SL BENFICA

115 Títulos Oficiais
5.8 Milhões de Torcedores
Sport Lisboa BenficaLISBOA - Portugal
Fundação 27 de fevereiro de 1904
Estádio / Capacidade Estádio da Luz / 64.642
Apelidos Encarnados / Águias
Principais rivais Sporting / Porto / Belenenses
Apelido da torcida Benfiquistas
Mascote Águia Vitória
UEFA Champions League

1960-61
1961-62

Títulos conquistados pelo clube

Títulos Continentais

Competição Títulos Temporada
Liga dos Campeões 2 1960-61
Taça Latina 1 1949-50

Títulos Nacionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato Português 37 1935–36, 1936–37, 1937–38, 1941–42, 1942–43, 1944–45, 1949–50, 1954–55, 1956–57, 1959–60, 1960–61, 1962–63, 1963–64, 1964–65, 1966–67, 1967–68, 1968–69, 1970–71, 1971–72, 1972–73, 1974–75, 1975–76, 1976–77, 1980–81, 1982–83, 1983–84, 1986–87, 1988–89, 1990–91, 1993–94, 2004–05, 2009–10, 2013–14, 2014–15, 2015–16, 2016–17, 2018–19
Taça de Portugal 26 1939–40, 1942–43, 1943–44, 1948–49, 1950–51, 1951–52, 1952–53, 1954–55, 1956–57, 1958–59, 1961–62, 1963–64, 1968–69, 1969–70, 1971–72, 1979–80, 1980–81, 1982–83, 1984–85, 1985–86, 1986–87, 1992–93, 1995–96, 2003–04, 2013–14, 2016–17
Taça da Liga 7 2008–09, 2009–10, 2010–11, 2011–12, 2013–14, 2014–15, 2015–16
Supertaça Cândido de Oliveira 8 1980, 1985, 1989, 2005, 2014, 2016, 2017, 2019
Campeonato de Portugal 3 1929–30, 1930–31, 1934–35
Taça Ribeiro dos Reis 3 1963–64, 1965–66, 1970–71

Títulos Regionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato de Lisboa 10 1909–10, 1911–12, 1912–13, 1913–141915–16, 1916–17, 1917–18, 1919–20, 1932–33, 1939–40,
Taça de Honra de Lisboa 18 1919–20, 1921–22, 1962–63, 1964–65, 1966–67, 1967–68, 1968–69, 1971–72, 1972–73, 1973–74, 1974–75, 1977–78, 1978–79, 1979–80, 1981–82, 1983–84, 1985–86, 1987–88

História

Sport Lisboa Benfica : o maior campeão de Portugal!

Águia Vitória

Um dos três grandes clubes de Portuga, sendo um dos mais tradicionais da Europa, o Sport Lisboa e Benfica também é um dos maiores vencedores do continente. Ao lado do FC Porto e do Sporting Lisboa, o clube protagoniza o futebol de seu país há muitas décadas junto com seus rivais.

Os encarnados são os maiores campeões do país, e ainda acumulam títulos europeus que os colocam entre os maiores clubes da Europa. São 37 títulos da Primeira Liga, principal campeonato local, 26 da Taça de Portugal e 7 da Taça da Liga, onde nessas competições é o maior vencedor dentre todas edições.

Além disso, possui duas conquistas continentais na década de 1960, da Champions League. São os principais títulos das Águias, em um dos elencos mais famosos e lembrados até hoje no futebol mundial.

Foi justamente neste período que o clube revelou um dos maiores jogadores de todos os tempos, o craque Eusébio da Silva Ferreira,  maior ídolo dos benfiquistas. Com Eusébio, o clube viveu sua fase mais vitoriosa e conquistou a notoriedade que possui até hoje. Neste período, a equipe era temida por qualquer adversário em todo mundo. 

Uma das equipes mais valiosas do mundo

Um dos maiores patrimônios do Benfica são seus torcedores apaixonados e fanáticos. O clube soma quase 5 milhões de torcedores segundo pesquisas realizadas no país. Isso representa aproximadamente 47% de toda população de Portugal que conta com pouco mais de 10 milhões de habitantes .

Na Europa os números de torcedores de um clube em relação a proporção populacional são os maiores do continente. Isso demonstra o tamanho que os encarnados possuem no país. Fora de Portugal, também possuem uma grande popularidade, onde quase dobra o número de adeptos totais do clube somando pesquisas em outros continentes.

O número de benfiquistas por partida realizada em casa, no Estádio da Luz, está entre os 10 maiores públicos da Europa anualmente. O Benfica se vangloria de ficar a frente de clubes tradicionais do velho continente como Internazionale de Milão, Paris Saint-Germain e Atlético de Madrid na média de torcedores por temporada. O clube sempre na casa dos 55.000 aproximadamente, de 65.647 lugares disponíveis no estádio.

1904 – 1959: fundação e décadas iniciais do SL Benfica

Primeiros times do Benfica.

A fundação do SL Benfica ocorreu em 28 de fevereiro de 1904, após a junção de dois grupos que estavam envolvidos com futebol, o Grupo do Catataus e a Associação do Bem, no bairro do Belém.

Meses antes desta data os grupos já realizavam parcerias e conversavam sobre a fundação do clube, onde definiram o emblema, cores e o nome. Na reunião que selou a fundação reuniram-se 24 membros para escolher o presidente, secretário e tesoureiro, e o primeiro nome foi Grupo Sport Lisboa.

As cores escolhidas foram o vermelho e o branco, que são usadas até hoje, e no escudo há uma águia e os dizeres “E Pluribus Unum”, que traduzido do latim significa “De muitos, um”. A águia virou a mascote oficial do clube, e hoje em todas as partidas do Benfica em casa, a ave sobrevoa o estádio e pousa no escudo do time. Daí vem um dos apelidos do time, de águias, e outro é encarnados, que vem por conta da cor vermelha predominante na camisa da equipe.

Um dos homens mais influentes nos primeiros anos do clube foi Cosme Damião, que era um dos 24 fundadores do Benfica. Ele foi também jogador, capitão, treinador  e dirigente da equipe, só não era presidente porque não queria. Quando jogava como meia entrou em 67 partidas e marcou 8 gols, entre 1907 e 1916.

Início vitorioso do Benfica

Nas primeiras disputas da Primeira Liga, que começou na temporada 1934/35, o Benfica manteve a hegemonia junto com seu rival da capital, o Sporting. A primeira conquista foi em 1935/36 e até o ano de 1959 foram 9 conquistas da competição, contra 10 do Sporting e apenas 5 do FC Porto.

Na Taça de Portugal, a competição disputada por clubes da primeira e segunda divisão e os campeões distritais, O Benfica foi hegemônico até o ano de 1959. A primeira disputa da competição foi em 1938/39 e o primeiro título dos encarnados foi em 1939/40. No período, as águias venceram 10 Taças contra 5 do Sporting, consolidando a hegemonia neste torneio, inclusive com um tetracampeonato entre os anos de 1948 e 1953.

No ano de 1950 veio a primeira conquista de âmbito continental, a Taça Latina. A competição foi considerada uma prévia do que viria a ser a Champions League anos depois. Era organizada por clubes da França, Itália, Espanha e Portugal. O Benfica como campeão nacional conseguiu disputar a edição de 1950 na qual se sagrou campeão em cima do Bourdeaux da França.

1954 – Construção do Estádio da Luz

Casa do Benfica

Antes de 1954 o Benfica migrou por diversos estádios diferentes ao longo de sua trajetória. Seis casas oficiais  foram sendo trocadas por conta do crescimento do esporte e a necessidade de melhorias da estrutura, desde a qualidade dos gramados até as arquibancadas para comportar mais torcedores.

Finalmente no final da década de 1940, o projeto de um antigo jogador do clube, João Simões, foi aprovado e a construção do estádio se iniciou em 1953. A estrutura teve como capacidade inicial 40.000 pessoas, mas com o sucesso do time, o publico total só aumentou, chegando a 120.000 lugares ao final da década de 1980.

Em 2001 a Assembleia Geral de Sócios aprovou a demolição do estádio para a construção de uma nova arena, totalmente modernizada que abrigaria as partidas principais da Eurocopa de 2004, e sua capacidade atual é de 65.647 lugares.

O estádio foi demolido por etapas, onde a equipe chegou a utilizar o estádio em meios as obras, com a capacidade reduzida antes do fechamento total. Sua reinauguração ocorreu no 25 de outubro de 2003, contra o Nacional do Uruguai e vitória por 2 a 1. No estádio antigo, também chamado hoje em dia de “Velha Catedral” a partida inaugural foi em 1 de dezembro de 1954 contra o rival FC Porto, em derrota por 3 a 1.

Década de 1960: período de ouro do Benfica

Benfica bicampeão: 1960-6 e, 1961-62.

A grande década da história do Benfica foi nos anos 1960. Os encarnados montaram um time que dominou o cenário europeu durante esses anos, que levou a equipe a 5 finais da European Cup, antecessora e equivalente a Champions League atual.

Destas 5 foram, duas foram vitoriosas e três com vice-campeonato. Os títulos vieram nas temporadas 1960/61 e 1961/62 ocupando o lugar do Real Madrid, que dominava o cenário continental no período que havia conquistado 5 títulos do torneio de forma consecutiva.

A equipe comandada pelo técnico Béla Guttman durante os títulos continentais tinha como base o goleiro Alberto da Costa Pereira, os zagueiros Mário João, Germano Figueiredo, e Ângelo Martins. No meio campo contava com Fernando Cruz, que atuava como zagueiro ou lateral esquerdo também caso precisasse, Domiciano Cavém, jogador que atuava em todos setores do meio campo. Mais a frente o quinteto Mario Coluna, José Augusto, José Águas, Antônio Simões e Eusébio.

Assim, com o sucesso que a equipe conquistou no esquema tático de Béla Guttman, que havia trabalhado com ninguém menos que Ferenc Puskas, levou muitos jogadores do clube para formar a base da seleção portuguesa que foi terceira colocada na Copa do Mundo de 1966, seu melhor resultado na competição.

Durante esta década vitoriosa, não foi apenas na Europa que o clube foi hegemônico. No cenário local, os encarnados conquistaram a Liga em 7 oportunidades, incluindo um tetracampeonato, e 4 títulos da Taça de Portugal, coroando assim um dos maiores times da história.

Eusébio: grande ídolo do clube

Eusébio, maior ídolo da história do Benfica.

O principal jogador do elenco no período foi o jogador de origem moçambiquenha Eusébio. Ele esteve no time somente na segunda conquista europeia, mas sua ascensão no elenco benfiquista e na seleção portuguesa foi meteórica. Dono de uma grande força física, habilidade para driblar e precisão para fazer gols se tornou o maior jogador da história de Portugal.

O Pantera Negra foi artilheiro do campeonato continental em 1965, 1966 e 1968, e da Primeira Liga em 7 oportunidades, atuações que lhe renderam premiações individuais como a Bola de Ouro de 1965 e a Chuteira de Ouro nos anos 1967/68 e 1972/73. Até hoje é o maior artilheiro da história do Benfica, com uma marca quase impossível de se alcançar, com 471 tentos ao todo.

1960-1961 e 1961-1962: Benfica é Bicampeão da Champions League

Comemoração do título europeu de 1961-62.

Na temporada de 1960/61 o Benfica foi sorteado para enfrentar o Hearts da Escócia, dentre as 27 equipes participantes do torneio. Passou com duas vitórias tranquilas. Na primeira fase, enfrentou o Újpesti Dózsa, goleou o rival por 6 a 2 na primeira partida e mesmo com uma derrota na segunda partida, chegou às quartas de final contra o AGF da Dinamarca. Depois de duas vitórias passou para as semifinais contra o Rapid Wien da Áustria. 

Chegou à decisão com uma vitória e um empate para enfrentar o Barcelona, que havia eliminado seu maior rival e atual pentacampeão Real Madrid. Em Berna na Suíça, palco da final em jogo único, os encarnados saíram atrás do placar, mas no final venceram por 3 a 2 conquistando o primeiro título europeu.

No ano seguinte, as águias ganharam o direito de começarem a disputa na primeira fase, e passaram pelo Áustria Vienna. Nas fases seguintes venceu o Nurenberg da Alemanha e o Tottenham Hotspur da Inglaterra. Na final encontrou outro espanhol, dessa vez o poderoso Real Madrid que havia aplicado goleadas em alguns adversários durante a competição. 

Na final disputada em Amsterdã na Holanda, os merengues abriram 2 a 0 no primeiro tempo, mas logo os encarnados reagiram com Águas e Cavém. O Madrid voltou a ficar a frente no placar com outro gol de Puskas, que já havia marcado os outros dois gols. Mas na segunda etapa Coluna virou e Eusébio marcou duas vezes para fechar o placar e selar o bicampeonato.

José Águas foi destaque nas duas conquistas, na primeira foi o artilheiro da competição e na segunda marcou 6 gols. José Augusto e Joaquim Santana também foram fundamentais no segundo título. Já Eusébio começou a assumir o protagonismo com 5 gols, 2 deles na final.

1962: disputa do mundial contra Santos de Pelé

Eusébio e Pelé se encontram na final do Mundial de 1962.

Em 1961, o Benfica não conseguiu levar a melhor contra o Penãrol na Copa Intercontinental. Os encarnados venceram o jogo de ida em casa por 1  a 0, mas levou a pior no Uruguai, sendo goleados por 5 a 0.

No ano seguinte, o Benfica mediu forças contra um dos maiores times de todos os tempos, o Santos de Pelé. As duas equipes eram consideram as duas melhores do mundo naquela temporada. Eusébio e Pelé eram os grandes destaques de cada time e ver os dois jogadores frente a frente era uma atração a parte.

No Maracanã, em jogo disputado, o Santos levou a melhor por 3 a 2, com dois gols de Pelé e um Coutinho. Na partida de volta, no Estádio da Luz, os brasileiros sobraram no confronto e aplicaram goleada por 5 a 2. Pelé marcou três tentos no jogo e Eusébio deixou sua marca nos últimos minutos.

Vice-campeonatos da Liga dos Campeões: 63, 65 e 68

Em outras três oportunidades na década de 1960 o Benfica chegou à final da Liga dos Campeões. Na primeira, teve a chance de conseguir o tricampeonato, mas foi impedido pelo Milan na decisão. Mesmo com Eusébio inaugurando o placar, os italianos conseguiram a virada no segundo tempo.

Na temporada 1964/65 mesmo depois de ganhar do Real Madrid com ótima atuação de Eusébio nas quartas de final, o Benfica foi derrotado na final por outro clube italiano, dessa vez a Internazionale de Milão, por 1 a 0 em jogo disputado no estádio dos interistas.

Na disputa de 1967/68, novamente chegou à final, depois de atuações exuberantes de Eusébio. Mas na grande final nova derrota, agora para o Manchester United da Inglaterra por 4 a 1. A partida ficou empatada no tempo regulamentar e os ingleses foram muito superiores na prorrogação anotando 3 gols. O Pantera Negra foi o grande destaque do time mesmo com as derrotas nas finais, onde foi artilheiro duas vezes em 1965 e 1968.

Década de 1970: Benfica passa por época de transição

A década de 1970 começou tão boa quanto a anterior para as águias. Logo nos primeiros anos do período conseguiu um tricampeonato do Campeonato Português. Depois de um ano de intervalo, veio novo tricampeonato do torneio, aumentando mais a hegemonia do clube no país.

Foram muitas conquistas no âmbito nacional, que mesmo com uma transição natural no elenco principal, o clube continuou sobrando no país. Jogadores como Eusébio e outras estrelas da década anterior deixaram o clube durante o período. O Pantera Negra deixa o Benfica em 1975, assim como Antônio Simões no mesmo ano e referências como Mário Coluna anos antes, José Augusto e Domiciano Cavém por exemplo. Na década chegaram nomes que se destacaram como Shéu, o goleiro Bento e Humberto Coelho.

O Benfica foi o primeiro clube do país a conseguir conquistar a liga portuguesa de maneira invicta, na temporada 1972/73. Nesta mesma temporada a campanha foi tão dominante que a diferença de pontos para o segundo colocado, o FC Porto, foi de 18 pontos, e no período as vitórias valiam 2 pontos. Na temporada 1977/78 repetiu a dose em relação a invencibilidade, e foi o último título da competição na década.

Década de 1980: Benfica reconquista relevância europeia

Benfica teve boa campanha na década de 80.

No final da década de 1970 os encarnados amargaram três anos seguidos sem conquistar o Campeonato Português. Logo no ano de 1980, o clube conquistou a liga e a Taça de Portugal em cima de seu maior rival, o FC Porto.

Depois de mais uma temporada sem bons resultados, o treinador Sven Göran Eriksson assume o comando da equipe e logo consegue elevar novamente o patamar das Águias. Novamente vence o Campeonato Português e a Taça da Liga em cima do FC Porto, e chega à final da Taça UEFA, mas perde para o Anderlecht da Bélgica.

Ao todo, na década conquistou cinco vezes o Campeonato e a Taça de Portugal, dando um saldo positivo para os anos em questão. Para coroar a década faltaram os títulos continentais que chegaram perto das mãos portuguesas. Mas, em três finais, uma na Taça da UEFA (Europa League atual) e  duas na Champions League, o clube saiu derrotado. Na Champions, torneio mais importante, perde para o PSV da Holanda em 1987/88 e na temporada 1989/90, com Erikisson de volta, fracassa contra o Milan, como em 1963.

1990-2012: Benfica vê Porto dominar o futebol português

Após perder nova final de Champions League o clube não se abateu. Começou a década de 1990 com um título inquestionável do Campeonato Português, com apenas uma derrota. No entanto, os anos seguintes foram com poucas conquistas e bons resultados.

Em 1992/93 vence a Taça de Portugal e em 1993/94 vence o Campeonato Português, e depois disso entra em uma grave crise financeira que só seria revertida anos mais tarde. Assim, os encarnados colecionaram resultados secundários dos quais não estavam acostumados, inclusive algumas goleadas em competições continentais.

Na temporada 2000/01 o clube termina em sua pior colocação, o sexto lugar e não demonstrava sinais de recuperação tão claros. Em 2004 o novo Estádio da Luz foi inaugurado e o clube conquistou um título depois de 8 anos, a Taça de Portugal em cima do rival e ascendente FC Porto, que dominou o futebol no país durante o período de vacas magras das águias.

Foi nessa época que o clube viveu um episódio dos mais tristes de sua história, o falecimento em campo do jogador Miklós Fehér com a camisa dos encarnados. Em 2004/05 voltou a ganhar o Campeonato Português depois de 11 anos, com um gol do ídolo brasileiro da equipe, o zagueiro Luisão.

O clube viveu de alguns lampejos como este nestes anos, e na temporada 2009/10 voltou a vencer a primeira Liga, sob o comando de Jorge Jesus. O elenco contava com bons jogadores como Ramires, Fábio Coentrão, Javier Saviola, Di Maria, Pablo Aimar, Javi García e Óscar Cardozo.

Ainda nestes anos, o maior sucesso do clube foi na Taça da Liga onde conseguiu o tetracampeonato de 2009 até 2012, mas viu o FC Porto se consolidar e dividir o protagonismo do país e da Europa. O Benfica viveu seu pior período apesar de alguns títulos até 2012.

Pós-2012: Benfica volta a dominar o futebol português

Novos craques do Benfica após 2012.

Depois desse período turbulento e de muitas oscilações, as águias começaram a ganhar destaque novamente no cenário europeu e em seu próprio país. Na temporada 2012/13, embora tenha perdido a Primeira Liga nas últimas rodadas e fracassou na final da Taça de Portugal e na Taça da ligam na primeira na final, o clube conseguiu alcançar a final da UEFA Europa League (antiga Copa da UEFA).

Disputou a competição após ficar em terceiro lugar em seu grupo na Champions League, e acabou derrotado pelo Chelsea da Inglaterra, levando a virada nos minutos finais da partida. O clube chegou à decisão da mesma competição no ano seguinte, e novamente foi derrotado, dessa vez para o Sevilla na disputa de pênaltis.

Foi nesta temporada de 2013/14 que o clube sofreu o baque muito grande, o falecimento de seu maior ídolo histórico, Eusébio no mês de janeiro. Os encarnados retiraram forças para homenagear o Pantera Negra e na mesma semana do falecimento do ídolo, venceu o FC Porto em arrancada que terminaria no título da Primeira Liga.

Na mesma temporada, o clube fez barba, cabelo e bigode. Venceu a Primeira Liga, a Taça de Portugal e novamente a Taça da Liga, sendo o primeiro clube português a conseguir o triplete dos principais campeonatos locais. A façanha poderia ter sido maior caso vencesse a Liga Europa, mesmo assim a volta por cima do Benfica começa a partir dessa temporada.

Nos anos seguintes, o clube conquistou a Primeira Liga de forma consecutiva, consolidando mais um tetracampeonato da competição, da temporada 2013/14 até 2016/17. O clube também conseguiu conquistar de forma seguida a Taça da Liga e voltou a disputar as quartas de final de Champions League em 2015/16, mas foi eliminado pelo Bayern Munich.

Anos recentes e novos craques do Benfica

O time base desse período vitorioso começou com o comando de Jorge Jesus e passou para as mãos de Rui Vitória com um bom elenco e algumas mudanças ao longo destas temporadas. O veterano e premiado goleiro brasileiro Júlio César chegou para comandar a defesa. 

O ataque contava com uma dupla goleadora formada por Jonas e Lima, posteriormente chegou o grego Kostas Mitroglu para completar o ataque. A defesa tinha o capitão Luisão e contou com o surgimento do lateral Nelson Semedo e o crescimento de Alex Grimaldo. No meio campo Pizzi e Toto Slavio ditaram o ritmo do setor ao longo destas temporadas.

A última conquista da Primeira Liga veio em 2018/19, sob o comando de Bruno Laje. O clube segue no jejum de títulos continentais, mas conseguiu retomar o protagonismo em seu país depois de anos sombrios para os benfiquistas.

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sport_Lisboa_e_Benfica#T%C3%ADtulos

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/uefa-estes-sao-os-clubes-que-levam-mais-adeptos-ao-estadio-benfica-e-um-deles-257707

https://ciberia.com.br/time-de-portugal-com-o-maior-numero-de-torcedores-50629

https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_da_Luz_(1954)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_da_Luz

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/slb/historia/estadios-anteriores/historia-dos-estadios

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/slb/palmares

https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Latina

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_de_Portugal#Finais

https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Liga#Campe%C3%B5es

https://www.imortaisdofutebol.com/2012/06/16/esquadrao-imortal-benfica-1960-1964/

https://www.ofutebologo.com.br/2014/04/times-que-gostamos-benfica-1960-1962.html

https://www.torcedores.com/noticias/2018/12/lista-ganhadores-bola-de-ouro

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A9bio

https://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_benficapt.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_dos_Clubes_Campe%C3%B5es_Europeus_de_1960%E2%80%9361

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_dos_Clubes_Campe%C3%B5es_Europeus_de_1961%E2%80%9362

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_dos_Clubes_Campe%C3%B5es_Europeus_de_1964%E2%80%9365

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_dos_Clubes_Campe%C3%B5es_Europeus_de_1967%E2%80%9368

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Sport_Lisboa_e_Benfica#A_d%C3%A9cada_de_1970

https://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_do_Sport_Lisboa_e_Benfica_de_2016%E2%80%9317

https://observador.pt/especiais/benfica-os-melhores-36-jogadores/

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