Boca Juniors

70 Títulos Oficiais
16 Milhões de Torcedores
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Boca JuniorsBuenos Aires - Argentina
Fundação 02 de abril de 1905
Estádio / Capacidade La Bombonera / 49 mil
Apelidos Azul y Oro
Principais rivais River Plate
Apelido da torcida Xeneize
Mascote
Mundial de Clubes

1977, 2000 e 2003

Libertadores

1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007

Títulos conquistados pelo clube

Títulos Mundiais

Competição Títulos Temporada
Copa Intercontinental 3 1977, 2000 e 2003

Títulos Continentais

Competição Títulos Temporada
Copa Libertadores da América 6 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007
Copa Sul-Americana 2 2004 e 2005
Recopa Sul-Americana 4 1990, 2005, 2006 e 2008
Supercopa Libertadores 1 1989

Títulos Nacionais

Competição Títulos Temporada
Campeonato Argentino 34 1919, 1920, 1923, 1924, 1926, 1930, 1931, 1969, 1970, 19761934, 1935, 1940, 1943, 1944, 1954, 1962, 1964, 1965, 1976, 1977, 1981, 1992, 1998, 2000, 2003, 2005, 2008, 2011, 1999, 2006, 2015, 2017, 2018 e 2020
Supercopa da Argentina 1 2018

História

Índice

Club Atlético Boca Juniors: Um gigante da América Latina

Boca Juniors do ano 2000.

Em todo o continente, não existe quem não conheça a força e não se assuste quando seu clube de coração enfrenta o Club Atlético Boca Juniors. O clube argentino é muito conhecido por seus elencos muito qualificados ao longo dos anos. Muitas estrelas saíram das categorias de base ou tiveram passagens marcantes pelos xeneizes.

O clube coleciona diversas conquistas, e sem dúvidas é um dos mais vencedores do mundo. Ganhou praticamente todos os campeonatos que disputou em toda sua história. Sua torcida é muito fanática e seu estádio é considerado um dos maiores templos do futebol mundial. Não é à toa que os argentinos sejam conhecidos como um dos, se não o maior, clube da América.

La Bombonera e Xeneizes: dois símbolos do Boca!

La Bambonera e a torcida Xeneize

A torcida xeneize é um dos maiores patrimônios do Boca. É impossível ouvir falar do clube e não associar aos torcedores, que cantam e incentivam sua equipe durante todas as partidas. A festa que os torcedores realizam em La Bombonera é conhecida em todo o mundo.

La Bombonera é o estádio do clube, seu nome oficial é Alberto J. Armando localizado no bairro de La Boca. Possivelmente é um dos estádios mais temidos e imponentes em todo o planeta. Seu formato não é dos mais comuns, e sua capacidade de público máximo não é das maiores. Mesmo assim, a casa do Boca é sempre lembrada por publicações internacionais em enquetes sobre estádios mais conhecidos ou procurados por turistas.

Inaugurada em 25 de maio de 1940 e com capacidade de público para 54 mil espectadores (segundo informações do próprio clube), mas quando todos seus torcedores estão cantando, dá a impressão de haver pelo menos o dobro de pessoas. O formato do estádio favorece essa acústica acentuada das músicas cantadas pelos xeneizes apaixonados pelo clube, e isso é o que mais atrapalha e amedronta seus adversários.

El superclásico da Argentina: Boca Juniors x River Plate

Boca Juniors versus River Plate

A história do Boca Juniors caminha lado a lado com a de seu maior rival, o River Plate. Esta é uma das maiores rivalidades de todo o mundo, também muito lembrada em enquetes de diversos países neste tema. É um dos confrontos que todos os apaixonados por futebol precisam acompanhar um dia.

Este confronto, conhecido como “El Superclásico” marcou e segue marcando muito em toda a história do esporte argentino, seja por aspectos positivos ou negativos. Um confronto que começou em 1908, e até hoje seus jogos são cercados de expectativas de grandes espetáculos e muita batalha, que na maioria das vezes gera grandes confusões, entre jogadores e torcedores.

Maradona e Boca Juniors: Muito amor e pouca história!

A história do Club Atlético Boca Juniors também possui uma forte relação com o maior ídolo do futebol argentino, Diego Armando Maradona. El Pibe chegou ao clube xeneize em 1981, após algumas manobras financeiras realizadas pelo clube para contar com o jovem.

A passagem foi curta, mas El Diez foi muito importante na conquista do Campeonato Argentino que o Boca Juniors conquistou no ano da sua chegada. Em 44 partidas disputadas, Maradona marcou 28 gols, num período onde se consolidou como o maior jogador argentino da época e chamou ainda mais atenção de clubes europeus, seu destino para depois da passagem pelo clube do coração.

E 14 temporadas depois de sua saída, Don Diego retornou ao Boca Jrs, isso depois de cumprir punição de 15 meses imposta pela FIFA, por conta da utilização de substâncias proibidas durante a Copa do Mundo dos EUA, em 1994. Sua segunda passagem aconteceu entre os anos de 1995 até 1997, mas com pouco brilho perto do que se esperava dele. Foram 41 jogos e apenas 9 gols marcados, onde destes jogos em apenas 19 atuou os 90 minutos completos.

Surgimento e Fundação do Club Atlético Boca Juniors

Primeira foto Boca Juniors.

No inicio do século 20, haviam muitos imigrantes italianos que fixaram suas residências na Argentina. O futebol já era um esporte em alta e chegou às camadas populares da sociedade argentina, e com isso muitos garotos se reuniam para praticar e falar sobre o esporte.

Esteban Baglietto, Alfredo Scarpatti, Santiago Sana e os irmãos Teodoro e Juan Antonio Farenga eram jovem apaixonados pelo esporte inglês, mas fizeram algo um pouco diferente do que os outros jovens da época, fundaram um clube de futebol. A cerimônia de fundação ocorreu ao ar livre, na Plaza Solís, por conta de inúmeras interrupções ocorridas na casa de Baglietto.

O clube adotou o nome do bairro em que fora fundado, La Boca, e o “Juniors” vindo do inglês era comum no nome de clubes da época, e assim fizeram a junção dos dois nomes. Com um nome, sede e local para jogar, o Boca carecia de um uniforme com suas cores.

Inicialmente atuou com camisas brancas a calções negros, e também com camisas celestes e outra com faixas finas azuis. A única condição, enquanto não adotava suas cores oficiais, era não utilizar vermelho e Branco por causa do Alumni, clube dominante no período.

Adotou as azuis e amarelas na sequencias, que são as cores atuais que nos acostumamos a ver os xeneizes. E em 1913 começou a utilizar a faixa horizontal em amarelo na altura do peitoral com o fundo predominante em azul.

As primeiras décadas como clube ainda amador

O primeiro Superclásico contra o River

Como na maioria dos países da América do Sul, as primeiras décadas dos clubes de futebol era amadoras. E muitas disputas e troféus eram organizados pelos próprios clubes e seus atletas não eram remunerados. Passou por alguns terrenos diferentes onde mandava seus jogos, até se fixar em um estádio no bairro com arquibancadas de madeiras nas ruas de onde nunca mais saiu.

O River Plate, maior rival histórico do Boca, surgiu alguns anos antes, em 1901 também em La Boca. A primeira partida entre os dois foi em 1908, mas não é relatada como uma partida oficial, a vitória foi do Boca por 2 a 1. A primeira partida oficial foi em 1913 e a vitória foi dos Millonarios também por 2 a 1 em partida disputada no estádio do Racing.

1925: viagem à Europa para enfrentar gigantes!

Boca Jrs em viagem a Europa.

Reunir atletas para excursões internacionais era algo praticamente impensado na época. Mas os xeneizes inovaram e levaram seu elenco para realizar partidas em continente europeu. Foram 12 jogadores do próprio time e 5 convidados.

Foram 19 partidas contra europeus com 15 vitórias, 1 empate e 3 derrotas apenas. O reconhecimento internacional foi muito grande e o clamor popular também, tanto que a Asociación Argentina de Football nomeou o Boca como campeão de Honra da temporada 1925.

Década de 1930: Boca e River dominam o futebol argentino!

Boca Juniors no ano de 1934.

Na década de 1930 o futebol argentino se profissionalizou e o Boca manteve o sucesso da década anterior, e se tornou o primeiro campeão desta nova era do futebol. Os xeneizes venceram o River na última rodada por 3 a 0 jogando como visitantes.

A rivalidade entre as duas equipes começou a se acentuar nos campos e nas arquibancadas. Existem relatos de arquibancadas incendiadas durante os duelos entre as equipes. Nesta década o que se viu foi uma hegemonia dos dois rivais que alteraram conquistas do campeonato nacional, hora um ganhava, hora o outro. Quando um não podia ganhar, atrapalhava o outro a todo custo.

Mesmo assim, o Boca foi o primeiro clube da era profissional a conseguir a façanha de ganhar dois troféus consecutivos do Campeonato Argentino. Foi nos anos de 1934 e 1934, onde a equipe contava com dois matadores de muito sucesso, Roberto Cherro e Francisco Varallo.

Francisco Varallo, goleador e um dos maiores da história xeneize]

Francisco Varallo é ídolo no Boca.

Um dos maiores jogadores da história xeneize, e segundo maior artilheiro histórico chegou em La Boca no ano de 1931. Roberto Varallo, ou Pancho Varallo disputou o Mundial de 1930 um ano antes e lá despontou para o mundo e para a Argentina, como um dos primeiros craques da história do esporte.

Goleador nato, chegou ao Boca e logo confirmou toda a expectativa que foi criada no entorno dele após o Mundial. É até hoje o segundo maior goleador da história do clube e só foi ultrapassado recentemente por outro ídolo, Martín Palermo em 2008. Foram 181 gols em nove campeonatos disputados pelo Boca, e uma parceria de muito sucesso com seu companheiro Cherro, a quem sempre foi grato por ajudar a marcar seus tentos.

Décadas de 1940-60

Boca Juniors em 1944.

A década de 1940 foi muito importante para o clube, e o sonho de seu estádio foi concretizado. Depois de se fixar nas ruas Brandsen, Del Valle Iberlucea, Aristóbulo Del Valle e as vias de uma ferrovia, o estádio foi inaugurado em 25 de maio de 1940 em um amistoso contra o San Lorenzo e vitória por 2 a 0 para os xeneizes.

O estádio foi fundamental para que o clube conquistasse mais títulos, e no primeiro ano dele, o clube ganhou 13 jogos seguidos e se consagrou campeã. A equipe voltou conquistar um bicampeonato nos anos de 1943 e 1944, com duas campanhas incríveis e uma grande sequencia invicta de 26 partidas.

A partir de 1945, o Boca entrou em um de seus piores períodos de sua história. Ficou até o ano de 1959 sem protagonizar conquistas como nos anos anteriores. Foi apenas um troféu no ano de 1954 e o clube quase caiu para divisões inferiores do país. Precisou da força de La Bombonera repleta de torcedores para vencer o Lanús em 1949 e evitar o descenso.

1977 e 1978: Boca Juniors conquista a América e o Mundo!

Boca Juniors na década de 1970.

Depois de boas campanhas domesticas em 1976, o Boca se classificou à Libertadores do ano seguinte. A campanha colocou seu grande rival River Plate, Peñarol e o Defensor ambos do Uruguai, onde os xeneizes passaram com tranquilidade à fase semifinal. Nesta fase, passou pelo grupo que estavam Deportivo Cali da Colômbia e Libertad do Paraguai, sendo dominante e chegando à final contra o Cruzeiro de Minas Gerais.

A final foi disputada em 3 jogos, o primeiro com vitória do Boca, o segundo a revanche dos mineiros. No jogo de desempate, realizado em Montevidéu para mais de 60.000 pessoas, o placar terminou em 0 a 0 e os argentinos levaram a melhor nos pênaltis e conquistaram sua primeira de 5 Libertadores da América.

Mundial 1977: campeão contra o Borussia Mönchengladbach

Final do Mundial em 1977.

Na disputa do Campeonato Mundial Interclubes, que o Boca se classificou após vencer a Libertadores do mesmo ano, o Liverpool seria o adversário dos argentinos. Mas, os ingleses desistiram da disputa da competição e cederam sua vaga ao Borussia Mönchengladbach.

O campeonato foi disputado em dois jogos. O primeiro, na mítica Bombonera, um empate em 2 a 2 com os alemães. Na volta, o Boca teria que vencer em solo alemão para levantar seu primeiro mundial. E a façanha foi realizada, logo no primeiro tempo os argentinos abriram 3 a 0 que foi o placar final. E assim, o clube conquistou o torneio.

Libertadores 1978: Bicampeão da Copa Libertadores (mas sem a disputa do Mundial)

Boca Juniors campeão da Libertadores.

No ano seguinte, o clube conquistou novamente a competição continental. Logo após retornar da disputa do Mundial contra os alemães, os xeneizes eliminaram o River e o Atlético MG nas semifinais da Libertadores.

Na grande final, encontraram o Deportivo Cali, e após um empate em solo colombiano, o Boca fez valer toda a força de seu estádio, ao golear por 4 a 0 os colombianos e conquistar o bicampeonato da América.

As décadas de 1980 – 1990

Boca Juniors em 1981.

A década de 1980 foi discreta para os xeneizes. Embora houve alguns títulos o clube perdeu espaço no cenário argentino, diferente das décadas anteriores, muito vitoriosas. Outro ponto importante na história do Boca Juniors durante este período foi a chegada do maior jogador da Argentina naquele momento, e que se transformaria num dos maiores da história: Don Diego Maradona.

Depois de passar por uma grande crise institucional em 1985, o clube teve mudanças em sua direção. Conquistou a Supercopa Sulamericana em 1989, e outros dois torneios internacionais, a Copa Master de Supercopa e a Copa Ouro Nicolás Leoz em 1992 e 1993 respectivamente.

1996: Surge um novo craque, Juan Roman Riquelme

Rivais Aimar e Riquelme.

O ano de 1996, um dos maiores ídolos, e um dos mais vencedores pelo clube, despontou para o futebol. Juan Roman Riquelme estreou em 10 de novembro de 1996, em uma vitória contra o Unión. O garoto de feição tímida mal sabia o sucesso que conquistaria nos anos posteriores.

Foram conquistas domesticas, da Libertadores da América e até de Mundial Interclubes que o colocaram como um dos grandes ídolos xeneize. É o detentor do maior npumero de partidas realizadas em La Bombonera por um jogador do Boca, na qual a chama de quintal de sua casa.

1998: Assume Carlos Bianchi, técnico mais vencedor  do Boca Jrs

Carlos Bianchi treinou o Boca Juniors.

Com um grande ídolo despontando, faltava um treinador que colocasse o Boca de volta no caminho dos títulos. Carlos Bianchi foi o nome escolhido, e chegou ao clube no ano de 1998.

Logo no começo do trabalho, El Virrey como é conhecido, potencializou o futebol de Riquelme e o ajudou a formar uma parceria de muito sucesso com Guillermo Barros Schelotto e Martin palermo.

Os resultados vieram rápido, e o futebol apresentado pelo clube era praticamente imbatível, com isso veio mais um bicampeonato nacional e um novo recorde de invencibilidade de 40 jogos. Bianchi esteve a frente de outros títulos como as conquistas da Libertadores e mais uma vez do Mundial Interclubes.

2000: Novamente Boca Juniors conquista a América e o Mundo!

Boca Jrs na vitória contra o River em 2000.

O embalo que o time ganhou após Bianchi assumir o comando técnico foi traduzido em muitos títulos. Todas essas conquistas levaram o clube a disputa da Libertadores da América do ano 2000, em busca de quebrar um longo jejum nesta competição.

Na fase de grupos estava no grupo com Peñarol do Uruguai, Blooming da Bolívia e Universidad Católica do Chile e o Boca se classificou em primeiro lugar do grupo. Nas oitavas de final, eliminou o El Nacional do Equador após empatar fora de casa e ganhar em La Bombonera por 5 a 3.

Nas quartas um duelo que parou a América do Sul, diante de seu maior rival os Millonarios do River Plate, o confronto novamente foi definido no icônico estádio xeneize. Com uma vitória por 3 a 0 contra os rivais, isso depois de perder a primeira partida fora de seus dominios, o Boca Juniors se classificou. Na fase seguinte, eliminou o América do México após um confronto equilibrado e com o placar de 5 a 4 a favor dos argentinos.

Na decisão, pegou o Palmeiras que buscava o bicampeonato do torneio. Na primeira partida, na Argentina, o placar foi de 2 a 2, com o gol de empate do verdão acontecendo nos momentos finais do jogo. Na volta em São Paulo, empate em 0 a 0 e vitória do Boca na disputa de pênaltis, quebrou o jejum de títulos da maior competição do continente de 22 anos.

Mundial 2000: Boca encontra o Galático Real Madrid

A conquista da Libertadores, levou o Boca Juniors novamente a disputa do Mundial Interclubes. E na ocasião o rival foi nada mais nada menos que o Real Madrid, que recém havia contratado Luis Filipe Figo do arqui-rival Barcelona. Era o início dos Galáticos, mas em fase esplendorosa de um dos melhores times da história do Boca, e com Riquelme e Palermo em grande fase, os argentinos passaram por cima do Real Madrid, atual campeão da Champions League.

Martin Palermo marcou os dois gols dos Xeneize, que venceram o confronto histórico por 2×1, e levaram mais uma vez o título para território Argentino.

Libertadores 2001: Riquelme leva o Boca a mais um título continental!

Riquelme é um dos maiores ídolos do Boca Juniors.

No ano seguinte, o Boca seguiu forte para defender o título continental. Atual campeão da Libertadores e Mundial, o clube não contava mais com Palermo, que prosseguiu sua carreira na Europa. Mas, Riquelme continuou, e com sua maestria e comando do meio campo xeneize, o clube avançou sem dificuldades em seu grupo com Cobreloa do Chile, Deportivo Cali da Colômbia e Oriente Petroleiro da Bolívia.

Nas fases seguintes passou por Junior Barranquilla nas oitavas, Vasco da Gama nas quartas e nas semifinais pegou novamente o Palmeiras, na reedição da final da última edição. Novamente os confrontos foram equilibrados e após dois empates os argentinos venceram nos pênaltis.

Na grande final estava o Cruz Azul do México, novamente decido nas penalidades após uma vitória para cada lado por 1 a 0, o título ficou nas mãos do Boca Juniors, conseguindo o bicampeonato da Libertadores. Riquelme foi o grande nome da equipe, o dono do meio campo xeneize serviu os artilheiros Guillermo Barros Schelotto e Marcelo Delgado, todos dirigidos novamente por Carlos Bianchi.

Mundial 2001: Boca Juniors não é páreo para o Bayern de Munique

Bayern e Boca jogaram em 2001.

Novamente no Mundial Interclubes, agora o time Xeneize encontrou pela frente o Bayern de Munique, maior time alemão e que na final da Champions League daquele ano havia superado a surpresa da competição, o Valencia/ESP. Para o Boca Juniors, um momento acabou sendo decisivo na partida e no equilíbrio da partida. Ainda no primeiro tempo, o atacante Marcelo Delgado acabou sendo expulso e deixou o Boca com um jogador a menos em grande parte da partida.

O time alemão do Bayern que já era muito bom, contava com Oliver Kahn, Lizarazu e Élber, entre outros, se viu em grande vantagem e pressionaram muito durante a partida. Ainda assim, o time do Boca Juniors conseguiu segurar o empate no tempo normal, mas o balde de água fria veio aos 4 minutos do segundo tempo da prorrogação. Após cobrança de escanteio, o zagueiro ganês Kuffour subiu mais alto que todo mundo e marcou o que seria o gol do título. Porém, não demoraria muito para o Boca Juniors ter mais uma oportunidade no Mundial, e agora com outro destaque no comando do time.

Com Tevez, Boca leva Libertadores 2003

Carlitos Tevez: Um Xeneize com a camisa do Boca

Tevez é um xeneize declarado!

Depois de um ano sem conquistar títulos, o Boca já não contava mais com o futebol de Riquelme, que foi jogar no futebol europeu. Mas, o clube contava com um novo nome, Carlos Tevez. Torcedor declarado do time, o jogador viveu uma infância difícil em um bairro da periferia de Buenos Aires, onde não conheceu seu pai, foi criado pela tia, sofreu um acidente doméstico que deixou cicatrizes e viu muitos de seus amigos sofrerem com as dificuldades de viver em uma sociedade desigual.

“Carlitos” sempre teve o sonho de vestir a camisa xeneize, e na adolescência conseguiu concretizar seu sonho ao chegar as categorias de base do clube. Logo se destacou e foi chamado ao elenco principal, onde aos poucos assumiu o protagonismo com sua habilidade e precisão na hora de marcar os gols. Tevez é um grande símbolo do clube, joga no clube de coração e conseguiu dar a volta por cima apesar das dificuldades na infância.

Libertadores 2003: Na final bate o Santos de Robinho

Robinho não foi páreo na final contra o Boca.

Nesta edição da Libertadores, o Boca ficou em segundo lugar em seu grupo, e se classificou para enfrentar o Paysandu do Pará. Foi surpreendido em La Bombonera por 1 a 0, mas jogando no Brasil reverteu o placar.

A partir daí, foram só vitórias nos jogos seguintes, duas contra o Cobreloa, duas contra o América do Cali, e assim, ficou diante do Santos que possuía uma jovem geração talentosa no elenco, com Diego e Robinho. Ganhou em casa por 2 a 0 e no Morumbi, em São Paulo por 3 a 1 para conquistar novamente a América com Carlos Tevez sendo o grande destaque.

Mundial 2003: Boca Juniors vence um fortíssimo Milan

Tevez e Cafú em disputa no Mundial 2003.

Com a conquista, o Boca estava de novo no Mundial Interclubes. Dessa vez contra o poderoso Milan, campeão europeu após uma final inesquecível contra o Liverpool. O jogo foi muito disputado embora o Milan tivesse uma força ofensiva maior e um elenco cheio de estrelas.

O placar terminou em 1 a 1 em um jogo com muitas chances de gol para ambos os lados. Nos pênaltis, o Boca se aproveitou da pontaria ruim dos jogadores do clube italiano e venceu por 3 a 1, em mais uma conquista do Mundial. Novamente Bianchi estava no comando técnico, o que o fez o treinador mais vencedor da história do clube.

Libertadores 2007: A última Libertadores do maior da América

O Boca Jrs já não contava mais com Carlitos Tevez, sua maior estrela até o ano de 2005, quando foi negociado com o Corinthians. Porém, para a temporada de 2007 contou com o retorno de dois ídolos xeneizes. Martin Palermo e Riquelme voltavam após passagens em clubes europeus sem grande sucesso.

Se o Boca Juniors já seria considerado um dos favoritos a tudo na América do Sul e na Argentina, com o retorno de dois ídolos, ainda em idade de render e muito, era o time a ser batido na América do Sul.

Capitão e ídolo, Palermo levanta a taça

Palermo é o capitão em 2007.

Na fase de grupos, o clube passou na segunda colocação e enfrentou seu rival local Velez Sarsfield nas oitavas, Libertad do Paraguai nas quartas e Deportivo Cúcuta da Colômbia nas semifinais.

Na grande decisão enfrentou o Grêmio de Porto Alegre. Não tomou conhecimento dos gaúchos e venceu em La Bombonera por 3 a 0 e no sul do Brasil por 2 a 0, sem a menor chance para os brasileiros. Riquelme foi o grande nome do time, com 8 gols foi o artilheiro, sendo 7 deles nas fases finais do torneio. Assim, o capitão palermo levantou o troféu da Libertadores pela última vez e o Boca está desde então sem conquistar o torneio.

No mundial do mesmo ano, o Milan se vingou dos xeneize. Os argentinos foram derrotados na final pelos italianos, na única vez que disputaram a competição em seu novo formato, com equipes do mundo todo.

Pós – 2010: Anos de reconstrução

Depois da série de conquistas no início dos anos 2000, o Boca Jrs passou por uma grande reformulação, tanto em seu elenco quanto em sua direção institucional. Maurício Macri, há muitos anos na presidência do Boca, deixou o cargo para se dedicar à política, sendo eleito anos mais tarde presidente da Argentina. No elenco, Martín Palermo se aposentou em 2011 após se tornar o maior goleador da história do clube.

Libertadores 2012: Contra o Corinthians é vice da Copa Santander!

Corinthians e Boca Jrs decidiram em 2012.

No ano de 2012, o Boca Juniors chegou a uma nova edição da Copa Libertadores (Copa Santander) sem ser um dos favoritos pelo elenco, como afirmavam muitos analistas na época. Porém, um clube com a tradição do Boca em competições internacionais, nunca é bom deixar de fora dos favoritos, ainda mais quando contam com a mística também do estádio La Bombonera. Um caldeirão que deixa qualquer adversário assustado.

Outro ponto que temos que destacar naquele período é que o clube ainda contava com o meia e maior ídolo da história do clube, Juan Roman Riquelme. Mesmo veterano, aos 34 anos, e em decadência física, o craque ainda fazia a diferença para o clube nas partidas, tanto que o clube xeneize chegou a mais uma final de Copa Libertadores, isso após se classificar em segundo lugar de seu grupo, sem demonstrar muito brilho.

Porém, nas fases seguintes eliminou Unión Española do Chile, o Fluminense, e a Universidad Católica de Chile. Na grande final, pegou o brasileiro Corinthians, que ainda nunca havia conquistado nenhuma Libertadores. Com um retrospecto favorável contra brasileiros em decisões do torneio, o Boca Juniors empatou em seus domínios e acabou derrotado em São Paulo, no estádio do Pacaembu, com grande partida de Emerson Sheik, atacante corinthiano.

Entre 2015 – 2020: Domínio do Campeonato Argentino

Guilherme Schelotto foi técnico do Boca Jrs.

A volta das conquistas nacionais veio no ano de 2015. Com um elenco reforçado de bons jogadores como Nicolás Lodeiro e Pablo Perez, os xeneize passaram seu maior rival, o River Plate, na classificação geral do Campeonato Argentino apenas na penúltima rodada para ai não perder mais a competição.

Voltou a conquistar o campeonato nacional argentino nas temporadas 2016-2017, e 2017-2018, agora com o ex-ídolo Guillhermo Barros Schelotto, agora como técnico, além do retorno de Carlitos Tevez. Mais recentemente, na temporada 2019-2020, em uma última rodada eletrizante passou novamente o maior rival para ser novamente campeão. O gol derradeiro da campanha foi marcado justamente por Tevez.

Libertadores 2018: Em Madrid, Boca e River fazem final épica

Boca e River fizeram final épica

Depois de 6 anos ausente, o Boca retornou a uma decisão da Copa Libertadores da América. E não foi uma final qualquer, conhecida como “final do fim do mundo”, Boca e River pela primeira vez se enfrentariam na grande decisão.

Depois de ser adiada em um dia, por conta das fortes chuvas em Buenos Aires, as equipes empataram em La Bombonera por 2 a 2 em grande jogo, cheio de oportunidades e confusões, como não poderia ser diferente.

No jogo de volta, no Monumental, o ônibus dos jogadores xeneizes foi atacado por torcedores Millonarios. E com isso, alguns jogadores foram feridos por pedras e estilhaços das janelas. Depois de confusões nos bastidores, a partida foi cancelada e só foi realizada semanas depois em Madrid, no Santiago Bernabéu.

O River levou a melhor sobre o grande rival, por 3 a 1 na prorrogação, e a polêmica final sul-americana decidida em outro continente após muitas polêmicas.

Hoje, o confronto é conhecido como um dos clássicos de maior rivalidade global, e em todos estes anos foram acumulados diversos jogos históricos, decisões nacionais, confrontos em campeonatos continentais, batalhas épicas e até mesmo decisão de Libertadores em outro continente.

 

REFERÊNCIAS:

https://es.wikipedia.org/wiki/Club_Atl%C3%A9tico_Boca_Juniors

https://www.clarin.com/boca-juniors/bombonera-elegida-mejor-estadio-mundo_0_S1VZvxYvml.html

https://www.torcedores.com/noticias/2018/05/torcida-boca-juniors-xeneize

https://www.bocajuniors.com.ar/

https://www.bocajuniors.com.ar/el-club/la-bombonera#

https://www.bocajuniors.com.ar/el-club/historia

https://calciopedia.com.br/2011/02/jogadores-diego-armando-maradona.html

http://www.futebolportenho.com.br/2015/09/30/ha-20-anos-maradona-voltava-a-jogar-no-boca-relembre-o-fim-da-lenda/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Club_Atl%C3%A9tico_River_Plate

https://trivela.com.br/pancho-varallo-a-lenda-da-copa-de-1930-que-viveu-muito-para-contar-suas-facanhas/

http://www.conmebol.com/pt-br/20150914-0854/boca-juniors-campeao-da-copa-libertadores-1977

https://www.ogol.com.br/edition.php?id_edicao=14633

http://www.conmebol.com/pt-br/1o-agosto-de-1978-boca-juniors-conquista-copa-intercontinental

https://www.copalibertadores.com/pt-br/noticias/boca-juniors-campeao-2000/9rw9iu4dx5tm172dkgtfr3y62

https://www.copalibertadores.com/pt-br/noticias/boca-juniors-campeao-2001/7545hcxmys4310ir99id6w7sw

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2811200111.htm

https://www.copalibertadores.com/pt-br/noticias/boca-juniors-campeao-2003/876s0e4sa55y1p9emyunk4jfr

https://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u69100.shtml

https://www.copalibertadores.com/pt-br/noticias/boca-juniors-campeao-2007/17ocybz41ao0q1fo5h065frb0m

https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Libertadores_da_Am%C3%A9rica_de_2012

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