Palmeiras

55 Títulos Oficiais
12.7 Milhões de Torcedores
Sociedade Esportiva PalmeirasSão Paulo - Brasil
Fundação 25 de agosto de 1914
Estádio / Capacidade Allianz Parque / 43.713
Apelidos Verdão / Alviverde / Palestra / Campeoníssimo / Porco
Principais rivais Corinthians / São Paulo / Santos
Apelido da torcida Palmeirense / Palestrino
Mascote Porco
Mundial de Clubes

1951

Libertadores

1999, 2020

Títulos conquistados pelo clube

Títulos Mundiais

Competição Títulos Temporada
Copa Rio Internacional 1 1951

Títulos Continentais

Competição Títulos Temporada
Copa Libertadores 2 1999, 2020
Copa Mercosul 1 1998

Títulos Nacionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato Brasileiro 10 1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016 e 2018
Copa do Brasil 4 1998, 2012, 2015, 2021
Copa dos Campeões 1 2000
Campeonato Brasileiro - Série B 2 2003, 2013

Títulos Regionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato Paulista 23 1920, 1926, 1927, 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942, 1944, 1947, 1950, 1959, 1963, 1966, 1972, 1974, 1976, 1993, 1994, 1996, 2008 e 2020
Campeonato Paulista Extra 2 1926, 1938
Torneio Rio-São Paulo 5 1933, 1951, 1965, 1993, 2000

História

Quando surgiu o alviverde imponente

Primeiros anos do Palmeiras.

A história do Palmeiras que conhecemos hoje em dia, tem uma grande influência de imigrantes oriundos da Itália, que povoaram a cidade de São Paulo no início do século XX. Por conta da falta de uma ideia de nacionalidade dos imigrantes do país europeu, muitos imigrantes buscavam criar manter suas raízes em associações próprias, mas que não se consolidavam.

Porém, o Palestra Itália surgiu para quebrar esse estigma e conseguiu aglutinar de vez os imigrantes italianos e reunir diversos admiradores oriundos da Itália. O anúncio sobre a fundação do novo clube veio a partir da publicação em um jornal direcionado aos imigrantes chamado de Fanfulla, por meio dos jovens Luigi Cervo, Luigi Marzo, Vincenzo Ragognetti e Ezequiel Simone convocando interessados para a fundação da agremiação.

Assim, no dia 26 de agosto de 1914, à antiga rua Marechal Deodoro, o Palestra Itália foi criado oficialmente, com o intuito levar a prática esportiva a seus associados e trazer alegrias com os esportes praticados, junto a 46 integrantes no conselho. Nos primeiros anos, o clube manteve o nome da fundação, que seria modificado no ano de 1942. A mudança de nome veio em decorrência da Segunda Guerra Mundial, onde o Presidente do Brasil, Getúlio Vargas, decretou que era proibido ter referências de países integrantes do Eixo em seus nomes, primeiramente Palestra de São Paulo, e depois Sociedade Esportiva Palmeiras, em 20 de setembro de 1942.

Símbolo, escudo e cores: significado

O clube adotou o atual escudo logo após a mudança em seu nome, no ano de 1942. O emblema arredondado leva a palavra Palmeiras curvada abaixo do brasão, junto a oito estrelas que são referência ao mês de fundação (agosto). O brasão leva o formato da Cruz de Savóia, emblema da Casa Real da Itália, junto a letra “P” que faz parte dos símbolos desde a fundação do Palestra Itália e vinte e seis linhas alusivas ao dia de fundação.

As primeiras cores que o clube adotou foram o verde, branco e o vermelho. Mas o vermelho foi extinto após a mudança de nome em 1942. Em meados do ano 1917, o clube passou a jogar todo de verde, e com isso, alguns torcedores passaram a chamar o time de “Periquito”, animal no qual foi adotado como primeiro mascote após a Segunda Guerra Mundial.

Ainda no período recente após a Guerra, os adversários do Palmeiras começaram a chamar os torcedores e jogadores de “Porco”, maneira pejorativa que os italianos passaram a ser chamados na época. Depois de muito tempo sendo provocado, a torcida do verdão adotou o termo muito em função de um diretor de marketing do clube, João Roberto Gobatto, em 1986 que era favorável a adoção do termo. Em 2016 o “Porco Gobatto” foi oficializado como mascote do Palmeiras e figura ao lado do Periquito as partidas da equipe.

Primeiras décadas do Palmeiras

Palmeiras em suas priemiras décadas.

Nos primeiros anos, o Palmeiras se preparou muito antes de realizar os primeiros jogos, e passou meses treinando em um campo no bairro da Vila Mariana. No primeiro ano de existência disputou apenas amistosos e quase viu a instituição encerrar as atividades. Com a Primeira Guerra Mundial,  muitos sócios e jogadores tiveram que lutar pela Itália.

Foi na primeira década de existência que o Verdão conheceu seu grande arquirrival, o Corinthians. Também, conquistou seu primeiro título oficial, do Campeonato Paulista de 1920 em cima da grande equipe do momento, o Paulistano. O período reuniu alguns jogadores considerados importantes, como os irmãos Imparato, Gaetano e Ernesto, que estiveram no elenco nos títulos de 1920 e 1926. Posteriormente veio Luís que ganhou quatro estaduais nos anos 1930.

Com o apoio da Companhia Matarazzo, o Palmeiras fechou uma parceria que desencadeou na compra de uma nova casa. O campo do Parque Antártica, que é no mesmo lugar da atual arena que o clube manda seus jogos hoje em dia.

1930 – 1940: primeiras conquistas relevantes

Dos anos 1930 até 1940, o Verdão conquistou cinco vezes o Campeonato Paulista, com um tricampeonato entre os anos 1932 e 1934, o único da história do clube. Venceu também o primeiro Torneio Rio-São Paulo de sua história em 1933. Nesta década, aplicou goleadas históricas em cima de seus rivais, foram dois 8 a 0 contra Santos e Corinthians em 1932 e 1933 respectivamente. Ainda em 1940, com a inauguração do estádio do Pacaembu, o Alviverde conheceu um novo palco onde realizou partidas históricas.

Palmeiras de 1942 após mudar de nome.

A Alcunha de “Campeoníssimo” veio após o clube ganhar um troféu de mesmo nome em 1942, após ter tido retrospecto melhor que seus rivais Corinthians e São Paulo no Paulista do mesmo ano. Foram mais três títulos estaduais após a mudança de nome em 1942 que consolidaram o clube como um dos grandes do estado. Oberdan Cattani, Jair Rosa Pinto, Waldemar Fiúme, Liminha e Villadoniga foram alguns dos nomes mais importantes do clube no período.

1951– Palmeiras campeão mundial?

Notícia do título mundial do palmeiras em 1951.

Em 1951, com o intuito de repetir o sucesso da organização da Copa do Mundo de 1950, o jornalista Mario Filho encabeçou um projeto para a criação de um torneio, disputado em caráter mundial com clubes campeões em seus países.

A CBD foi encarregada da organização, que embora houvesse o apoio da FIFA, a entidade máxima do futebol não assumiu qualquer papel na realização do torneio. Como o próprio presidente na época (Jules Rimet) declarou em entrevistas.

Com isso, a competição saiu do papel e foi disputada no ano de 1951, mesmo em meio a desistência de muitos clubes campeões convidados pela organização, jogaram o torneio o Vasco da Gama, Áustria Viena, Nacional do Uruguai, Sporting Lisboa, Juventus da Itália, Nice da França e Estrela Vermelha da Iugoslávia.

Após ficar em segundo de seu grupo, o Palmeiras enfrentou o Vasco em dois jogos no Rio de Janeiro nas semifinais, onde venceu o primeiro e empatou no segundo. Nos dois jogos finais contra a Juventus, o Verdão venceu o primeiro por 1 a 0 e no empate por 2 a 2 sagrou-se campeão do torneio.

Por muitos anos, os palmeirenses discutem com os rivais que o título é mundial da Copa Rio, honraria que só foi reconhecida pela FIFA no Comitê Executivo de 2014. Embora toda a disputa na época foi reconhecida como do um torneio mundial de clubes ou intercontinental.

A mesma Copa Rio foi realizada no ano seguinte, em 1952, com o Fluminense conseguindo o título em cima do Corinthians. Em seguida, a competição seria disputada de 4 em 4 anos, algo que não aconteceu, pois foi substituída  pelo torneio octogonal Rivadavia Corrêa Meyer. Anos depois, entidades que comandam o futebol em seus continentes criaram suas  próprias competições, como Libertadores e Copa dos Campeões.

Década de 1960: primeira Academia de Futebol

Primeira Academia em seu título brasileiro de 1967.

O termo palestra é oriundo do grego e traduzida livremente do italiano “academia ou escola onde se pratica atividades físicas”. Foi daí que surgiu o apelido de uma das gerações mais emblemáticas que o clube teve ao longo de sua história.

O alto nível de futebol praticado pelo time que tinha Ademir da Guia como maior astro, da companhia, ganhou esse apelido por “dar aulas” para seus principais adversários dentro de campo. Ainda contava com outros grandes nomes como Djalma Santos, Valdir de Moraes, Djalma Dias, Servílio e Julinho Botelho que gravaram seus nomes na história do clube com o futebol praticado pela Academia, que teve como um dos treinadores mais marcantes do período, Osvaldo Brandão.

Nesta década o Verdão teve uma fase recheada de títulos, foram quatro conquistas nacionais que posteriormente foram reconhecidas como Campeonato Brasileiro pela CBF atualmente, sendo elas duas Taças Brasil em 1960 e 1967 e duas Taças de Prata em 1967 e 1969 (Roberto Gomes Pedrosa). Ainda conquistaram dois estaduais em 1963 e 1966 e um torneio Rio -São Paulo em 1965,sob o comando do técnico Filpo Nuñez

Ainda em 1965, um feito raro na história do futebol mundial, o Palmeiras foi convidado para representar a Seleção Brasileira com todos os seus jogadores. A ocasião foi a inauguração do Estádio do Mineirão em Belo Horizonte, em um amistoso contra a Seleção do Uruguai. O Palmeiras/Brasil venceu o rival por 3 a 0.

1972 – Se forma a segunda academia de futebol

Palmeiras em sua segunda Academia na década de 70.

A alta qualidade do futebol palmeirense permaneceu na década de 1970, mesmo em meio a alterações no elenco e no comando técnico. Com isso, o apelido da geração anterior ganhou um upgrade, e o elenco deste período passou a ser conhecido como “Segunda Academia”.

Ademir da Guia seguiu como o grande nome da equipe, e ao lado de Dudu receberam a companhia de grandes nomes, começando com Emerson Leão no gol, Luís Pereira e Alfredo na defesa, Jorge Mendonça no meio e os atacantes Leivinha, Edu Bala, César Maluco e Nei. Osvaldo Brandão estava de volta ao clube e foi importante na conquista do Paulista de 1972 e do Campeonato Brasileiro, segunda edição com essa nomenclatura.

No ano seguinte, o clube repetiu a dose e se sagrou bicampeão brasileiro, o primeiro do novo formato do campeonato. Em 1974, veio uma nova conquista estadual que consagrou a Segunda Academia e ótimo futebol jogado pela equipe durante muitos anos.

1976 – 1993 – Palmeiras com jejum de títulos

Coincidentemente com o final da carreira de seu ídolo máximo, Ademir da Guia, o Palmeiras passou por um período de falta de títulos em seu currículo. Dudu remanesceu no elenco, mas já era um veterano jogador e ao lado de estrelas como Leão e Nei, o melhor resultado conquistado foi o vice-campeonato Brasileiro de 1978.

Com muitas alterações no elenco, o clube tentou repetir a receita dos anos anteriores, e trazer jogadores de sucesso no futebol do interior de São Paulo. O clube contou com nomes consagrados para técnico, como Telê Santana, Ivo Wortmann, Emerson Leão, Jair Pereira, Mauro Travaglini, Paulo César Carpeggiani e Rubens Minelli, por exemplo.

Alguns jogadores de peso também estiveram no elenco alviverde durante o jejum de conquistas. O volante Batista (atuou no mundial de 1982). Luís Pereira, Fedato, Edu Manga, Dorival Júnior, Toninho Cecílio, Eder, Perivaldo e Jorginho estiveram com a camisa do Verdão, mas não conseguiram reverter a ausência de títulos, e mesmo ao chegar perto de decidir algum campeonato, não fizeram muito pelo clube.

Tudo mudou após a chegada de uma parceria que deu muito certo no Palmeiras, e trouxe muitos jogadores importantes que foram fundamentais para conquistas importantes que vieram posteriormente. Velloso e Galeano, consagrados nos anos 1990 estiveram no clube na fase final do grande jejum de títulos que assolou o Parque Antártica.

1992-2000 – A Era Parmalat no Palmeiras

Parceria entre Palmeiras e Parmalat rendeu muitos títulos.

Em 1992 o Palmeiras viu uma grande chance de voltar a dividir os holofotes com seus principais rivais, que foi com a vinda da Parmalat para firmar uma parceria de sucesso com o clube.

A princípio o Palmeiras estava conversando sobre uma parceria que desencadearia em uma fusão das equipes esportivas do Alviverde com o Clube Atlético Pirelli. Mas, por conta de mudanças internas na Pirelli, a parceria nunca saiu do papel.

A Parmalat negociava com a Pirelli, assim como o Palmeiras, mas com o fim dos esportes da empresa de pneus, a empresa de laticínios se aproximou do Alviverde com o intermédio de José Carlos Brunoro, que era técnico do time de vôlei da Pirelli e participou das negociações e se tornou o diretor da parceria.

Logo no início a Parmalat mostrou a que veio, e investiu pesado no clube, visando reverter o jejum de títulos e promover sua consagrada marca no país. Assim, contratou jogadores promissores que se tornariam grandes estrelas no futuro como Rivaldo, Edílson, Roberto Carlos, Edmundo, Djalminha, Luizão, Júnior, Rincón, Viola, Oséas, Zinho, Alex, Euller, Cafu, Arce, Paulo Nunes, Mancuso, Mazinho e Flávio Conceição são alguns nomes que foram fundamentais em conquistas durante o período da parceria entre Parmalat e Palmeiras.

1993 – Fim do jejum com estadual e Brasileiro

Palmeiras vence Corinthians na final do paulista de 93.

Com a Parmalat, o Palmeiras voltou a ser temido pelos rivais, e montou um time de respeito para a disputa dos campeonatos do ano de 1993. O comandante daquela equipe foi Vanderlei Luxemburgo, responsável por tentar colocar o Palmeiras entre os campeões novamente e de dirigir um time recheado de estrelas.

Logo no Paulistão de 1993, o Verdão teve a melhor campanha da primeira fase, 5 pontos a frente do São Paulo, segundo colocado. Com isso, se classificou à segunda fase, onde também obteve a melhor campanha que o habilitou para a grande final contra seu maior rival, o Corinthians.

As partidas finais foram disputadas no Morumbi, e na primeira, o rival venceu por 1 a 0 com gol de viola, que provocou a torcida palmeirense. Na segunda, o Verdão usou a provocação como fator motivador e atropelou o Timão por 4 a 0, que lhe rendeu o título estadual depois de 16 anos sem conquistas.

Na disputa do brasileiro daquele ano, o Alviverde chegou como um dos favoritos, e fez valer todas as apostas em seu elenco. Liderou seu grupo na fase inicial e se classificou para a segunda fase, onde ao ficar em primeiro chegou à final para enfrentar o Vitória da Bahia. Após dois triunfos por 1 a 0 e  2 a 0, um novo grito de campeão ecoou, agora do Brasil.

1994 – Palmeiras repete o feito anterior: bicampeão paulista e Brasileiro

A base do elenco vitorioso em 1993 foi mantido para a temporada seguinte, e com a chegada de alguns reforços, ficou mais poderoso ainda. No Paulistão,  disputado em pontos corridos, ficou nítida a discrepância do elenco alviverde em relação a seus rivais.

Na penúltima rodada o Palmeiras precisava apenas de um ponto para dar a volta olímpica de maneira antecipada, e conseguiu mais do que isso. O verdão venceu o Santo André com um gol do artilheiro da competição Evair e comemorou o bicampeonato, com seis pontos a frente do São Paulo.

Palmeiras conquista o Brasileirão de 1994 em cima do Corinthians.

No Brasileiro, o Palmeiras chegou a fase final novamente como um dos favoritos máximos ao título. Após eliminar o Bahia e o Guarani de Campinas, o time chegou a uma nova final contra o arquirrival Corinthians. As partidas foram disputadas no Pacaembu. Na primeira, o Verdão fez 3 a 1 no alvinegro com atuação de gala de Rival, recém saído do Parque São Jorge. Na segunda o empate em 1 a 1 coroou a campanha do time de Parque Antártica, que chegou a seu oitavo título nacional.

Nos dois anos vitoriosos, o clube teve jogadores como Velloso, Roberto Carlos, Flávio Conceição, Mazinho, César Sampaio, Edmundo e Evair entre os principais nomes. Mas jogadores como Rivaldo, Rincón, Amaral e Edílson chegaram para aumentar ainda mais a qualidade do elenco.

1996 – O super Palmeiras: melhor campanha da história do Paulista

Super time do Palmeiras de 1996.

A Parmalat continuou seu alto investimento no clube alviverde e montou um super time para o Paulista de 1996. Luxemburgo continuava no comando da equipe que contou com os reforços de Djalminha, Luizão, Muller, Júnior e Cléber em relação aos últimos anos.

Disputado em dois turnos, os campeões de cada turno se enfrentariam na final. Mas em caso de um clube vencer os dois turnos, ele seria o campeão Paulista. Mas a campanha do Palmeiras foi avassaladora e a final foi dispensada.

O título veio com a vitória em cima do Santos por 2 a 0,  de maneira antecipada, com 83 pontos dos 90 possíveis, o clube foi coroado o campeão de 1996. O ataque marcou incríveis 102 gols em 30 partidas e a defesa sofreu apenas 19.

1997-2000 – A era Felipão e o time multicampeão

Felipão no título da primeira Copa do Brasil do Palmeiras.

A partir de 1997, o clube viu Luxemburgo deixar o comando técnico e Luiz Felipe Scolari, o grande técnico do momento, assume a equipe. Logo nos primeiros anos, ele mostrou a que veio, conquistando títulos importantes e inéditos para a torcida alviverde.

No Campeonato Brasileiro de 1997, o clube bateu na trave e ficou com o vice-campeonato. O forte time do Vasco da Gama, que contava com Edmundo, ídolo do Verdão, foi campeão após realizar a melhor campanha e contar com dois empates nos dois jogos finais. Mesmo assim, a campanha foi positiva e deu uma amostra do que o clube demonstraria nos próximos anos.

Em 1998 o Verdão venceu dois campeonatos que ainda não havia conquistado, a Copa do Brasil e a Copa Mercosul. Ambos os confrontos finais foram diante do Cruzeiro e viu seus atacantes Paulo Nunes e Oséas serem decisivos, ao lado do lateral paraguaio Arce, os zagueiros Roque Júnior e Cléber, além dos meias Zinho e Alex.

Libertadores 1999: Palmeiras conquista a América!

Primeira conquista de Libertadores do Palmeiras.

O embalo dos títulos de 1998 trouxe ao palmeiras uma nova conquista inédita, e sua primeira conquista da Libertadores da América. Felipão seguiu no comando e viu Euller se destacar ao lado de Oséas, Evair, Rogério, Júnior Baiano e Alex.

Em meio a disputa da Libertadores, o Campeonato Paulista acirrou ainda mais a rivalidade com o Corinthians. O rival também estava no grupo do Verdão na competição continental e terminou a fase de grupos em primeiro lugar, mas com a segunda colocação o Palmeiras também se classificou às oitavas de final.

Após eliminar o Vasco, o Palmeiras reencontrou o Corinthians, que em dois confrontos épicos contra o rival, viu um herói improvável surgir, o goleiro Marcos. Após o confronto ir para os pênaltis, o arqueiro brilhou pegando cobranças decisivas e ganhou a alcunha de “São Marcos”.

Logo após eliminar o rival, o Palmeiras passou pelo River Plate e conquistou a América em cima do Deportivo Cali da Colômbia. De maneira sofrida, também nos pênaltis, o verdão se sagrou campeão, com  toda uma geração que fazia parte do time.

Em meio as finais da Libertadores, houve a decisão do Paulista contra o Corinthians, e quatro dias após a conquista do título, ocorreu a segunda partida da final do estadual. Na primeira o alvinegro venceu por 3 a 0, e na segunda após os rivais empatarem a partida em 2 a 2, Edílson que agora defendia o Timão, fez embaixadinhas provocando os alviverdes. O resultado da provocação foi uma pancadaria generalizada que encerrou a partida e deu o título ao Corinthians.

Mundial de clubes 1999: Manchester United frustra sonho do Palmeiras

 

No final do ano de 1999, o Palmeiras teve a chance de disputar o Mundial de Clubes, contra o campeão europeu da temporada, o Manchester United. O Verdão teve um reforço especial para a disputa do título inédito, o colombiano Faustino Asprilla. Os elencos de ambas as equipes eram muito fortes e se esperava uma partida muito equilibrada.

Porém, o que se viu na partida disputada no Japão foi um amplo domínio do Palmeiras que criou diversas chances claras de gol. Do outro lado, o Manchester, mesmo não tendo atuado o que se esperava, marcou o gol derradeiro após ver Ryan Giggs cruzar da esquerda, Marcos sair mal do gol e Roy Keane empurrar para o fundo da rede e frustrar o sonho de milhões de palmeirenses.

2000 – Palmeiras vice da libertadores e campeão do Rio-SP encerra era vitoriosa

Em 2000, o ano começou pouco depois da derrota para os ingleses no Mundial. Mas no Rio-São Paulo, o Verdão demonstrou uma boa recuperação e venceu a competição regional depois de vencer as duas partidas decisivas contra o Vasco da Gama.

Na Libertadores, o Palmeiras seguiu em busca do bicampeonato, e chegou muito perto disso. Ficou em primeiro lugar de seu grupo, e depois eliminou Peñarol e Atlas para reencontrar o Corinthians na competição. Em mais uma disputa de pênaltis, Marcos foi o grande herói  ao defender a cobrança de Marcelinho Carioca, o que levou o clube à uma nova final.

Na decisão, o poderoso Boca Juniors foi o adversário.A primeira partida realizada em Buenos Aires terminou em 2 a 2. Na segunda, o empate de 0 a 0 levou a decisão para os pênaltis. Dessa vez, o clube saiu derrotado por 4 a 2 e viu os argentinos levantarem o troféu no Morumbi.

2001 – 2013 – Palmeiras entra no ostracismo, apesar de alguns títulos

No final dos anos 1990, mesmo com a enxurrada de títulos, muitas incertezas rondavam a parceria entre Palmeiras e Parmalat. Com a saída de Gianni Grisendi, um dos idealizadores da parceria, e presidente da Parmalat no Brasil e na América do Sul, o contrato não foi renovado.

Assim, a empresa de laticínios deixou de fazer parte da vida do clube alviverde, quando o ano de 2001 começou. Com isso, muitos jogadores que potencialmente poderiam jogar no palmeiras, nunca chegaram ao Parque Antártica e muitos que lá estavam deixaram o clube. Felipão assumiu a Seleção Brasileira em junho de 2001, onde posteriormente foi campeão mundial, e o Palmeiras teve campanhas fracas nos campeonatos daquele ano.

2002 – Rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro

Queda do Palmeiras no Brasileirão 2002.

Em meio a revoada de jogadores talentosos que a Parmalat trouxe nos anos anteriores, o Palmeiras começou o ano de 2002 com o treinador Vanderlei Luxemburgo e o retorno de Alex que veio do Cruzeiro.

Mesmo com o astro de volta, o clube caiu nas semifinais do Rio-São Paulo e ficou entre os quatro melhores da extinta Copa dos Campeões. Mas a eliminação para o modesto ASA de Arapiraca na Copa do Brasil foi o estopim para os desentendimentos entre treinador e diretoria. Luxemburgo deixou a equipe após a primeira rodada do Brasileiro.

No campeonato, o Palmeiras teve Murtosa como treinador por pouco tempo, e depois viu Levir Culpi terminar a competição, que seria trágica para os palmeirenses, com a péssima campanha. No elenco estavam Marcos e Sérgio para o gol, Arce e Léo Moura nas laterais, Zinho, Pedrinho e Nenê no meio e Lopes, Dodô e Vagner Love no ataque . O zagueiro Alexandre também ficou marcado neste elenco, muito porque falhou feio na penúltima rodada contra o Flamengo no empate em 1 a 1.

Na última rodada, o Verdão precisava vencer o Vitória que não buscava mais nada no torneio. A defesa, uma das piores do campeonato, seguiu falhando e a derrota por 4 a 3 sacramentou a queda para a Série B.

No ano seguinte, a torcida abraçou a equipe que contou com a estrela do jovem Vagner Love e os destaques Marcos, Magrão e Corrêa para subir novamente à primeira divisão. O Verdão liderou todas as fases do campeonato, inclusive a mais importante, o quadrangular final, foi campeão da Série B e subiu para a Série A.

2008 – Palmeiras encerra jejum e conquista o Paulista

Título Paulista de 2008.

Depois da saída da Parmalat, o Verdão amargou um breve período de seca de títulos, por causa da montagem de elencos modestos que não foram capazes de vencer torneios de expressão.

Assim, o clube contou com um novo retorno de Luxemburgo ao comando técnico, que conseguiu montar um elenco um pouco mais competitivo em relação aos anteriores. O chileno Valdivia foi o grande destaque do time que também tinha Alex Mineiro, Léo Lima, Kléber Gladiador, Diego Souza e o pentacampeão mundial Denílson.

Na grande final do Paulista, depois de duas vitórias contra a Ponte Preta, o alviverde se tornou campeão estadual novamente. O título que não vinha desde 1996 foi muito comemorado pela torcida do Verdão que passava por um pequeno jejum.

2012 – Gangorra: campeão da Copa do Brasil e rebaixado no brasileiro

Mesmo com a queda em 2012, o Palmeiras venceu a Copa do Brasil 2012.

Alguns anos se passaram e o Palmeiras não se destacou nas principais competições que disputou até o ano de 2012. Assim, o clube contou com o retorno de Luiz Felipe Scolari para a temporada. No elenco estavam Marcos Assunção, Hernán Barcos, Valdivia, Luan e Henrique entre os principais nomes.

Na disputa da Copa do Brasil, o clube foi muito bem e chegou à decisão depois de eliminar o Grêmio nas semifinais. Na final o Coritiba estava pela frente, e após vencer por 2 a 0 na primeira partida, o herói improvável Betinho marcou o gol de empate na segunda partida, e assim conquistar o troféu pela segunda vez.

Mesmo com a conquista do troféu da Copa do Brasil, o Palmeiras foi muito mal no Brasileirão. Com duas rodadas de antecedência, o empate para o Flamengo sacramentou a queda alviverde para a Série B novamente, com o comando de Gilson Kleina, que assumiu após Felipão deixar o cargo pela má campanha.

2014 – 2015 – Reascensão do Palmeiras

O Palmeiras seguia em busca o mesmo caminho das vitórias dos anos 1990 e e para isso começou a investir em parcerias em busca de melhores resultados. O clube subiu para a primeira divisão, após conquistar o título da Série B em 2013. Muitos projetos começaram a sair do papel, como a reestruturação de seu estádio junto com a empresa WTorre. Assim, em 2014, a nova arena, chamada de Allianz Parque foi inaugurada e considerada uma das mais modernas do planeta.

Além disso, a gestão do presidente Paulo Nobre trouxe ótimos frutos para a parte financeira do clube. O presidente foi fundamental na profissionalização de setores que estavam praticamente abandonados em gestões anteriores, como o jurídico, financeiro e o marketing principalmente. O programa de sócio torcedor, o Avanti, foi reformulado e ajudou a aumentar muito as receitas do clube.

2015 – Palmeiras conquista títulos com nova arena e novo patrocinador

Gol de Prass dá a segunda Copa do brasil ao Palmeiras.

A primeira temporada na reformulada arena não foi das melhores, e o clube quase foi rebaixado novamente para a segunda divisão nacional. Mas no início de 2015, uma nova e importante parceria surgiu, com o patrocínio da Crefisa na camisa do Verdão.

A empresa investiu pesado, a exemplo da Parmalat, e o diretor Alexandre Mattos começou a montar um dos elencos mais caros do país, contratando os principais destaques que surgiam no Brasil. Jogadores como Zé Roberto, Arouca, Dudu, Robinho, Rafael Marques, Lucas Barrios, Aranha, Thiago Santos, Cleiton Xavier e Alecsandro foram contratados para reformular o elenco.

Os resultados começaram a aparecer no primeiro ano, com a conquista da Copa do Brasil. Fernando Prass foi o grande herói da conquista ao lado de Dudu. O clube eliminou Cruzeiro, Internacional e Fluminense antes de enfrentar o Santos na final. A equipe da baixada venceu o primeiro jogo, e no Allianz Parque, Dudu marcou duas vezes para levar a disputa para os pênaltis. Prass além de defender uma cobrança, bateu o derradeiro pênalti para dar o título ao Palmeiras.

Pós-2016 – Palmeiras ascende ao topo do Brasil

Palmeiras conquista seu 9º título brasileiro.

Para o ano de 2016, o Palmeiras seguiu na política do ano anterior e assim Mattos seguiu contratando muitos jogadores com o investimento da Crefisa. Chegaram para o Brasileiro do ano Tchê Tchê, Edu Dracena, Jaílson e Moisés entre os destaques.

Na Libertadores, o clube caiu na fase de grupos, e todas as fichas foram voltadas para o Brasileirão, sob o comando de Cuca. A campanha no nacional não foi das mais empolgantes no início, mas depois que a equipe engrenou o título se aproximou a cada rodada. Dudu foi o grande destaque da competição e principal nome do Palmeiras que terminou 9 pontos a frente do segundo colocado, o Santos.

2018 – Palmeiras campeão Brasileiro novamente

Décimo título brasileiro do Palmeiras.

Em 2018, o Palmeiras repetiu a dose no Brasileirão. Com um “novo”, velho conhecido no banco de reservas, Luiz Felipe Scolari. O clube seguia contratando muito e investindo alto em seu elenco, e assim chegaram Luan, Gustavo Goméz, Bruno Henrique, William Bigode, Felipe Melo, Gustavo Scarpa, Lucas Lima, Weverton, Borja e Keno, entre os principais destaques das contratações entre 2017 e 2018.

O futebol apresentado, não era o mais bonito, mas de fato foi o mais eficiente que algum clube apresentou no torneio. Assim, o Verdão superou a perda do estadual para o Corinthians no primeiro semestre e deu a volta por cima para vencer o Brasileiro. O clube foi campeão com uma rodada de antecipação e terminar 8 pontos à frente do Flamengo.

2020 – Palmeiras conquista o bicampeonato da Libertadores da América

Palmeiras vence a Libertadores após 21 anos.

Desde que a Crefisa fez parceria com o Palmeiras, o clube conquistou importantes competições nacionais e o estadual em cima do seu rival Corinthians. Faltava apenas uma conquista inédita nessa nova era do Verdão, a Libertadores da América.

Sob o comando de um velho conhecido, Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras teve tranquilidade na fase de grupos, ao conseguir a liderança. Guarani do Paraguai, Bolivar e Tigre da Argentina foram presas fáceis da equipe alviverde.

Mesmo com boa campanha, o futebol do Palmeiras não vinha convencendo os seus torcedores, que pediram a saída de Luxemburgo. Com tamanha pressão, o treinador deixou a equipe e para o lugar dele veio o jovem português Abel Ferreira. Assim, nas oitavas de finais, o Verdão atropelou o desconhecido Delfín e passou pelo Libertad do Paraguai nas quartas.

Na semifinal, o alviverde se deparou com seu maior desafio até então, o poderoso River Plate. No jogo de ida, o Verdão surpreendeu e venceu por um surpreendente 3 a 0. Na volta, o Palmeiras  tentou segurar sua boa vantagem e viu os argentinos encostaram no placar geral, ao vencerem por 2 a 0. Mas não teve jeito, a equipe de Palestra Itália assegurou sua vaga para a final.

Final histórica no Maracanã

Após 20 anos, o Palmeiras estava na grande final da Libertadores e não conseguiria nada disso se não fosse pelo bom elenco, que mesclou jogadores consagrados com jovens da base. Weverton foi destaque no gol e o Verdão contou com nomes como Gustavo Gomez, Luan, Matías Viña, Danilo, Gabriel Menino, Raphael Veiga. No ataque brilharam Roni, Luiz Adriano e as vezes Willian.

Na decisão contra o Santos no Maracanã, o Palmeiras optou por um jogo amarrado e a partida se tornou um pouco “chata” aos olhos dos telespectadores. Quando parecia que final seria resolvida na prorrogação, o técnico Cuca foi expulso ao se envolver em confusão. Dessa forma, os santistas se distraíram e viram Roni cruzar para Breno Lopes, o herói improvável da conquista.

Referências: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Esportiva_Palmeiras

https://www.ludopedio.com.br/v2/content/uploads/093421_Lourenco_(M)_-_Um_rio_e_dois_parques.pdf

https://www.palmeiras.com.br/pt-br/linha-do-tempo/1914-1920-fundacao-do-palestra-italia-e-primeiro-titulo/

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Paulista_de_Futebol_de_1993

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Torneio_Rio-S%C3%A3o_Paulo_de_2000

https://trivela.com.br/brasil/palmeiras-de-2002-nao-era-time-para-cair-mas-nao-tinha-margem-para-errar-e-errou/

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_de_2003_-_S%C3%A9rie_B

https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Brasil_de_Futebol_de_2015

https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_de_2016

https://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_de_2018

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