacampeonato por escolha do técnico Luís Felipe Scolari. Romário só voltaria a vestir a camisa amarelinha em 2005, em amistoso contra a Guatemala, que ficou marcado em homenagem a sua despedida. Nesse jogo, ele anotou um dos gols da vitória por 3 a 0. 

Na seleção, Romário formou icônica dupla com Bebeto e atuou ao lado de Ronaldo, Careca, Rivaldo e outros mais. Com a amarelinha, atuou em 70 jogos e anotou 56 gols. 

Copa de 1990: Romário chega como estrela, mas enfrenta lesões 

A Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália, tinha tudo para ser a Copa de Romário. Contudo, o jogador chegou lesionado na competição, após se machucar às vésperas do mundial com a camisa do PSV. 

Dessa forma, o baixinho atuou em apenas uma partida daquela Copa, que foi o terceiro jogo da fase de grupos contra a Escócia. Na ocasião, a dupla titular do Brasil no mundial acabou sendo Careca e Muller. 

Copa de 1994: Romário como grande destaque do Brasil

Se em 1990 Romário não conseguiu se destacar por conta de uma grave lesão, na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, o baixinho chamou para si a responsabilidade de conquistar o tetra. Às vésperas da competição, o jogador já estava em alta, após grande destaque no PSV e em seu início no Barcelona. 

Logo em sua estreia na competição, diante da Rússia, Romário anotou um gol e deu uma assistência. No jogo seguinte, em vitória por 3 a 0 contra Camarões, o baixinho repetiu a dose e garantiu mais uma assistência e um gol. E já no terceiro jogo da fase de grupos, o atacante fez mais um gol em empate por 1 a 1 contra a Suécia. 

Já nas oitavas de final, contra os Estados Unidos, o baixinho voltou a distribuir mais uma assistência preciosa, em vitória por 1 a 0 contra os donos da casa. Nas quartas de final, mais um gol, dessa vez em jogaço contra a Holanda em vitória por 3 a 2. E na semifinal contra a Suécia não foi diferente, com Romário anotando mais um gol, em mais uma vitória magra por 1 a 0. 

Na grande decisão, o baixinho teria pela frente um duelo contra Roberto Baggio, entre Brasil e Itália. No final do confronto, o brasileiro levou a melhor, pois a seleção canarinho venceu nas penalidades, após empate em 0 a 0 no tempo normal. 

Naquele mundial, Romário formou uma das duplas mais icônicas da história do futebol, ao lado de Bebeto. Como se não bastasse, ainda se consagrou como chuteira de ouro da competição com 5 gols, além de ter sido eleito o melhor jogador. 

Copa de 1998 e 2002: Romário se frusta com não-convocações

Na semifinal da Copa América de 1997, em goleada por 7 a 0 contra o Peru, Romário sentiu a coxa e preocupou à comissão técnica. Contudo, durante os treinamentos, ele mostrou rápida recuperação, o que espantou Zagallo, que acreditou que o atacante estivesse forjando uma falsa lesão. No ano seguinte, o baixinho acabou sendo cortado do mundial na França, promovendo uma das maiores rixas da história do futebol brasileiro. 

Já em 2002, apesar de ter sido convocado para algumas partidas das eliminatórias, Romário não foi chamado para a disputa do mundial no Japão e Coreia do Sul. O técnico Luís Felipe Scolari preferiu chamar outros jogadores, como Kaká, jogador convocado às vésperas da competição. 

 

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