Maestro Júnior

Lateral esquerdo, Meio campista
1139 Jogos Oficiais
13 Títulos Oficiais
100 Gols Marcados
Léo JúniorBrasil - João Pessoa - Paraíba
Nascimento 29 de junho de 1954
Falecimento -
Apelidos Maestro, Capacete, Vovô-Garoto
Carreira Início: (1974) Flamengo
Término: (1993) Flamengo
Características Altura: 1,72 m
Ambidestro
Posição / Outras posições Lateral esquerdo / Meio-campista
Libertadores

1981

Mundial de Clubes

1981

bola de ouro

1992

Bola de prata

1980, 1983, 1984, 1991, 1992

Perfil / Estilo do jogador

Dono de um talento impressionante com a bola nos pés, com capacidade de reger tanto a lateral esquerda, quanto o meio campo, o Maestro Júnior é um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Conhecido pelo seu estilo ofensivo, começou jogando pela ala esquerda, sempre tendo qualidade para subir ao ataque. Mas logo depois, por conta de seu condicionamento físico, aproveitou de sua boa qualidade de passe e controle de jogo para atuar como meia esquerda. Ao longo da carreira, também ficou conhecido por ser um bom cobrador de falta, marcando alguns gols dessa maneira.

Categoria de base

Data Clube    
1973-1974 Flamengo    

Clubes em que atuou

Data Clube Jogos Gols
1974-1984 / 1989-1993 Flamengo 857 73
1984–1987 Torino 117 18
1987–1989 Pescara 77 11

Histórico pela Seleção

Ano Seleção Jogos Gols
1979–1992 Brasil 88 8

Conquistas por Clubes

Clube Título Temporada
Flamengo Campeonato Carioca 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981, 1991
Flamengo Campeonato Brasileiro 1980, 1982, 1983, 1992
Flamengo Libertadores da América 1981
Flamengo Torneio Intercontinental 1981
Flamengo Copa do Brasil 1990

Conquistas Individuais

Prêmio Ano Representando
Bola de Ouro da Revista Placar 1992 Flamengo
Bola de Prata da Revista Placar 1980, 1983, 1984, 1991, 1992 Flamengo
3º Maior Futebolista sul-americano do ano 1981 Flamengo
All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA 1982 Seleção Brasileira
Melhor Jogador do Campeonato Italiano 1985–86 Torino
All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA 1986 Seleção Brasileira
Oscar del Calcio do Campeonato Italiano 1984–85, 1985–86, 1986–87 Torino
FIFA 100 2004

Desempenho

0,087
Média
Gols por jogo
0,68
Média
Títulos / Anos de carreira (Profissional)
Força
4
Passe
4
Controle de Bola
5
Drible
3
Velocidade
3
Técnica
5
Finalização
4
Condicionamento Físico
4
Fundamentos Defensivos
2

Biografia

Maestro Júnior: Um dos maiores laterais esquerdos da história e um craque no meio campo

Maestro Júnior: o regente do time do Flamengo.

Um dos laterais esquerdos mais talentosos de todos os tempos, mesmo sendo destro, Leo Júnior, mais conhecido como Maestro Júnior, ficou marcado por sua qualidade ofensiva. Seus passes precisos, domínio de jogo e velocidade lhe eram característicos, tanto que no final da carreira passou a jogar no meio campo.

Com tamanha habilidade, logo começou a carreira no Flamengo, clube onde fez muito sucesso e conquistou importantes títulos e prêmios individuais. Com a equipe, Junior faturou Libertadores, Mundial, Copa do Brasil e 4 Campeonatos Brasileiros. Além disso, foi 5 vezes Bola de Prata, se igualando a grandes jogadores como Zico e Renato Gaúcho, além de ter faturado a Bola de Ouro do Brasileirão de 1992, já como meio-campista, com incríveis 38 anos.

A ligação de Júnior com o Flamengo era tão forte, que o jogador só atuou na equipe rubro-negra enquanto esteve no Brasil. Mas fora do país, o craque também brilhou e se tornou ídolo de equipes como Torino e Pescara, mesmo sem títulos. Inclusive, enquanto esteve na Itália, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Italiano em 1985-86, superando grandes craques como Maradona, Michel Platini e Falcão.

Na seleção brasileira, sua passagem também foi brilhante, contando com uma icônica participação no grande time de 1982, comandado por Telê Santana. E mesmo com a campanha ruim na Copa do Mundo de 1986, Júnior pode ser considerado sem sombra de dúvidas, um dos maiores laterais da história do escrete canarinho.

Fora dos gramados, Júnior se tornou sambista e lançou o hit “Povo Feliz”, que ficou mais conhecido como “Voa Canarinho”. Assim, o Maestro não foi apenas um dos maiores das laterais da história de Flamengo e seleção brasileira, como também um craque no samba.

Infância, histórico e inspirações

Maestro Júnior na infância.

Leovegildo Lins da Gama Júnior nasceu no dia 29 de junho de 1954, na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Aos 5 anos de idade, se mudou para o Rio de Janeiro junto com sua família, pois seu pai vendeu a empresa herdada de seu avô e se mudou para a capital carioca.

Assim, Júnior conheceu o futebol nas praias do Rio de Janeiro e com apenas 9 anos de idade, passou a integrar o Juventus, time de futebol de areia em Copacabana. Seu talento com a bola era tamanho, que o pequeno craque logo passou a atuar nas quadras, jogando futsal pelo Sírio Libanês. Não demoraria muito para que ele conhecesse os campos de futebol, onde faria muito sucesso.

Enquanto batia uma bola, o jovem se inspirava em verdadeiros craques do futebol brasileiro na década de 1960. Em um período em que não tinha televisão, o garoto frequentava o Maracanã junto com seu tio e no estádio ele pôde ver grandes estrelas como Pelé e Garrincha.

Com tamanha inspiração nos pés, enquanto jogava uma pelada de maneira despretensiosa, Júnior estava sendo observado por Modesto Bría, treinador do Flamengo, que gostou de seu futebol. Assim, o jovem de 17 anos foi convidado para fazer um teste no rubro-negro e suas impressionantes habilidades lhe garantiram vaga no time. Curiosamente, sua primeira função em campo nas categorias de base do clube, foi como volante.

Maestro: por que do apelido?

Desde o início de sua carreira, Júnior tinha muita qualidade de passe e controle de jogo, mesmo quando ainda era lateral esquerdo. Tanto que já no final de seu ciclo como jogador, o craque passou a ser utilizado como meio-campista e todas essas suas habilidades se afloraram. Então, por conta de sua maneira de reger o ritmo de uma partida, Júnior recebeu do jornalista José Carlos Araújo a alcunha de “Maestro”.

Além de Maestro Júnior, o craque também recebeu outros apelidos durante a carreira e um deles foi “capacete”. Tal alcunha foi dada pelo ponta direita do Flamengo Reinaldo, que lhe deu esse apelido por conta de seu cabelo, que para alguns, parecia com um capacete.

E como não lembrar do apelido “vovô garoto”, que Júnior recebeu já no final de sua carreira? Tudo por causa de seu impressionante desempenho aos 38 anos idade, ao correr como um garoto e liderar o Flamengo na conquista do campeonato brasileiro de 1992.

1974–1984: Maestro Júnior surge no Flamengo para fazer história

Em 1974, o Maestro Júnior recebeu sua primeira oportunidade para atuar no time principal do Flamengo, como lateral direito. Nessa função, o jogador conseguiu se destacar e ajudou sua equipe a conquistar o Campeonato Carioca daquele ano ao lado de um tal Zico.

No ano seguinte, Júnior teve que mudar de função mais uma vez, já que o Flamengo contratou o lateral direito Toninho Baiano, que na época era um jogador mais badalado. Dessa forma, o Maestro passou a jogar na lateral esquerda e foi nessa posição em que ele fez história.

Porém, mesmo jogando muito nessa posição, o jogador viria a ter suas primeiras conquistas nessa nova função apenas em 1978, com o título carioca. A partir disso, Júnior descantou e faturou outros importantes títulos como o tricampeonato brasileiro nos anos de 1980, 1982 e 1983. Nesse meio tempo, ainda conquistou a Libertadores de 1981 e o mundial de clubes do mesmo ano, despertando inclusive, interesse do Real Madrid, mas o acordo não foi fechado.

Em todas essas conquistas, Júnior foi providencial, tanto na Libertadores, quanto nos títulos brasileiros. Tanto que em meio ao tricampeonato nacional, o craque faturou o prêmio Bola de Prata da competição nos anos de 1980, 1983, 1984 e se tornou o terceiro melhor jogador sul-americano do ano de 1981.

Jogando todo esse futebol, o jogador deixou o Flamengo em 1984, após receber uma boa proposta do futebol italiano. Assim, o craque deixava uma das melhores gerações do time rubro-negro que contou com Zico, Andrade, Leandro e Renato Gaúcho.

1984–1987: Maestro Júnior vence o racismo e dá a volta por cima no Torino

Como jogador do Torino em frente a Michel Platini.

Em 1984, o Maestro Júnior foi contratado pelo Torino da Itália por uma quantia de 2 milhões de dólares. Considerado o torneio mais forte do mundo na época, o Campeonato Italiano contava com outros brasileiros como Zico, Sócrates e Falcão, algo que seduziu o ídolo flamenguista.

Em seu primeiro ano com a camisa do Torino, Júnior pediu para atuar um pouco mais avançado, como meia-esquerda, por conta de sua idade. Na ocasião, o jogador de 30 anos sabia que tinha qualidade para atuar nessa nova função, sendo que se desgastaria muito menos. Também foi na Itália em que o jogador passou a ser chamado de uma forma diferente, como Léo Júnior.

Porém, apesar de se destacar em sua nova função, o Maestro passou por algumas dificuldades extracampo, justamente por causa de racismo. O primeiro caso ocorreu no San Siro contra o Milan, quando a torcida da casa xingou e deu cusparadas em Júnior, assim que ele deixava o estádio. Pouco depois, o jogador sofreu mais um ataque racista, dessa vez da torcida da Juventus, que levou cartazes ofensivos em relação à cor de sua pele.

Entretanto, Júnior driblou todos esses problemas e com o apoio da torcida do Torino, deu a volta por cima. Tanto que no mesmo ano ajudou sua equipe a ser vice-campeã italiana, melhor posição do Torino desde 1977. Já na temporada seguinte, o craque se superou e conseguiu a façanha de ser o melhor jogador do Campeonato Italiano, em meio a verdadeiras lendas como Maradona, Platini e Rummenigge.

Mesmo com tamanho desempenho, na temporada 1986-87, o jogador teve um desentendimento com técnico Luigi Radic e isso custou sua permanência no clube, que o negociou. Assim, Júnior saiu do Torino como ídolo, em uma passagem de 117 partidas e 18 gols.

1987–1989: Ainda na velha bota, tem boa passagem pelo Pescara

Em 1987, o Maestro Júnior chegava como o primeiro estrangeiro da história do pequeno Pescara com uma missão diferente, que era a de manter a equipe na primeira divisão italiana. Ainda como meia, recebeu a faixa de capitão do então jogador Gian Piero Gasperini, que logo de cara gostou de seu carisma. Assim, o craque brasileiro teve que liderar e orquestrar um time muito modesto no cenário italiano.

Sua missão inicial com a camisa do clube foi bem sucedida e ele ajudou o Pescara a escapar do rebaixamento nas últimas rodadas. Seu desempenho em tal campanha foi tão impressionante, que o jogador foi eleito o segundo melhor estrangeiro da série A italiana, perdendo apenas para Lothar Matthaus. Um feito e tanto, em meio a verdadeiros craques como Careca, Gullit, Rijkaard, van Basten e Maradona.

Porém, nem mesmo o seu futebol foi de capaz de livrar sua equipe do rebaixamento na temporada seguinte. Então, após o fracasso em 1988-89, aos 35 anos, Júnior retornou ao futebol brasileiro para atuar no Flamengo. Tudo por causa de saudade do Brasil e um pedido de seu filho de apenas 5 anos, que queria ver o pai atuando no Maracanã.

Então, em sua passagem pelo Pescara, Júnior atuou em 77 partidas e conseguiu anotar 11 gols.

1989-93: Em sua volta ao Flamengo, Júnior conquista a Bola de Ouro do Brasileirão

Em 1989, após passar 5 anos atuando na Europa, o Maestro Júnior retornou ao Rio de Janeiro, após um pedido de seu filho, e voltou a vestir a camisa do clube que o revelou. Nessa sua segunda passagem pelo Flamengo, o jogador conquistou a Copa do Brasil de 1990, o Campeonato Carioca de 1991 e o Campeonato Brasileiro de 1992. Em todas essas conquistas, o Maestro atuou como meio-campista, justamente por causa de sua idade, 35 anos, não reunindo mais condições de atuar na lateral.

Assim, nessa nova função, ele continuou despenhando o seu bom futebol, tanto que foi eleito Bola de Ouro na conquista do Campeonato Brasileiro de 1992, aos 38 anos. Dessa forma, Júnior conseguiu ser um dos jogadores mais velhos a conquistar tal prêmio, perdendo apenas para o goleiro Roberto Costa que foi premiado aos 40 anos.

Tal premiação mais do que merecida para um jogador que foi um verdadeiro regente do meio campo rubro negro, em meio a tantos craques como Zinho, Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e o atacante Gaúcho. Inclusive, saiu dos pés de Júnior um dos gols do empate contra o Botafogo na final do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Em meio a duas gerações espetaculares, Júnior encerrou sua passagem no Flamengo como o jogador que mais vestiu a camisa do clube, com 857 jogos e 73 gols marcados.

É o melhor lateral esquerdo da história do Flamengo?

Certamente, Júnior tem todos os ingredientes para se tornar o maior lateral esquerdo da história do Flamengo. Até porque, além de ser o jogador que mais vestiu a camisa do clube, ele também foi um colecionador de conquistas com a equipe. Tanto que ao lado de Zico, o Maestro ostenta a alcunha de o maior vencedor de títulos do rubro-negro, num total de 13 títulos oficiais.

Suas habilidades impressionantes são a prova de que além de ser o lateral esquerdo mais icônico da história rubro-negra, Júnior também é o mais técnico.

Inclusive, o jogador pode até ser considerado o melhor de sua função não apenas do lado esquerdo e sim na lateral como um todo.

Maestro Júnior na seleção brasileira

Em 1976, ao se destacar com a camisa do Flamengo, o Maestro Júnior recebeu a oportunidade de defender a seleção brasileira nas Olimpíadas do mesmo ano. Mesmo com a derrota na competição, o jogador tinha a expectativa de ser chamado para a Copa do Mundo de 1978, pois continuava se destacando em seu clube. Porém, por questões pouco explicadas e uma possível interferência na CBD pelo regime militar, o lateral foi preterido por Edinho.

Portanto, sua primeira convocação no escrete principal ocorreria somente em 1979, em um amistoso contra o Paraguai, com direito a goleada brasileira. A partir dali, Júnior tomou conta da lateral esquerda e foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, em uma mágica geração ao lado de Zico, Sócrates, Toninho Cerezo e Falcão. Porém, aquele time dos sonhos não conseguiu ser campeão, apesar de muito bom.

Na sequência, atuando como meia esquerda, Júnior perdeu mais uma Copa do Mundo com a amarelinha, dessa vez em 1986, no México. Assim, apesar de boas apresentações, o jogador não faturou títulos oficiais enquanto vestiu a camisa da seleção brasileira.

Já experiente, após a derrota na Copa de 1986, o Maestro só recebeu uma nova oportunidade de representar o escrete brasileiro apenas em 1992. Inclusive, naquele ano, ele recebeu a oportunidade de usar a faixa de capitão em amistoso contra Finlândia, mais como uma forma de homenagem. Seu último jogo foi em amistoso contra a Alemanha , em vitória brasileira por 3 a 1.

No total de sua trajetória pela seleção brasileira, Júnior atuou em 88 partidas e anotou 8 gols.

Copa de 1982: Júnior tem sua primeira e grande chance de brilhar

Júnior ao lado de Maradona na Copa de 1982.

Recém-campeão do mundo com o Flamengo, o Maestro Júnior foi convocado pela a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1982 na Espanha. Na competição, o jogador chegava como uma estrela em meio a uma constelação de craques como Leandro, Falcão, Sócrates, Zico, Toninho Cerezo e Serginho Chulapa. Todos eram treinados por uma outra lenda do banco de reservas, o mestre Telê Santana.

Porém, no primeiro jogo, a seleção brasileira teve dificuldades para vencer a União Soviética, mas logo se recuperou na competição. Assim, com Júnior sendo a estrela na lateral esquerda, o escrete canarinho venceu Escócia, Nova Zelândia e Argentina de Maradona. Inclusive, contra os Hermanos, um dos gols da vitória por 3 a 1, saiu dos pés do Maestro.

Entretanto, nem os torcedores mais pessimistas imaginariam que a seleção brasileira perderia da maneira que perdeu para a Itália. Mesmo com tal derrota, Júnior ainda conseguiu figurar entre os melhores jogadores da competição, fazendo parte do elenco de estrelas.

Copa de 1986: na segunda tentativa da seleção de Telê, mais uma frustração

Participação na Copa do Mundo de 1986.

Em mais uma tentativa de conquistar uma Copa do Mundo, Júnior chegava à seleção brasileira para atuar como meia esquerda em 1986, no México. Até porque, o jogador já vinha desempenhando essa função desde que se transferiu para o futebol italiano em 1984. Em sua antiga posição, o escrete brasileiro passou a contar com outro grande jogador, o lateral esquerdo Branco.

Então, sob mais um comando de Telê Santana e ao lado de Sócrates, Muller e Careca, o Maestro Júnior passou a orquestrar o meio campo da seleção brasileira. Tanto que mesmo sem ter marcado um gol na competição, o jogador foi fundamental nas construções de jogadas e ajudou o Brasil a chegar nas quartas de finais contra a França.

Porém, o escrete brasileiro empatou em 1 a 1 com os franceses no tempo normal e perdeu nas penalidades. Já no banco de reservas, o jogador viu seus companheiros Sócrates e Júlio César perderem suas cobranças.

Seleção brasileira de beach soccer: finalmente, muitos títulos com a seleção brasileira

Como um bom morador do Rio de Janeiro, Júnior sempre gostou de jogar futebol nas praias da cidade. Assim, após encerrar a carreira nos gramados, o veterano jogador passou a se dedicar ao futebol de areia em 1995, aos 39 anos e contou com as ilustres parcerias de Zico e Claudio Adão.

Atuando com a mesma maestria no período em que esteve nos gramados, dessa vez, o craque obteve títulos com a seleção brasileira de beach soccer. O primeiro deles foi a conquista da Copa do Mundo de 1995, seguido pelos mundiais de 1997, 1998 e 2000. O Maestro ainda foi artilheiro da competição nos anos de 1997, 1998, 1999 e 2000.

Sua aposentadoria no futebol de areia ocorreu apenas em 2001, quando o jogador tinha 47 anos de idade. Apesar de estar em forma, o jogador disse que o corpo já não estava aguentando mais o ritmo de jogo.

Aposentadoria e carreira pós-aposentadoria

Maestro Júnior como comentarista nos canais Globo.

Aos 39 anos, o Maestro Júnior sabia que a sua idade estava pesando para o prosseguimento de sua carreira. Então, mesmo atuando em um bom nível como meio-campista, o jogador decidiu pendurar as chuteiras e se concentrar em outras atividades. Sua última partida oficial foi contra Zaragoza e Inter de Milão, jogando um tempo contra cada time, em agosto de 1993.

Além de ter se dedicado ao beach soccer, Júnior passou a trabalhar como comentarista de futebol na Itália em 1995. Nessa mesma função, ele também comentou a final do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, como convidado. Três anos depois, foi contratado pelos canais Globo, para atuar nos canais SporTV e Premiere até 2003.

Nesse meio tempo, Júnior foi convidado para ser treinador do Flamengo em duas oportunidades, nos anos de 1994 e 1997, mas ambas foram sem sucesso. Ainda nessa carreira, recebeu o convite para treinar o Corinthians em 2003, onde sua passagem se resumiu a apenas 3 partidas.

Saindo dos bastidores do futebol, Júnior voltou aos microfones em 2005, para trabalhar como comentarista na Record. Seu retorno em definitivo à Globo ocorreu em 2007 para comentar jogos transmitidos para o Rio de Janeiro. Na emissora, ele ainda cobriu importantes eventos como Copa do Mundo, Libertadores, Campeonato Brasileiro, Olimpíadas, dentre outros.

Em meio ao seu trabalho no futebol, seja como comentarista ou treinador, o Maestro também teve um importante envolvimento com o samba. Tanto que lançou o hit “Povo Feliz” que depois ficou conhecido como “Voa Canarinho”, além de outros sucessos.

 

2 Comments

  1. Ataide disse:

    No jogo Fla x Bota, de 1992.
    Ele jogava no meio,era ali o Maestro.
    O lateral esquerdo, fazia jogadas equivocadas, de repente o Júnior dava aquele conselho. “É assim, joga desse jeito etc
    De repente ele falou:” Olha que eu vou aí.”.
    Tudo na camaradagem de quem ensinava.
    Pode ser que ele nem lembra .(Era um menino, como diz em SC, era um PIÁ……)

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